[NOVO] Associação industrial, a terceira edição de “Filhos de empreendedores”

Os recursos humanos estão no centro dos processos de mudança, crescimento e aperfeiçoamento das empresas e a sua formação é fundamental para completar, fortalecer e atualizar competências. O curso de formação “Business children”, organizado pelo Grupo de Jovens Industriais de Cremona, em colaboração com a Assindustria Servizi SpA, chega orgulhosamente à sua terceira edição após o lançamento de 2016: “A Associação e o Nosso Grupo concentram-se em particular nos jovens como Alavanca fundamental para o desenvolvimento das nossas empresas, da nossa economia e do nosso território. Os jovens em um sentido amplo são o nosso futuro e o dos nossos negócios. Eles serão os empresários e a classe dominante de amanhã e é nossa tarefa protegê-los, educá-los e prepará-los para os complicados desafios que os esperam ”.

 

“Ser empresário no século XXI, em um mercado cada vez mais global, cheio de restrições e variáveis ​​imprevisíveis, é muito mais difícil do que no passado. A capacidade econômica e gerencial, bem como a sensibilidade para a profissão – afirma Chiara Ferrari – são cada vez mais consideradas premissas fundamentais. No entanto, não existe escola para empreendedores e a experiência na área passou a ser uma prerrogativa fundamental no processo de aquisição e compreensão dos diversos aspectos a ter em conta ”.

 

O curso, constituído por quatro módulos didácticos, pretende dar a jovens empresários, filhos de empresários ou jovens gestores que ingressaram recentemente na empresa, ferramentas úteis para melhor gerir determinadas áreas estratégicas. Trata-se de um verdadeiro “mini master”, com duração total de 24 horas, que terá início no dia 16 de setembro com a primeira reunião dedicada às questões de integração, crescimento da empresa e cultivo da liderança. Os restantes módulos temáticos dizem respeito às estratégias e competências para construir uma relação de confiança, mesmo à distância, com colaboradores, clientes e fornecedores; os caminhos dos jovens e os papéis da empresa; ferramentas para integrar a sustentabilidade aos negócios.

 

Para finalizar, no dia 10 de novembro, os participantes terão a oportunidade de visitar uma empresa de excelência na área de cosméticos, a empresa Ancorotti Cosmetcs Srl. Uma grande oportunidade para cada empresário. Esta iniciativa pretende “garantir uma pegada de formação na área da gestão empresarial, aspecto fundamental quando considerado no amplo tema da transição geracional e na lógica da continuidade do negócio”.


Fonte: Cremaoggi

 

A base do associativismo é, em palavras mais simples, ajudar um ao outro. É essa a ideia que os participantes do Núcleo do Jovem Empreendedor (NJE) da Associação Empresarial de Guaramirim (ACIAG) fazem questão de frisar no que diz respeito ao objetivo dos encontros mensais.

O coordenador do Núcleo, Wagner Theis, explica que a interação entre todos os participantes e a troca de informações do cotidiano empreendedor é o que faz o NJE Guaramirim ser exemplo.

“Participam do Núcleo, jovens empreendedores, sucessores familiares e jovens que atualmente possuem cargos de diretoria em empresas do município. Nas nossas reuniões, que abrangem profissionais de empresas multissetoriais, buscamos trazer diversos temas que ajudem na gestão das empresas, independente do porte”, afirma Theis.

Rodolfo Bauer Conti, que também já participou da diretoria do Núcleo, enfatiza que o pilar de uma associação é o associativismo, ou seja, ninguém é remunerado financeiramente, mas os integrantes adquirem conhecimento, trocando experiência com os demais nucleados. “Nada ensina a ser empresário, e essa troca de experiência e de informação fazem diferença, pois pode auxiliar no dia a dia do empreendedor”, destaca Conti.

 

Atuando para o desenvolvimento de Guaramirim

As reuniões ocorrem uma vez por mês, em que são discutidos temas como empreendedorismo, gestão financeira, recursos humanos, dedução de impostos, e demais assuntos cotidianos que possam auxiliar no dia a dia de cada jovem empreendedor, incentivando sempre a alcançar voos maiores. Também são abertas à comunidade jovem que for interessada nos temas.

Roger Silva, que é o atual vice-coordenador, afirma que ao longo dos anos o NJE tem feito parte da história do município, pois todas as ações promovidas refletem diretamente no crescimento das empresas, gerando assim mais resultados e, consequentemente, potencializando o desenvolvimento de Guaramirim e da economia local.

Em uma das reuniões, o NJE trouxe um convidado que contou a história de uma empresa centenária, atuante no mercado há mais de 125 anos, que passou por uma sucessão de sócios e em determinado momento profissionalizou toda a gestão.

“São histórias como essa que queremos levar para os nucleados, em muitos casos essa pode ser a realidade dele, a sucessão familiar ou a necessidade de profissionalizar a gestão, e com essa troca de informação com quem já fez e teve sucesso, podemos buscar resultados mais positivos para as empresas do município”, destacam os integrantes do Núcleo”.

Atualmente, o NJE Guaramirim conta com 28 nucleados – algumas empresas possuem mais de um integrante, o que aumenta o número de participantes -, além disso, é o núcleo jovem mais ativo da região e com mais partipantes.

O ex-coordenador, Tiago Bogo, ressalta que quem está começando a carreira de empreendedor precisa ter um espelho e, participando desses grupos de associativismo, é essencial escutar as pessoas mais experientes e fazer networking com os profissionais que estão lidando com os mesmos problemas, por exemplo.

“Primeiro você se sente motivado, e ao mesmo tempo você se espelha em uma pessoa que tem uma carreira consolidada. O NJE faz isso, o elo entre a experiência e quem está começando”, afirma.

O Núcleo tem unido forças para pleitear cada vez mais melhorias para o empreendedor e também para a comunidade guaramirense e também da região. Um dos pleitos foi relacionado aos impostos excessivos, em que o núcleo apoiou uma ação “um dia contra os impostos”.

 

Incentivo e preparação para futuros integrantes do NJE

Em 2019, o NJE Guaramirim, com o apoio da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina – FACISC e da Associação Empresarial de Guaramirim (ACIAG), promoveu pela primeira vez o Projeto Geração Empreendedora com alunos do ensino médio.

O projeto teve como objetivo buscar, estimular e orientar o desenvolvimento do espírito empreendedor e da cultura associativista, criando assim, uma geração consciente, proativa e capacitada para transformar o cenário socioeconômico.

“Fizemos um trabalho voluntário em que compartilhamos experiências e alguns de nós receberam os alunos na empresa durante uma semana para uma vivência, foi muito bacana, uma experiência única de aproximação entre os jovens e as empresas”, conta Theis.

 

Muito além do território guaramirense

Falando em voos maiores, o NJE busca conhecimento em outros municípios e em outros Estados também, participando de ações chamadas de Assembleia Geral Ordinária (AGO), as quais são promovidas pelo Conselho Estadual de Jovens Empreendedores de Santa Catarina (Cejesc) e pela Confederação Nacional (Conaje).

Nestes eventos reúnem-se jovens empreendedores de Santa Catarina e do Brasil, com o intuito de promover o empreendedorismo e, sem dúvida alguma, o networking, pontuado pelos integrantes do NJE Guaramirim como a essência do incentivo diário de quem está começando a empreender.

Bogo pontua que ações como essa são interessantes pois proporcionam experiências que vão além do que os empreendedores estão acostumados a ver na região. “Discutimos assuntos de interesse comum, entretanto, cada participante com a sua realidade.”

 


Fonte: OCP News

O jornal ND de Florianópolis/SC publicou esta reportagem da qual participou o Presidente do Conselho de Gestão da EA, Sergio de Castro. Confira os trechos da sua participação.

Um dos principais colaboradores empregados de uma escola é um(a) pedagogo(a). Por isto a EA, contando com o apoio do SEBRAE/ES para a produção de novos cursos, está tomando esta iniciativa de contratar este importnte profissional para nos ajudar a fortalecermos as associações;

O objeto deste convênio á a produção de 4 novos MDs módulos didáticos e a realização da Trilha de Cursos SEBRAE/ES 2021/2022, com 10(dez cursos do portfólio da EA definidos pelo SEEBRAE/ES;

  • Curso On-line Interativo (CIFA20) – Série FINDES 2021, Curso 06/10 – dia 10/08/21, sobre o tema do MD04 “AUMENTANDO O NÚMERO DE ASSOCIADOS”
  • Curso On-line Interativo (CIFA21) – Série FIEPE 2021 Curso 05/10 – dia 19/08/21, sobre o tema do MD06 “GOVERNANÇA: NÃO É SÓ O PRESIDENTE QUE PRECISA TRABALHAR”
  • Curso On-line Interativo (CIFA22) – Série FINDES 2021, curso 7/10 – dia 14, das 08:30 às 10:30 hs, abordando o tema do MD15 “MANTER ASSOCIADOS: um esforço necessário”;
  • Curso On-line Interativo (CIFA23) – Série FIEPE 2021, curso 6/10 – dia 14, das 17:00 às 19:00 hs, com o tema do MD08 “COMPLIANCE E TRANSPARÊNCIA NAS ASSOCIAÇÕES”

Horizonte de desafios

Associações costumam fazer planejamentos estratégicos, sejam anuais ou prevendo os próximos cinco anos. Porém, isso geralmente ocorre de forma muito restrita, pensando apenas em pequenos ajustes, agendando reuniões e reorganizando as categorias de membros. Para prosperar neste futuro incerto, é necessário pensar de forma mais ampla. Os norte-americanos saem na frente quando se trata de antecipar tendências. Terra fértil para o desenvolvimento do associativismo, os Estados Unidos têm hoje mais de 66 mil associações comerciais e profissionais, conforme o The Center for Association Leadership.

Estudos apontam o que o movimento deve fazer para se manter em alta no futuro. As perspectivas recorrentes são transformação digital, novos jeitos de arrecadar recursos e identificação das necessidades dos membros para prestar serviços diferenciados. Antes de aplicar essas tendências, o Brasil terá que superar outra dificuldade que já foi vencida nos EUA: aumentar a cultura do associativismo. Não só atrair novos membros e as gerações mais jovens, mas também envolver e manter quem já está dentro da entidade. “Quando precisávamos de mobilização para alcançar avanços, não era fácil chamar as pessoas. Não vinham.

Hoje melhorou muito, mas ainda está distante”, conta a presidente da FloripAmanhã. Apesar deste desafio, para o presidente do Conselho de Gestão da Escola de Associativismo, Sérgio Rogério de Castro, o movimento tende a crescer. Ele acredita que as associações vão ganhar importância maior no ambiente político, auxiliando parlamentares a tomarem decisões certeiras para a comunidade. “As entidades vão ajudar os eleitos a cumprir melhor seus mandatos e promover o bem-estar social. Outra movimentação que deve acontecer é a junção de associações ou a realização de projetos em conjunto”, considera.

Uma escola para aprender a crescer

Colocar as tendências em prática pode não ser tarefa fácil para muitas associações. Pensando nisso, em 2015 um grupo de entusiastas e especialistas no movimento formou a Escola de Associativismo. Por meio de cursos, palestras e conteúdo on-line, tudo gratuito, a instituição oferece conhecimento para que entidades aumentem o engajamento dos membros e melhorem os serviços prestados. O objetivo da escola é a profissionalização das associações. Segundo Castro, no Brasil o número de entidades profissionalizadas, com presidentes remunerados, por exemplo, não chega a 1%. Nos EUA, ultrapassa OS 80%. Existem até associações formadas apenas por dirigentes de outras associações. “Queremos conscientizar sobre a importância desse movimento. As associações são escolas de cidadania e vão melhorar o mundo”, completa Castro.

 


Fonte: Jornal ND Florianópolis/SC

 

 

A presidente da FloripAmanhã, Anita Pires, destacou em entrevista ao ND a força do associativismo no mundo atual, e como o trabalho é feito em Florianópolis. Membro da Academia Brasileira de Eventos e Turismo e uma referência do assunto na cidade, ela reforça que a necessidade de união é cada vez maior e aponta as novas tendências do mundo moderno. “Não significamos nada se não estivermos conectados ao nosso mundo.”

Qual a importância do associativismo para cuidar de uma cidade?
A FloripAmanhã é uma organização no terceiro setor, criada com o objetivo de ser um laboratório que capta a inteligência das universidades, das instituições, das pessoas, para pensar em uma cidade com qualidade de vida. Sabemos que a maior parte das cidades estão vivendo crises muito grandes nesse sentido. E aí, como podemos motivar as pessoas para que entendam que a cidade é nossa, é delas, e não é do prefeito? O prefeito é nosso gestor que a gente elegeu para nos ajudar a cuidar da cidade. Tínhamos que encontrar uma forma de motivar as pessoas, orientar para separar seu lixo, cuidar da sua calçada, do espaço público, zelar pela sua segurança, e por aí vai. E essa sempre foi uma luta muito grande porque, principalmente no Brasil, não temos esta cultura. A Europa, que já sofreu e vivenciou tantas guerras, tem. O Japão é outro exemplo. Eles pensam de forma coletiva, mas nós ainda olhamos só para o nosso umbigo. Então, tivemos que pensar juntos, encontrar ferramentas que nos permitisse conversar com as pessoas e com as entidades.

“A gente tem que ter a capacidade de motivar as pessoas e de fazer com que entendam que só vamos encontrar soluções se estivermos cooperando e coproduzindo. A solução das grandes transformações que o mundo precisa não vem individualmente. Só chegará onde houver capacidade de cooperação, generosidade, de humildade. Temos que ter um olhar inteligente para o mundo e para as pessoas.”

Como a FloripAmanhã consegue dar atenção a todos os setores?
Nos especializamos. Nossa expertise hoje é reunir entidades, pessoas – isso é muito rico e não uma coisa individual, é construída coletivamente. O que procuramos fazer é criar sinergia entre pessoas, entidades, associações, para que juntos possam fazer as transformações necessárias. Hoje, a nossa demanda chega a perguntas como ‘onde que vou castrar o meu gato?’, como se a gente tivesse essas soluções todas.

E tem resultados concretos?
Cito exemplo recente, uma experiência muito interessante com agricultores da região. Quando Florianópolis recebeu a chancela da Unesco de cidade criativa, há exigências que a gente assinou e de quatro em quatro anos eles verificam se estamos fazendo aquilo. No caso da gastronomia, é uma cadeia produtiva, que nasce lá na lavoura, nos pequenos agricultores, faz todo um trajeto e chega à mesa do restaurante. Antigamente, os restaurantes compravam só do Ceasa de São Paulo, que percorria 500 km para chegar ao nosso Ceasa. A Unesco definiu que a busca de insumos não deve estar a mais de 100 km do destino, evitando a mobilidade, poluição, logística… Então, agora estamos construindo a rede dos pequenos agricultores e a logística de como pode ser feita a distribuição desses produtos. O restaurante vai levar as demandas ao produtor; o IFSC faz um trabalho de recuperação de temperos, fazeres antigos… Então, nosso papel é criar a sinergia. Depois que a rede está formada, caímos fora.

Que exemplos de uniões fazem a diferença?
Uma das grandes dificuldades foi criar um canal entre todas as entidades da cidade, para que pensassem juntas. Mas a pandemia, a maioria já percebeu que a gente tem que trabalhar juntos, e que as vaidades têm que ser colocadas de lado. Tivemos outro exemplo muito interessante, há sete anos, em relação à chancela da rede mundial de cidades criativas. A gente precisava muito das universidades, porque o tema é gastronomia, vinculado a outros campos criativos. Quando você fala em gastronomia, fala em design, em produtos, em agricultores, pesquisa. E as universidades, em vez de estarem juntas, estavam brigando sobre assuntos de ordem conceitual. Ficamos um ano com elas, e você nem imagina como é estimulante. Hoje, elas cooperam, fazem pesquisa juntas, repassam subsídios, insumos.

Surgiram outros movimentos?
Outro exemplo é o movimento Floripa Sustentável, que junta todas as entidades para pensar e tentar superar as dificuldades que a cidade tem, de desemprego, miséria, fome, falta de habitação, oportunidade dos jovens para acessarem os estudos, enfim. É aquela velha história que escutávamos dos nossos avós: ‘duas, três cabeças pensam melhor que uma’. Criamos também a Rede de Economia Criativa de Florianópolis. A economia criativa é a que mais cresce no mundo, e a que mais gera postos de trabalho e receita, com menos necessidade de infraestrutura, como o cinema, moda, arquitetura, design e o carnaval. Chamamos todas as entidades e os grupos que trabalham nessas áreas, para descobrir qual o cenário de Florianópolis, que tem talento muito forte para a economia criativa, com um povo que gosta de inovação, que ousa. Estamos já fazendo eventos com outras cidades, com a rede de cidades criativas da Unesco – que no Brasil são dez.

Qual o impacto da pandemia no associativismo?
Foi um aprendizado e um remédio muito amargo, mas acelerou a capacidade das pessoas de perceberem que sozinhas não vão resolver nada. Ninguém sozinho nesse planeta vai construir qualquer coisa nova. A busca da vacina, o mundo inteiro, as universidades, os cientistas, todos correndo atrás de vacina de forma conjunta é um exemplo maravilhoso. Em Florianópolis, o que a gente percebeu? Primeiro, o setor empresarial, principalmente as organizações do terceiro setor. Alguém tinha que correr para acudir as pessoas que ficaram desempregadas, que viviam de biscate, pois ficaram sem nada. Então, começamos a trabalhar com o setor empresarial, da indústria, com quem tinha dinheiro. Para fazer o quê? Em primeiro lugar, cestas de alimentos e de material de higiene, desde máscara, escova de dente, pasta dental e alimentação. Teve uma participação muito grande.

“Fizemos uma campanha de cesta de alimentos que deu milhares de cestas para organizações e a prefeitura, no caso da Rede Somar. O setor empresarial, que muitas vezes só visava lucro, percebeu também que tinha que abrir mão, apesar do setor estar parado, e buscar o que tinha guardadinho de lucro para socorrer as pessoas.”

As pessoas ficaram mais sensíveis?
A gente nunca viveu uma crise dessas. Acredito – não sei se é otimismo demais – que sim, que as pessoas ficaram mexidas. Hoje, os princípios ambientais e sociais estão mais incluídos nas empresas. Isso quer dizer que o capitalismo está mudando, que a questão do lucro da empresa não pode ser só para quem é sócio, para quem é dono. A empresa tem compromisso social, e tem que incluir na sua relação uma outra forma de trabalhar, e de devolver para quem trabalha o que ela produz. Todas as guerras e pragas que o mundo viveu foram uma fonte de inspiração para coisas novas, e como isso aconteceu no auge da inovação e da tecnologia, já estamos percebendo quanta coisa está sendo criada pelas academias, pelos pesquisadores, pelas entidades, desse novo olhar para o mundo. Não existe construção de democracia, de sociedade sozinha. Não significamos nada se não estivermos conectados ao nosso mundo.

“A academia tinha que produzir para a sociedade, que não pode utilizar dinheiro público para fazer pesquisa. A coisa tem que ser o contrário: olhar para sociedade e para as suas necessidades e, a partir disso, trabalhar os recursos humanos que estarão a serviço da sociedade.”

Quais são as tendências daqui pra frente?
Se de um lado tivemos grandes iniciativas globais, hoje essas questões não são mais tão importantes. O que é importante é a gente voltar para a cidade, para o pequeno agricultor, as pequenas lojinhas de bairro, dar força para que ressuscite na nossa cidade, no nosso país, pequenas iniciativas de cooperação. Os sindicatos, que foram muito fortes, mas que morreram, até por corrupção, hoje estão dando lugar às grandes redes, construção de pontes, de pactos.

Como a polarização atrapalha o associativismo?
É muito contraditório. Quando temos as redes sociais, que deveriam ser o nosso grande canal de construção coletiva, e é, existe outra coisa – não só no Brasil, mas também no exterior -, da divisão, que não é nem mais entre direita e esquerda. São questões de políticas ideológicas, que não nos unem. Percebo que o que acontece na rede social não é você expor seu ponto de vista, e eu colaborar com aquilo que penso, ou respeitosamente discordar de você. O que ocorre é que um quer impor as ideias do presidente, outro quer impor ideias da extrema esquerda, outro da extrema direita, e isso vira uma guerra, que não faz bem pra ninguém. Não constrói e dá um péssimo exemplo para as gerações que estão chegando. Temos que derrubar muros de desrespeitos e preconceito, péssimos para construir uma sociedade mais feliz e igualitária.

Quais os próximos planos do “Adote uma praça?
O Adote uma Praça é um dos nossos programas mais legais. Florianópolis estava em uma situação em que as praças públicas tinham sido tomadas pelo tráfico, por moradores de rua… e aí começamos a conversar com a prefeitura. Precisávamos ter uma legislação que permitisse ao empresário investir o seu lucro com alguns benefícios. E isso começou, é um trabalho maravilhoso. A FloripAmanhã trabalha em conjunto com a prefeitura e com os empresários, e trabalhamos pela manutenção dessas praças e na busca de empresas ou organizações que queiram investir. Sugiro que quem quer passear, fazer algo diferente em um domingo, que vá lá no Monte Serrat para ver a praça construída onde era um depósito de água da antiga Casan. Era um local abandonado, cheio de mato. Com a comunidade e as associações, conseguimos primeiro trazer o espaço da Casan para a prefeitura, em uma articulação que leva meses, anos. Quando a prefeitura recebeu essa propriedade, trabalhamos pela adoção. Hoje é uma praça construída e mantida pela WOA e pela comunidade. Ficou muito linda, a vista mais bonita da cidade é lá daquela praça. Conseguimos recentemente a adoção de um espaço que vai ser um parque maior que o de Coqueiros, lá na frente da Marinha. Já está com um projeto pronto. É uma parte do Estreito que está muito abandonada. E agora, o Sebrae e a FloripAmanhã criaram um movimento chamado Estreitar, que é o Distrito Criativo do Estreito, para acelerar o desenvolvimento dessa região linda, que temos que valorizar.

 


Fonte: FloripAmanhã

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