ASSOCIATIVISMO

Você já parou para pensar no significado da palavra ASSOCIATIVISMO?

Ficará surpreso com a força do conceito, sua diversidade de fins, sua importância para democracia e o expressivo número de pessoas envolvidas Brasil a fora com essa prática.

Como acontece com a grande maioria das pessoas neste início de século, vamos começar nossa reflexão consultando Dr. Google. Opa!!! Quantas definições e textos abordando aspectos diversos. Vamos começar pela definição. Selecionamos as seguintes:

1) Associativismo: tendência ou movimento dos trabalhadores de se congregarem em associações representativas (órgãos de classe, sindicatos etc.), para a defesa de seus interesses. p.ext. a prática desta tendência.

Legal essa definição, mas tem um problema grande: está restrita aos trabalhadores. Se trocarmos a palavra trabalhadores por Pessoas físicas e Jurídicas, parece que fica bem mais perto da realidade. Vejamos outra:

2) Associativismo é o meio de organizar grupos de interesse econômico auto-sustentável, é a base que liga a consciência individual e o direito individual, a necessidade de agregação e conjugação de esforços, base de organização da sociedade.

Associativismo é a união de um grupo de pessoas, de empresas, de comerciantes, etc.

Ah!! essa definição parece bem melhor, mas, também tem um problema: foi bem colocada a ideia de grupos de interesses, porém, não são apenas interesses econômicos. Poderíamos excluir a palavra econômico. O que explica uma Associação é o interesse em comum de um grupo de pessoas físicas ou jurídicas: Pode ser a defesa de uma bandeira que tem a ver com o emprego, com o negócio dessas pessoas, com o salário, com a melhoria da qualidade de vida no bairro em que moram, pode ser beneficente, religioso, ou a defesa de uma pauta para a nossa organização política.

Poderíamos juntar outras definições, mas com as ideias acima já temos muito o que mapear sobre a riqueza do termo, bem como sobre a diversidade das associações, consequentemente com a amplitude de objetivos.

Associativismo é uma tendência de pessoas (físicas ou representantes de pessoas jurídicas) se organizarem em um grupo, tendo como propósito a agregação e conjugação de esforços na defesa ou realização de um interesse comum. Numa democracia esses atores sociais, assim formados, são vistos por muitos como pilares da organização da sociedade.

Olhando para a realidade brasileira, quais os modelos mais presentes?

1) Modelos formais e regulamentados:

Sindicatos dos trabalhadores e suas federações e centrais

Sindicatos dos empresários e suas federações e confederações

Conselhos de Profissionais Liberais

2) Modelos Formais (organizados na forma do artigo 54 do código civil)

Associações de representação de interesses de um segmento empresarial

Associações de representação de interesses de um segmento de profissionais

Associações de representação de interesses de uma comunidade

Associações Mantenedoras de interesses beneficentes (Área de Saúde; Assistência

Social; Recuperação/Preservação Ambiental)

3) Modelos informais

Clusters produtivos – concentração, geralmente de pequenas empresas, organizadas via mercado e que alcançam alto nível de competitividade em razão de uma divisão de trabalhos entre elas.

Grupos ou Fóruns – Presencial, ou apenas via rede social, de defesa de uma causa ou projeto temporário ( Exemplo: Defesa do Rio Doce; Pó Preto na Grande Vitória)

4) Modelo para Exploração de um Negócio

Cooperativas de Produção

Cooperativas de Crédito

Cooperativas de Trabalho

Um campo que é bem organizado e bastante avançado no Brasil com milhares de unidades, contando com Banco próprio (Bancoob) e sistemas como OCB que se tornaram estruturas de mobilização e treinamento de seus membros e funcionários. Portanto, não precisam ser vistos como prioridade da Escola de Associativismo, embora sejam benvindos também no que considerarem interessante para o caso deles.

É possível imaginar quantas “Associações” existem Brasil afora? Quantos voluntários operam nessa rede de “Associativismo? “No Geral, qual é o conhecimento/cultura que cada participante deve buscar? E na especificidade de cada modelo, qual é o conhecimento que cada participante deve deter?

A Escola de Associativismo tem por meta oferecer essas respostas. E para pensar programas de trabalho para a Escola, bem como seu projeto pedagógico podemos fazer uma classificação diferente da anterior, buscando enfatizar os objetivos delas:

1) Organizações de defesa de interesses econômicos

Sindicatos dos trabalhadores e suas federações e centrais

Sindicatos dos empresários e suas federações e confederações

Conselhos de Profissionais Liberais

Associações de representação de interesses de um segmento empresarial

Associações de representação de interesses de um segmento de profissionais

Aqui são muito importantes os conhecimentos sobre o relacionamento com o setor público: legisladores, executivos de governo.

Como levantar as especificidades operacionais, legais, ambientais, etc do segmento representado? Como construir consensos internos sobre os problemas? Ou, como identificar o que pode ser consolidado como interesse comum, base de sustentação do grupo? E como levar esse conhecimento para autoridades públicas? E para o público em geral que vota e escolhe os nossos dirigentes? Ou que forma imagem dos negócios e respectivos produtos?

2) Organizações de Apoio a Projetos Sociais

Associações Mantenedoras de interesses beneficentes (Área de Saúde; Assistência Social; Apaes; etc.)

Aqui deve ser mais importante questões de ordem gerencial e de captação de recursos, bem como da eleição das entidades a beneficiar.

3) Organizações de Defesa de Direitos Coletivos

Associações de representação de interesses de uma comunidade

Associações e Fóruns de Defesa de Direitos ou Ativos Ambientais

Grupos ou Fóruns – Presencial, ou apenas via rede social, de defesa de uma causa ou projeto temporário ( Exemplo: Defesa do Rio Doce; Pó Preto na Grande Vitória)

Aqui deve ser mais importante questões de ordem gerencial, de captação de recursos e parceiros, bem como de comunicação com o público.

4) Organizações de Produção

Central de Compras (e semelhantes)

Clusters produtivos – concentração, geralmente de pequenas empresas, organizadas via mercado e que alcançam alto nível de competitividade em razão de uma divisão de trabalhos entre elas.

Aqui o mais importante é a compreensão da cultura empreendedora e conceitos de negócios que subsistem como alicerces ou amalgama dessas organizações.

O primeiro território de atuação será o Espírito Santo. Primeiro porque é um Estado com tradição em associativismo, dada sua formação histórica de pequenos negócios, imigrantes italianos, alemães e outros com proximidade à cultura do Associativismo.

Segunda por ser local de residência e trabalho de seu idealizador e apoiadores.

Assim, o programa de trabalho envolverá as seguintes linhas de atuação em paralelo:

1) Preparação de material em temas já conhecidos para comunicação via rede de computadores;

2) Levantamento das Associações existentes no ES, classificadas conforme categorias aqui mencionadas, atendendo a um cronograma de prioridades para a Escola;

3) Identificação em cada caso das necessidades de formação e treinamento dos voluntários;

4) Mobilização; produção de material; realização das ações de capacitação.

Guilherme Henrique Pereira, Janeiro de 2017

Professor universitário,economista, foi Presidente do Banco de Desenvolvimento do ES, Secretário de Estado de Planejamento; Secretario de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do ES

Mais Notícias


INSPIRAÇÃO

Um sentimento mal acomodado na mente provocou a inspiração para a criação da Escola de Associativismo. Por que havia recuado e não encarado a luta como sempre fiz ? Razoes cristalinas indicavam a correção da decisão mas o espirito de luta relutava em aceitar. Estava deixando uma posição de diretor numa associação nacional de alta […]


novos associativistas

[NOVO] Introdução aos pacotes de boas-vindas para novos membros

Não há nada como um novo membro. Eles estão animados e, na maioria das vezes, engajados. Eles querem ver o que toda a sua organização tem a oferecer, estão prontos para participar de eventos e animados para se socializar com outras pessoas. Então, como você pode ajudar esses novos membros em seus primeiros meses energéticos? […]


futuro hibrido

[NOVO] Incrementando seus eventos: o futuro é híbrido

Em sua terceira contribuição para o Boardroom, nosso especialista em tecnologia e comunidade, Marc Mekki, compartilha suas percepções práticas sobre como aproveitar ao máximo os eventos híbridos que estão prestes a se tornar a norma.   Quando os eventos presenciais retornarem, o mundo terá mudado. À medida que as associações descobrem os benefícios de escala, […]