Café de Negócios com reconhecimento ao Mérito Empresarial

Com 43 anos de existência a ASES mantém-se como uma referência da cultura associativista.

A solenidade ocorreu num evento híbrido, semipresencial, com a presença de algumas pessoas, diretores da ASES, pessoas ligadas aos homenageados e dirigentes do Sebrae que cedeu seu auditório para a transmissão da homenagem de forma online.

 

A edição 184 do já tradicional Caneg, o Café de Negócios (Caneg) da Associação dos Empresários de Serra (ASES) revestiu-se de especial importância porque conjugou outro evento também relevante da entidade por representar o reconhecimento de personalidades que se destacaram durante o ano.

Assim, o Caneg 184 embutiu o Prêmio Mérito Empresarial 2020 que se realizou em sua 14ª edição mantendo a consistência do momento anual de homenagem às pessoas que, nas suas respectivas categorias, contribuíram para o desenvolvimento do setor empresarial, do município e mesmo do Estado, em suas respectivas atividades.

 

Os(as) homenageados(as) na 14ª edição do Prêmio Mérito Empresarial Serra 2020. Foto: Edson Reis

 

O quadro de homenagens abarca as categorias Comércio, para a qual foi escolhido Ronaldo Campos, da RDG Aços do Brasil; Micro e Pequena Empresa, com indicação de Maria Eliza Binatti, da Solution Consultoria; Serviço, tendo sido reconhecido Walter Dalla Bernardina, da São Bernardo Saúde; e Tatiana Rodrigues, da Vale; O ex-presidente da ASES e da Findes, Leonardo de Castro foi o homenageado do ano.

 

Associativismo

A solenidade ocorreu num evento híbrido, semipresencial, com a presença de algumas pessoas, diretores da ASES, pessoas ligadas aos homenageados e dirigentes do Sebrae que cedeu seu auditório para a transmissão da homenagem de forma online. O prefeito eleito de Serra, Sérgio Vidigal, também esteve presente, reiterando a atitude de prestigiar a entidade como sempre fez ao longo dos seus mandatos administrativos.

Nos discursos os homenageados enalteceram a contribuição dos colaboradores, decisivos para os desempenhos corporativos que lhes concederam o reconhecimento da ASES e a força do associativismo que tem na própria Associação um exemplo emblemático. Com 43 anos de existência a ASES formou-se e mantém-se como uma referência da cultura associativista, empoderada pela adesão do empresariado serrano e o reconhecimento dos interlocutores públicos.

O homenageado do ano, Leo de Castro, proferiu um breve e objetivo pronunciando enaltecendo tanto a importância do associativismo como estratégia de fortalecimento do eleitorado como relatando a trajetória pioneira de sua família na Serra, quando o seu pai, Sérgio Rogério de Castro fundou a empresa da família, a Fibrasa, diversificando posteriormente os investimentos para as áreas imobiliárias e agrícolas, no Espírito Santo e em Pernambuco.

Leo de Castro dirigiu-se ao prefeito Sérgio Vidigal e instou a classe política a assumir entendimentos suprapartidários que contemplem os interesses do país. Mais especificamente, referiu-se às reformas estruturantes que engessam o Brasil, restringe a competividade das empresas e concorrem para a estagnação. O líder empresarial declarou que metade dos domicílios brasileiros não têm tratamento de esgoto e pelo menos um terço das residências não dispõe de água tratada. Segundo ele, no século XXI ainda estamos tratando de uma agenda do século XIX.

 

Promessa

O prefeito eleito de Serra, Sérgio Vidigal, discursou fazendo um retrospecto do relacionamento de parceria com a ASES ao longo dos seus mandatos e anunciou que o seu próximo período à frente da prefeitura do município não deve ser visto como um quarto mandato, porque não haverá continuidade da visão e das práticas públicas que foram adotadas até então.

Segundo Vidigal, há que se pensar a gestão pública na perspectiva do atendimento efetivo ao cidadão, a indução de negócios pelos empreendedores que dinamizam a economia e são os efetivos geradores de riqueza cumprindo ao ente público aplainar as desigualdades sociais e proporcionar a ambiência favorável aos negócios. Assegurou, também, que não pleiteará uma reeleição após essa etapa da gestão municipal coerente com sua percepção de como o setor público deve operar.(Com informações da AsImp/Ases)

 

Assista na íntegra como foi o evento: https://www.youtube.com/watch?v=ucGSaHToz9E


Fonte: Correio Capixaba

 

O Conselho Filipino de Associações e Executivos de Associações (PCAAE), com o apoio do Tourism Promotions Board (TPB), realizou com sucesso a oitava edição de sua Cúpula Anual de Associações (AS8) com o tema “Liderando com Agilidade”.

O evento virtual de 2 dias, que atraiu mais de cem participantes das Filipinas e do exterior, apresentou oito webinars sobre governança de associações e tópicos de gestão, uma sessão de abertura inspirada no turismo, a apresentação do Prêmio “Ang Susi” 2020 e o 8º Conselho Geral de Reunião de membros.

A seguir estão anotações notáveis ​​que tirei de discursos e apresentações dos ilustres convidados e palestrantes que prestigiaram a ocasião:

Maria Anthonette C. Velasco-Allones, Chief Operating Officer da TPB: “O tema da Cúpula ressoa profundamente com qualquer líder que permanece focado em alcançar objetivos organizacionais estratégicos, sustenta uma mentalidade criativa para explorar novas maneiras de pensar e fazer as coisas e continua a comprometer e cultivar o espírito de serviço compartilhado dentro do contexto da equipe do líder, de nossa indústria e, em um ambiente mais amplo, de nosso país ”.

Charlie Villasenor, Presidente, PCAAE e Procurement and Supply Institute of Asia (Pasia): “A realização da Cúpula não poderia ter ocorrido em um momento melhor do que este, enquanto enfrentamos os desafios que a pandemia de Covid-19 trouxe. Tenho certeza de que todos vocês têm suas próprias histórias para contar sobre como estão sobrevivendo e transformando suas associações, profissões e setores. Esta é uma das nossas maiores oportunidades de espalhar a fé por meio de eventos como este que estamos realizando agora. ”

Greta Kotler, Diretora de Credenciamento e Desenvolvimento Global, American Society of Association Executives (ASAE): “Gostaria de parabenizar a PCAAE pelo trabalho que tem feito nos últimos oito anos e pelas muitas contribuições que tem feito para a sociedade filipina . Também estamos orgulhosos da revista ‘Association World’ (PCAAE) e do trabalho fenomenal que você tem feito com ela. ”

Amy Hissrich, Vice-presidente Global e de Estratégias da ASAE: “Os desafios complexos de 2020 estimularam a inovação e a agilidade em associações em todo o mundo. Enquanto as associações lutam para saber como mudar para reuniões virtuais, abordar o trabalho remoto e avaliar novos modelos de negócios, é justo que o tópico da Cúpula deste ano seja ‘Liderando com Agilidade ”.

Gihan Perera, futurista, palestrante, autor e consultor: “Não estamos no mesmo barco, mas na mesma tempestade. Todo mundo está pensando de forma diferente sobre o que é importante para eles. O que costumava funcionar antes pode não funcionar mais agora. Liderar com agilidade precisa de três coisas: (1) fazer uma varredura mais ampla, ou seja, pensar mais no que está acontecendo fora de sua associação; (2) escolher melhor, ou seja, estreitar sua escolha e escolher o caminho que vai seguir para o futuro; e (3) usar com sabedoria, ou seja, aproveitar e aproveitar os recursos de que você dispõe. Portanto, quando estiver fazendo seus planos, não busque a perfeição, mas faça o que é bom para você agora, com um plano reserva quando as coisas mudarem. ”

John Peacock, CEO, Associations Forum (Austrália): “As associações de sucesso consideram estes 11 elementos essenciais: estrutura organizacional e escopo, revisão constante de sua constituição, boa governança, equipe, finanças, tecnologia, serviços aos membros (proposta de valor), comunicação, associação engajamento, planos e cultura. ”

 

Manaus – Com 542 produtores associados e beneficiando ao todo 784 famílias, a Associação dos Produtores Rurais de Carauari (Asproc) é uma organização de agroextrativistas residentes de 55 comunidades ao longo do médio rio Juruá, no município de Carauari (distante 788 quilômetros de Manaus).

Hoje, a associação se destaca por conta de seu trabalho para trazer desenvolvimento às comunidades da região do Médio Juruá, que inclui parcerias com empresas internacionais e projetos reconhecidos nacionalmente.

O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) tem acompanhado a trajetória da associação desde sua fundação, oferecendo apoio na forma de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), emissão de documentos como o Cartão do Produtor Primário e a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), e elaboração de projetos para acesso ao crédito rural, por meio do Banco da Amazônia e da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam).

Para o diretor-presidente do Idam, Valdenor Cardoso, a Asproc simboliza o associativismo bem-sucedido no Amazonas.

“A Asproc nasceu das discussões dos próprios moradores das comunidades. Ao longo dos anos, ela sempre teve a capacidade de se ressignificar, primeiro com sua parceria com a igreja, depois se voltando para o aspecto comercial e empreendedor, mas sempre prestigiando o produtor”, disse Cardoso.

Segundo o gerente da unidade local do Idam no município, Átrio Chagas de Souza, a Asproc se destaca por sua organização e dedicação no desenvolvimento de acordos comerciais e parcerias com empresas nacionais e internacionais, como a Natura e a Coca-Cola, e também por ter desenvolvido e implementado projetos como o Sanear Amazônia e o Comércio Ribeirinho da Cidadania e Solidário (CRCS).

O Comércio Ribeirinho é um sistema de comercialização para as comunidades ribeirinhas do rio Juruá, que disponibiliza itens básicos de consumo para venda nos entrepostos comerciais das comunidades e recolhe a produção para a venda na cidade a um preço justo. Conforme Átrio Chagas, os produtos comercializados nos entrepostos comerciais, denominados “cantinas”, incluem farinha, banana, macaxeira, jerimum, milho e melancia, bem como pirarucu e tambaqui manejados pelas próprias comunidades.

O projeto Sanear, realizado com o apoio do Instituto Chico Mendes, é outro destaque da Asproc, levando infraestrutura e saneamento básico às comunidades da região.

“Hoje todas as comunidades ligadas à Reserva Extrativista e à Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Médio Juruá têm acesso ao básico, incluindo caixa d’água e poços artesianos, ou tratamento de água do rio. Ou seja, trouxe melhores condições de saúde e moradia”, delineou o técnico do Idam Jorge Carvalho, que integra a equipe da unidade local em Caruari.

O projeto já foi implementado em outros estados da região Norte, incluindo Pará, Acre e Amapá, com a expectativa de contemplar mais de 3 mil famílias.

Para o presidente da Asproc, Manuel da Cruz, a participação dos associados em suas assembleias anuais e a transparência da diretoria contribuíram para a evolução da associação. Segundo ele, os associados comparecem às assembleias para pleitear suas necessidades, que a diretoria então busca auxiliar com o apoio de seus parceiros, entre eles o Idam.

“Consideramos muito importante a parceria do Idam com a Asproc. Neste ano tínhamos uma grande demanda por kits de seringa, que pudemos atender com o auxílio do Idam. Através desta parceria, o Idam tornou possível para nós distribuirmos ferramentas de trabalho aos nossos seringueiros para que pudessem fazer a extração do látex e, com isso, gerar renda às suas famílias”, disse Manuel.

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Fonte: https://d.emtempo.com.br/economia/280881/associacao-de-produtores-do-carauari-e-exemplo-de-associativismo-no-am

No último dia 26 de novembro, em evento virtual que contou com representativa presença de associados do ILA Instituto Líderes do Amanhã, de Cezar Pinto, vice-presidente do Conselho de Gestão e com o diretor da EA Fábio Dias, além do associativista, convidado especial, Luiz Soresine. Os colaboradores de conteúdo do módulo didático CRISTAL CARVALHO, EMILIO BARBOSA e HENRIQUE ROMANO usaram da palavra para falar sobre a importância do tema do novo curso para o fortalecimento das associações. Um vídeo com uma estimuladora mensagem de valorização do Associativismo, pelo presidente do IAB Instituto Américo Buaiz, instituição que deu o apoio especial para a realização deste novo módulo didático enriqueceu muito o evento. Para terminar, o presidente do Conselho de Gestão da EA Sergio de Castro fez uma palestra sucinta sobre a importância do associativismo na sua carreira de empreendedor.

Os trabalhos das fases seguintes são a montagem, ajustes e finalizações dos outros quatro produtos que junto com a Pílula de Associativismo compõem um módulo didático: vídeo, cartilha, podcast da cartilha e apresentação das aulas. Algumas versões de cada um destes produtos são produzidas até chegar a versão final. Há um esmero muito grande da equipe da EA em produzir cada conteúdo com a melhor qualidade. A ESCOLA DE ASSOCIATIVISMO se orgulha do alto valor do que oferece para associados e dirigentes de associações com o objetivo de fortalecê-las.

O SICOOB CENTRAL ES – COOPERATIVA CENTRAL DE CRÉDITO DO ES e a EA assinaram contrato de parceria para os próximos doze meses, uma evolução importante no relacionamento da EA ESCOLA DE ASSOCIATIVISMO com o SICOOB. Outras oportunidades de colaboração estão sendo avaliadas no sentido de integrar a EA nos programas de relacionamento do parceiro com os seus clientes e com as comunidades.

SÉRGIO ROGÉRIO DE CASTRO – Presidente do Conselho de Gestão da Escola de Associativismo. Engenheiro Mecânico, pós-graduado em Engenharia Econômica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sócio das empresas Fibrasa, com atuação nas áreas da indústria de embalagens plásticas e do agronegócio, e MAR, de participação em empreendimentos. Senador da República em exercício de novembro de 2017 a março de 2018. Associadofundador da Ases, ex-presidente da Findes, conselheiro fundador do Espírito Santo em Ação e ex-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/ES

 

A maior associação filiada, a AARP – American Association of Retired Persons, que congrega aposentados, tem 33 milhões de membros. Alexis Tocqueville, estudioso francês que se imortalizou com a obra “A Democracia na América”, do início do século XIX, enaltece o associativismo e registra que a nação norte-americana nasceu associativista. Pode-se explicar daí a sua hegemonia mundial de 75 anos.

Pois bem, retomando o assunto inicial, o evento estava programado para ocorrer em um dos grandes hotéis resorts de Las Vegas. A Covid-19, porém, mudou os planos. Lançou-se então o desafio da realização de uma grande festa virtual para marcar a data, o que foi aceito e executado com grande sucesso, resultado de um espetacular esforço para que a versão remota tivesse todos componentes de uma celebração presencial. Palestras simultâneas inspiradoras, um salão para expositores apresentarem os seus produtos a associações e um ambiente facilitador de networking estavam disponíveis virtualmente para os participantes. O associativismo americano se adaptava
rapidamente às circunstâncias e fazia a sua festa em grande estilo, virtual.

Assim são as associações mundo afora: desafiadas, buscam soluções para a promoção do desenvolvimento. A última palestra a que assisti foi muito inspiradora. A ministrante, utilizando analogia com a expressão de protesto em voga nos EUA (sobre a importância dos negros naquele país), finalizou a sua participação com um sonoro “Associatians really matters!” (“Associações realmente são importantes!”). E são mesmo! No Brasil, o associativismo está menos evoluído do que nos Estados Unidos da América, mas também é uma atividade que se mostra muito importante. Associações religiosas de apoio às Santas Casas de Misericórdia no Brasil datam do século XVI; a de Vitória foi a quinta, fundada em 1551. Associações de comerciantes chegaram com D. João VI. A Associação Comercial do Rio de Janeiro é de 1809, e as comunitárias (de moradores) são mais recentes, de meados da década de 1940.

As associações têm sido responsáveis por ajuda relevante na saúde pública, na melhoria dos bairros das cidades e no desenvolvimento dos negócios, citando os três primeiros tipos de associações que até aqui têm merecido a atenção da EA – Escola de Associativismo.
No artigo “Muito cacique e muito índio”, disponível no nosso site (www. escoladeassociativismo.com), Gilmar Barboza nos traz um grande motivo para os esforços que a Escola tem realizado buscando fortalecer as associações no Brasil: “Segundo dados decorrentes do Mapeamento Nacional de Entidades de Representação Empresarial, realizado em 2010, pelo Sebrae, apenas 5% do total de 18 mil entidades identificadas exercem com excelência seu papel de defesa das empresas representadas”.

Há muito o que fazer para que maiores benefícios sejam alcançados pelas associações no nosso país. A Escola de Associativismo se propõe a organizar esse esforço. Seu negócio, seu objetivo explícito, é fortalecer as associações para que sejam mais protagonistas, mais propositivas. A Escola entende que o associativismo é transformador, que é fundamental para que alcancemos rapidamente um nível de democracia mais evoluído que propicie vivermos em melhores cidades, estados e países. Simples e tão importante assim.


Fonte: IEL – 200 Maiores e melhores empresas Espírito Santo 2020

 

 

Foi uma agradável surpresa receber um e-mail de contato de Fabio Ribeiro Dias, diretor da Escola de Associativismo (EA) com sede na cidade de Vitória, no estado brasileiro de Espírito Santo. O que me surpreendeu primeiro foi o termo “associativismo”, pois nunca tinha ouvido essa palavra antes. Meu primeiro instinto foi pesquisar no Google. Surpresa surpresa! Existe tal palavra; mas mais sobre isso mais tarde.

Em seu e-mail, Fábio mencionou que a EA já está em operação há cinco anos e, embora sua abrangência seja ampla, está focada em três tipos de associações: para empresários; para organizações filantrópicas (apoio hospitalar); e, para proprietários de casas de bairro. A EA produz ou coleta e faz a curadoria de conteúdo de conhecimento e os transforma em materiais de programas de treinamento para ajudar as associações a serem mais eficazes na prestação de serviços relevantes aos seus membros, a serem respeitadas e ouvidas pelas autoridades governamentais e pela sociedade em geral.

Ao conceituar e fundar a EA, Sergio Rogério de Castro, presidente do Conselho de Gestão, escreveu sobre sua convicção de transformar o associativismo como ferramenta indispensável para uma sociedade forte e organizada, condição fundamental para a existência de um estado democrático e de bem- sendo para todos.

 

Então, o que é “associativismo”?

Minha breve pesquisa me levou a “Os 8 Princípios do Associativismo”, de Gilmar Barboza, que os enumerou da seguinte forma: associações livres; gestão democrática; participação econômica de parceiros; autonomia; melhoria contínua e investimento em educação; integração entre associados; compromisso com a comunidade; e, a disseminação do associativismo, que representa uma alternativa de reorganização da sociedade em um mundo a ser construído sob o “Novo Normal”.

Ainda perplexo, verifiquei o sufixo “-ismo”, que significa uma doutrina, causa ou teoria distinta. O associativismo português traduzido para o inglês significa cooperação coletiva, ou formação de parcerias e um símbolo de liberdade de associação. Fabio acrescentou, “assim como tudo o que se refere a cooperativismo pode ser cooperativismo, automóvel pode ser automobilismo, o sufixo ‘-ismo’ em português é usado para dar a conotação de abordar o assunto na palavra anterior. Associativismo não significa associações, mas tudo o que lhes diz respeito ”.

Depois de navegar no site da EA várias vezes e observar a tradução em inglês que ele usa para “Escola de Associativismo” como “Escola de Associações”, aconselhei Fabio que talvez eles devessem usar “Escola de Associativismo” em vez de “Escola de Associações” porque missão e causa vão além do associativismo, além de promover os princípios do associativismo. Ele respondeu: “Estávamos adotando a marca ‘Escola de Associativismo’ mas, a partir de agora, por sugestão sua, vamos mudá-la para ‘Escola de Associativismo’. Obrigado!”

Fabio acrescentou: “Acreditamos na força do ‘associativismo’ para a formação de cidadãos mais conscientes, para a consolidação da democracia e para que tenhamos cidades melhores para viver, países melhores para nos orgulharmos.”

Sempre escrevi sobre associações que contribuem para a construção da nação. Posso me relacionar com isso ainda melhor agora. O associativismo tem um significado mais profundo: uma doutrina de ação humana associativa para uma sociedade melhor. 

 

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Este artigo foi publicado pelo Business Mirror em  05 de novembro de 2020  e não pode ser reproduzido sem o consentimento prévio do redator e do Business Mirror.

O autor, Octavio ‘Bobby’ Peralta, é simultaneamente secretário-geral da  Associação de Instituições de Financiamento do Desenvolvimento na Ásia e no Pacífico  (ADFIAP), Fundador e CEO do  Conselho Filipino de Associações e Executivos de Associações  (PCAAE) e Presidente da  Federação de Organizações Associativas da Ásia do Pacífico  (APFAO). 

 

 

A atual pandemia fez com que as associações revisassem seus modelos de filiação. Com fluxos de receita em declínio devido ao cancelamento de eventos, incapacidade dos membros de pagar as taxas de associação devido a dispensas e dificuldade em encontrar patrocinadores e doadores, as associações lutam para fazer “negócios como de costume”.

 

Um modelo de associação é um plano de negócios que uma associação adota para mapear o projeto para diferentes níveis de associação, produtos e serviços, atividades de marketing e fontes de receita. Os modelos de associação são abundantes e podem ser classificados em duas categorias contrastantes: a associação tradicional (provedor de serviços) e a comunidade (plataforma).

 

Em “Remodelando Associações: O Impacto da Pandemia nos Modelos de Sócios”, um webinar que o Conselho Filipino de Associações e Executivos de Associações (Pcaae) organizou, Belinda Moore, diretora da Strategic Membership Solutions, com sede na Austrália, falou sobre esses dois modelos:

 

Função: No modelo tradicional, a associação é uma prestadora de serviços para seus associados e se concentra no recrutamento, engajamento e retenção de associados. No modelo comunitário, a associação promove uma comunidade de participantes pagos e gratuitos e seu foco é nutrir uma comunidade forte e engajada.

 

Conteúdo: a associação tende a criar e distribuir a maior parte do conteúdo no modelo tradicional. No modelo de comunidade, tanto os participantes da comunidade gratuitos quanto os pagos criam e distribuem a maior parte do conteúdo. Qualquer conteúdo da associação gira em torno da facilitação da comunidade e das atividades principais.

 

Serviços: no modelo tradicional, a associação deseja possuir e controlar a maioria ou todos os seus produtos e serviços. No modelo comunitário, a associação pode reter as atividades principais, mas também promove um mercado vibrante onde fornecedores concorrentes de qualidade são bem-vindos (observando que seus direitos provavelmente diferem dos de outros participantes).

 

Não-membros: No modelo tradicional, a associação vê os não-membros como participantes “menores”, cobra deles taxas mais altas e tem envolvimento limitado. Eles são, no entanto, participantes bem-vindos e podem optar por pagar por atualizações e benefícios adicionais no modelo de comunidade.

 

Gerenciando grupos: No modelo tradicional, existem algumas duplicações de funções e isso desencoraja a formação de grupos que a associação é incapaz de gerenciar. Em contraste, o modelo de comunidade tem muitos grupos e muitas duplicações de funções, o que incentiva os grupos a se organizarem.

 

Taxas: As taxas anuais de associação são pagas integralmente ou em parcelas no modelo tradicional. No modelo de comunidade, os membros podem optar por uma assinatura gratuita ou paga. Uma assinatura gratuita geralmente é um caminho para uma assinatura paga.

 

Receita: No modelo tradicional, a associação gera receita por meio de quotas, inscrições em eventos, patrocínio e prestação de serviços. No modelo de comunidade, além da receita dessas fontes tradicionais, a associação também pode alavancar novos fluxos de receita por meio da plataforma, por exemplo, micro-transações, pesquisa, segmentação de anúncios.

“As associações devem garantir que seus modelos de filiação e receita estejam alinhados com seu propósito e cenário operacional. Muitos estão mudando de modelos tradicionais para modelos comunitários mais contemporâneos”, conclui Moore.

Uma coisa boa que a pandemia proporcionou foi tempo para as associações repensarem seu modelo de negócios. Então, é hora de mudar seu modelo de associação atual do modelo tradicional para o modelo comunitário?

 

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Este artigo foi publicado pelo Business Mirror em  27 de novembro de 2020  e não pode ser reproduzido sem o consentimento prévio do redator e do Business Mirror.

O autor, Octavio ‘Bobby’ Peralta, é simultaneamente secretário-geral da  Associação de Instituições de Financiamento do Desenvolvimento na Ásia e no Pacífico  (ADFIAP), Fundador e CEO do  Conselho Filipino de Associações e Executivos de Associações  (PCAAE) e Presidente da  Federação de Organizações Associativas da Ásia do Pacífico  (APFAO).