INSPIRAÇÃO

Um sentimento mal acomodado na mente provocou a inspiração para a criação da Escola de Associativismo. Por que havia recuado e não encarado a luta como sempre fiz ? Razoes cristalinas indicavam a correção da decisão mas o espirito de luta relutava em aceitar. Estava deixando uma posição de diretor numa associação nacional de alta relevância. Precisava encontrar um outro campo de batalha para difundir meu sonho e praticar minha crença no aperfeiçoamento do associativismo.

 

Uma vasta experiência de mais de 40 anos em sindicatos, federações e confederação, em associações nacionais, estaduais e municipais, em câmaras e institutos, precisava ser compartilhada. E com certeza poderia trabalhar para que milhares de outros atores, como eu, também pudessem participar deste compartilhamento. O caminho de cima para baixo já havia sido explorado. E o caminho de baixo para cima ainda não. E a ideia da Escola de Associativismo apareceu. Uma escola para todos os envolvidos no associativismo mas, em especial, prioritariamente, para aqueles que estão iniciando esta jornada em associações. Estávamos em novembro de 2013.

 

Superados alguns mal-entendidos, receios, a ideia foi transformada em um projeto e a estratégia de convencimento foi alterada. Por ironia, decidimos tratar o tema de cima para baixo. Quase um ano após, foi realizada uma apresentação para o Presidente Marcos Guerra da FINDES e para o Vice Presidente para Assuntos do Centro de Apoio aos Sindicatos da FINDES Egidio Malanquine, que já conhecia a ideia. Outra apresentação foi realizada para todos os presidentes de sindicatos filiados a FINDES. Foi garantido finalmente pelo Presidente da FINDES a provisão de um quarto dos recursos previstos para a fase inicial do projeto e os trabalhos começaram em maio de 2015. Uma semente está sendo lançada, acompanhada de uma esperança muito grande de que seja agente de grandes transformações no associativismo de uma maneira ampla, ambiciosa ao longo do tempo.

 

Estamos na estrutura do IEL-Instituto Euvaldo Lodi, unidade de produção do Sistema FINDES responsável também pela capacitação empresarial e cujo Vice Presidente para Assuntos é Aristoteles Passos Costa Neto. Temos um Conselho Gestor para avaliação e decisão dos temas mais relevantes da escola.

 

O inicio da caminhada está feito. Temos um longo caminho pela frente, bem sabemos, mas o que motiva, o que estimula, é a convicção que neste caminho vamos encontrar inúmeras oportunidades para transformar para melhor o associativismo, ferramenta indispensável para uma sociedade organizada forte, condição fundamental para a existência de um estado democrático eficiente na geração de riqueza e bem estar para todos.

Sergio Rogerio de Castro
Diretor da Escola de Associativismo

Renata Lerch, a especialista em marketing da Boardroom MiniCourses, argumenta que as associações mais bem-sucedidas são dirigidas por líderes ágeis, que colocam as necessidades dos membros em primeiro lugar enquanto buscam constantemente por inovação e diferenciação.

https://boardroom.global/wp-content/uploads/2020/10/BDRM_19_BD.pdf

Junto com todo o impacto negativo, o COVID-19 trouxe para as associações a oportunidade de repensar o valor e reavaliar as necessidades dos associados. Profissionais de todos os campos, níveis, geografias e setores foram altamente afetados. Mais do que nunca, os membros precisam do apoio de suas associações para expandir sua rede profissional, encontrar novas soluções para o desenvolvimento de suas carreiras e reinventar suas funções.

O modelo tradicional das associações para fornecer serviços de adesão foi dramaticamente abalado. Os concorrentes, com ou sem fins lucrativos, estão oferecendo soluções digitais inovadoras para networking, educação, conferências e progressão na carreira, uma vez que a demanda está crescendo!

Novas empresas estão surgindo de garagens em todos os lugares e podem transformar o mercado da noite para o dia com novas tecnologias e produtos inovadores. As associações precisam se tornar muito mais para seus membros e clientes. O nível de parcerias e cooperação que vimos por muitos anos na cadeia de abastecimento de manufatura foi amplamente estendido ao setor de serviços, remodelando intensamente a concorrência das associações e as expectativas de experiência dos membros.

Embora o padrão tenha aumentado, ele também abriu um mundo de novas oportunidades para as associações desenvolverem novos serviços, produtos de marca conjunta e benefícios de associação!

Organizações sem fins lucrativos bem-sucedidas estão descobrindo e explorando empresas de SaaS (software como serviço) para fornecer serviços de rede digital com IA, como Lunchclub, um superconector de IA que faz apresentações para videoconferências 1: 1 para avançar em sua carreira. Outros, como a Brightline, estão aproveitando as plataformas Massive Open Online Course (MOOC), como o Cour sera, para distribuir seus cursos globalmente, e a liderança inovadora focada em reconstruir suas capacidades. As consequências de não agir são terríveis.

Como líder de associação, você agora está enfrentando um novo mundo que requer um pensamento em constante evolução. Os líderes têm um papel fundamental na condução da busca pela criação de valor e inovação digital.

 

FRAGMENTAÇÃO DA CADEIA DE VALOR

No passado, as pessoas tiravam fotos com uma câmera Kodak, revelavam-nas por meio de franquias Kodak e as armazenavam e distribuíam em álbuns Kodak. Hoje em dia, as pessoas tiram fotos por meio de telefones celulares da Apple, armazenam digitalmente em uma nuvem da Amazon e as compartilham por meio de plataformas de mídia social como o Instagram. Esta fragmentação da cadeia de valor forçou as organizações a repensar seus modelos de negócios para entregar o máximo valor para seus membros e clientes.

O nível de parcerias e cooperação que vimos por muitos anos na cadeia de abastecimento de manufatura foi amplamente estendido ao setor de serviços, remodelando intensamente a concorrência das associações e as expectativas de experiência dos membros. Embora o padrão tenha aumentado, ele também abriu um mundo de novas oportunidades para as associações desenvolverem novos serviços, produtos de marca conjunta e benefícios de associação! Organizações sem fins lucrativos bem-sucedidas estão pivotando e explorando empresas de SaaS (software como serviço) para fornecer serviços de rede digital com IA, como Lunchclub, um superconector de IA que faz apresentações para videoconferências 1: 1 para avançar em sua carreira. Outros, como a Brightline, estão aproveitando as plataformas do Massive Open Online Course (MOOC), como o Cour sera, para distribuir seus cursos globalmente e liderança inovadora cúpulas como o Fórum Global Peter Drucker, para promover sua causa e aumentar o alcance. Muitos estão aproveitando parceiros digitais para fornecer experiências de conferência perfeitas. Vimos até aquisições como a PMI, uma associação sem fins lucrativos, adquirindo a Discipline Agile Enterprise para expandir seu corpo de conhecimento e portfólio de produtos para oferecer a seus membros e certificados estruturas Agile comprovadas.

Os líderes precisam inovar além do status quo para responder ao desafio.

 

O USO DE IA E MÁQUINA APRENDENDO A DIFERENCIAR

Os cronogramas de transformação digital foram acelerados pelo COVID-19, resultando em associações que enfrentam o aprendizado de máquina e a competição alimentada por IA. Não é mais suficiente apenas digitalizar os canais com os quais sua organização atende aos membros. Os concorrentes estão aproveitando a automação, os dados e os algoritmos para liberar linhas de produtos e segmentos de membros inteiramente novos e para redesenhar completamente as experiências do usuário ininterruptas em toda a cadeia de valor, incluindo fragmentos de serviço atendidos por parceiros.

Os manuais estão desatualizados, os dados dos associados pré-COVID por si só não podem fornecer tendências futuras. As associações precisam combinar oscilação, dados de membros e IA para construir produtos e serviços a partir de tendências preditivas. O Surge analytics permite que as organizações rastreiem a flutuação da demanda em tempo real, revelando novos comportamentos e múltiplas oportunidades.

Esses diferentes ângulos de dados sob demanda permitem que as equipes entendam o que os clientes e membros precisam e estão tentando realizar em tempo real, independentemente das soluções atuais disponíveis no mercado.

A inovação e a diferenciação que vão além de apenas atualizações de produtos e serviços sempre resultam das necessidades dos membros, não das soluções atuais.

Mesmo que a capacitação da tecnologia seja fundamental para a sobrevivência das associações, ainda é papel do líder orquestrar como suas organizações são fortalecidas. As associações de maior sucesso que vi são dirigidas por líderes com uma mentalidade ágil, apoiadas por operações que as fortalecem. Uma liderança que forneça uma visão clara, defina objetivos centrados nos associados e oriente a equipe a interpretar e usar a tecnologia para permitir a inovação sempre será o diferencial para projetar o futuro.

O Sistema Único de Saúde (SUS) está presente na vida da população de formas diversas. Nas unidades básicas de saúde, à internação hospitalar, passando pela realização de exames, entre outros serviços.

O financiamento desse sistema é feito com impostos do cidadão e partilhado pelos governos federal, estadual e municipal. Cabe à União definir as diretrizes das políticas nacionais, com a implementação feita pelos gestores estaduais e municipais.

Mas onde se encaixam os hospitais filantrópicos nessa rede de assistência? São instituições privadas, porém sem fins lucrativos, que possuem contrato com o sistema público para atendimento a pacientes do SUS. Pelo menos 60% dos atendimentos oferecidos pelos filantrópicos são destinados, obrigatoriamente, ao SUS. Os demais podem ser direcionados a planos de saúde e pacientes particulares.

Equilibrar a balança de atendimento público-privado é o exercício diário dos hospitais filantrópicos, fundamentais para o funcionamento do sistema público. Manter serviços, qualidade no atendimento e equilíbrio das contas com a eterna defasagem da Tabela SUS, são os grandes desafios.

As organizações filantrópicas são mantidas com doações, além de parcerias, convênios e políticas públicas pactuadas com governos municipais, estaduais e federal. É muito desafiador manter a dosagem entre receita, despesa e investimento. O Hospital Santa Rita é um exemplo de unidade filantrópica que contribui com excelência na prestação de serviços ao cidadão, tanto na rede SUS quanto na de convênios e particular.

 

Equilibrar a balança de atendimento público-privado é o exercício diário dos hospitais filantrópicos, fundamentais para o funcionamento do sistema público.

 

Foi construído em 1970 pela Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc), que o mantém e o tem sob sua gestão. A Afecc é administrada por uma Diretoria Voluntária, que conta com colaboração de um Conselho de Administração, também não remunerado, que a auxilia nos direcionamentos estratégicos e administrativos tanto da Associação quanto do Hospital.

Para funções administrativas hospitalares são contratados profissionais especializados, com autonomia de ação, mas supervisionados pela Diretoria da Afecc. É esse entrosamento e comprometimento dos gestores, em todos os níveis da administração, que possibilita as tomadas de decisões que mantém a instituição em crescimento.

Em 2020, por exemplo, 78,81% dos atendimentos do Santa Rita foram destinados ao SUS (422.158 assistências prestadas). Nosso contrato com a saúde pública é para atendimento oncológico. As demais especialidades médicas, incluindo também a oncologia, são prestadas a pacientes da rede particular e de convênios.

A estrutura hospitalar e tecnológica conta com profissionais altamente qualificados e equipamentos e sistemas de última geração. É o Hospital referência em oncologia no Espírito Santo, bem como de excelência nas demais especialidades médicas.

Não é fácil e nem simples, mas contar com voluntários, profissionais qualificados e parceiros comprometidos com a causa da filantropia fortalecem a confiança para o crescimento das parcerias e doações.

Já pensou na importância das associações? Desempenham papel da mais alta relevância no desenvolvimento sustentado das cidades, dos estados e do país. A ESCOLA DE ASSOCIATIVISMO tem um objetivo muito bem definido: fortalecer as associações. Missão fundamental, porque a sociedade civil organizada é formada por associações. Fortalecendo estas, faz o mesmo com a sociedade civil, tornando-a mais influente, respeitada, mais protagonista na busca e na obtenção de mais bem-estar para todos, objetivo universal maior.

 

Quinze módulos didáticos compõem o portfolio de cursos da escola até aqui. Cada módulo trata de um tema vital para o fortalecimento das associações. Inicia com associativistas do Espírito Santo e na sequência o conteúdo é enriquecido com visões de associativistas de outros estados do Brasil. Já disponíveis, gratuitamente, no site da escola, fechando a Série 1 de dez cursos, estão o volume 1, com ensinamentos dos que moram no Espírito Santo, e os volumes 2, “Uma Visão de São Paulo”, e 3, “Uma Visão de Santa Catarina”, com colaboradores de conteúdo destes dois diferentes estados.

 

A ESCOLA DE ASSOCIATIVISMO produz conteúdo de alta qualidade, exclusivo, não existe nada semelhante no Brasil. Três tipos de associações, importantes para qualquer cidade, estado ou país, merecem o foco atual da escola. São as associações de empreendedores, as que dão apoio aos hospitais filantrópicos e as comunitárias de moradores. Outros virão no futuro.

 

Associações de empreendedores, como a CNI Confederação Nacional da Indústria, a FINDES Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo, promovem o desenvolvimento dos segmentos que representam, nos níveis federal e estadual. Agricultura, indústrias, comércio e serviços de todos os tipos, de todas as regiões são representadas por milhares de associações no Brasil. O Hospital Sírio Libanês de São Paulo e o Hospital Santa Rita em Vitória/ES foram criados e são apoiados por associações, Sociedade Beneficente de Senhoras e pela AFECC Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer. Hospitais filantrópicos de alta qualidade, junto com milhares de outros em todo o país, apoiados por associações, são responsáveis por mais de 50% (cinquenta por cento) dos atendimentos de saúde da população brasileira. Não menos importantes são também as milhares de associações comunitárias de bairros nas cidades. Citamos, como exemplos de associações desenvolvidas deste tipo, as dos bairros de Jurerê Internacional, em Florianópolis e a da Praia do Canto em Vitória/ES.

 

Governos e legislativos de todos os níveis, bem sucedidos, procuram o diálogo estreito, republicano, com as associações. Ouvem suas críticas, sugestões, e ajustam as ações, projetos de lei, emendas parlamentares. Fazem isto porque sabem que representará diferença para melhor na qualidade dos seus mandatos, os ajudarão a alcançar o objetivo maior de todo bom político: promoção do bem estar de toda a população.

 

É preciso que tenhamos associações com dirigentes competentes, preparados, que levem aos eleitos, apoiados por associados participativos, sugestões de soluções, propostas de ações e de legislação. Que possam oferecer assessoria qualificada, fundamentada, na análise e avaliação dos projetos em tramitação. Uma associação bem articulada, consegue ser muito mais protagonista neste trabalho de apoio aos eleitos.

 

Associações desenvolvidas significa sociedade civil forte, democracia fortalecida, cidades melhores para vivermos. Uma correlação direta e clara. Capacitar, formar associados e dirigentes de associações, esta a função da ESCOLA DE ASSOCIATIVISMO.

 

Moderar um painel online é muito diferente de recepcionar um único palestrante presencialmente. Algumas ideias para realizar um painel envolvente que manterá a atenção do seu público.

Quando as associações organizam painéis presenciais, existem muitas maneiras de envolver o público. Os moderadores podem se misturar com os palestrantes ou participantes antes do início para perguntar sobre os assuntos mais importantes do dia e inseri-los na conversa. Mas você pode traduzir essa conexão em seu evento virtual? Aqui estão algumas maneiras de moderar um painel envolvente que prenderá a atenção do seu público virtual.

 

A batalha contra a lei de Murphy

A prática leva à perfeição. Ou pelo menos melhora o resultado. Reúna seus palestrantes e organizadores online alguns dias antes do evento. Certifique-se de que eles estejam familiarizados com sua plataforma virtual. Confirme se os membros do painel sabem como compartilhar seu conteúdo. Certifique-se de que todos entendam a ordem do discurso, como se comunicar quando quiserem intervir e como você conduzirá o programa. Compartilhe como você sinalizará quando eles usarem o tempo. Então, no dia do evento, peça aos painelistas que “cheguem” até 30 minutos antes para ter certeza de que a conexão está funcionando, o som está claro e os materiais estão prontos. Verifique as dicas do estilista Tom Ford sobre iluminação e ângulos de câmera.

Também decida como será a permissão para que os painelistas participem do evento nos seus momentos adequados. Qualquer pessoa pode comparecer ou a lista de convidados é limitada? Os participantes precisam se registrar? Sua equipe permitirá a entrada de pessoas antes que verifiquem se oas nomes estão em uma lista pré-aprovada? Todos ficarão sem som ao entrar? Além disso, determine como lidar com as perguntas recebidas. Peça a um membro da equipe que gerencie a caixa de bate-papo e identifique perguntas para você, o moderador. Decida se você lerá a pergunta da caixa de bate-papo ou se os participantes farão suas perguntas online. Infelizmente, maçãs podres podem se sentir encorajadas a serem desrespeitosas em um ambiente virtual. Tenha um plano para silenciar ou remover pessoas se elas não puderem ser civilizadas.

 

Público virtual é muito Multitarefa ?

O público online tem tantas coisas que pode fazer. Eles podem ter um ouvido no painel, enquanto ajudam seus filhos em um projeto, checam as redes sociais e pedem o jantar, tudo ao mesmo tempo!

Para prender a atenção deles, envolva-os desde o início e com frequência.

Erin Fuller, presidente da MCI USA Association Solutions, escreveu: “Você pode incorporar constantes apelos à ação – pesquisas, perguntas e respostas abertas, oportunidades de compartilhamento – para que as pessoas não se desliguem do painel para enviar e-mails ou verificar o prazo de entrega de um supermercado?”

Apresente seu tópico com um clipe de notícias ou uma história que demonstre por que ele é importante hoje. Faça perguntas que o público possa responder por meio da função de votação. Configure-as com antecedência para que estejam prontas para serem feitas. Dê ao público a oportunidade de comentar por meio da caixa de bate-papo. Incentive-os a usar a função de bate-papo para alcançar outros membros do público, como fariam numa mesa de centro da sua associação. Peça aos membros do painel para fazerem comentários e responderem perguntas em dois minutos. A brevidade torna consideravelmente mais fácil conseguir que um público online permaneça envolvido. Em junho de 2020, participei de uma formatura virtual do ensino médio que deu a cada um dos palestrantes de dois a três minutos para compartilhar seus melhores conselhos. O formato curto e as transições rápidas mantiveram o público alerta! A última etapa é parabenizar-se pelo trabalho bem executado. Estes são tempos difíceis. As associações podem ajudar muito continuando a executar suas missões virtualmente. Participar, oferece aos associados maneiras de se manterem conectados. Os segredos para um painel virtual de sucesso são a preparação, declarações curtas que permaneçam no tema do painel e o envolvimento do público.

 

Lista de verificação para o sucesso

Prepare mais perguntas e comentários do que você acha que precisa para manter o fluxo de conversa. Crie enquetes virtuais para manter o público envolvido durante todo o evento. Apresente os painelistas em menos de um minuto cada. Explique o formato para todos. Mantenha todos no tópico e dentro do cronograma. Se o público não se interessar quando você abrir as perguntas, faça suas próprias perguntas ou peça aos membros do painel que façam perguntas uns aos outros. Faça perguntas a um ou dois membros do painel que provavelmente terão uma resposta interessante. Não peça a cada painelista para responder a todas as perguntas. Diga ao público quando estiver respondendo à sua pergunta final. Prepare os comentários finais anotando comentários notáveis ​​ao longo do caminho. Agradeça aos palestrantes, ao público e aos organizadores. Terminar na hora certa.

 

Fonte: ASAECENTER

 

Se 2020 foi um programa de software, talvez alguém possa dizer conscientemente: “Ele pode ser desinstalado e instalado novamente? Esta versão tem um vírus! ”

Vinte e vinte foi de fato um ano desafiador para muitos, incluindo a comunidade da associação. As restrições aos eventos presenciais reduziram a capacidade das associações de se envolverem pessoalmente com seus membros e, consequentemente, de aumentar as receitas necessárias. Também aumentou o horário de trabalho das associações, pois os membros queriam informações rápidas sobre como lidar com a pandemia, bem como soluções para seus próprios problemas organizacionais. Some-se a isso a aceleração da adaptação a novas tecnologias e a aceleração de seus programas de transformação digital.

Todos nós sabemos, também, que uma crise traz oportunidades. Embora 2020 tenha causado perturbações nas associações, também inaugurou novas formas de fazer as coisas. Aqui está minha opinião sobre o MELHOR que as associações locais fizeram em 2020:

B — Ser adaptável. As associações, isto é, associações comerciais e sociedades profissionais, têm lidado bem com a flexibilidade na mudança de suas atividades do físico para o virtual / on-line, por exemplo, webinars, boletins eletrônicos e conteúdo de conhecimento. Eles institucionalizaram o esquema WFH (trabalho de casa) para seus funcionários. Eles racionalizaram seus orçamentos, gastando apenas para as necessidades essenciais e fizeram parceria com associações com ideias semelhantes na organização de eventos de treinamento e atividades de defesa de direitos.

E – Envolvendo os membros onde eles estãoAs associações têm usado a comunicação multicanal, como e-mails e mensagens de texto no celular, bem como a mídia social para alcançar e se envolver com seus membros. Eles forneceram mais conteúdo gratuito e deram alívio aos membros que não puderam pagar suas taxas de adesão, seja por meio de adiamento ou parcelamento. Eles investiram em relações públicas e iniciativas sociais para ajudar a posicionar a indústria ou a profissão de seus membros.

S — Fornecimento de novos fluxos de receita. Percebendo um declínio acentuado nas receitas, à medida que as taxas de filiação estagnavam, eventos eram cancelados ou se tornavam virtuais e as vendas de produtos reduzidas, as associações revisavam rapidamente seus modelos de negócios. Eles redirecionaram seus ativos de conteúdo, por exemplo, vídeos de treinamento, artigos impressos, etc. em recursos de conhecimento sob demanda. Eles converteram seus seminários educacionais presenciais em webinars e programas de e-learning. Eles intensificaram seu foco nas oportunidades de patrocínio e agora estão trabalhando em parcerias de longo prazo e que geram maiores ROIs.

T — Assumindo as novas tecnologia na prática (e na mente). Embora antes o digital estivesse em segundo plano e fora da mente, a pandemia fez as associações repensarem e acelerarem suas iniciativas digitais. O uso de plataformas de videoconferência e IA para marketing e engajamento de membros, construção de comunidades online e investimento em software de gerenciamento de associação foram todos levados a sério pelas associações para avançarem de forma constante.

Dez meses após o início da pandemia, as associações enfrentaram desafios que nunca haviam previsto. No entanto, elas também reconheceram rapidamente que eram superáveis. Com o passar dos meses, a boa notícia é que as associações deram o seu MELHOR para se adaptar à nova forma de gerir as suas operações.


Este artigo foi publicado pelo Business Mirror em  05 de novembro de 2020  e não pode ser reproduzido sem o consentimento prévio do redator e do Business Mirror.

O autor, Octavio ‘Bobby’ Peralta, é simultaneamente secretário-geral da  Associação de Instituições de Financiamento do Desenvolvimento na Ásia e no Pacífico  (ADFIAP), Fundador e CEO do  Conselho Filipino de Associações e Executivos de Associações  (PCAAE) e Presidente da  Federação de Organizações Associativas da Ásia do Pacífico  (APFAO). 

 

Sabemos que na maioria das reuniões que participamos, não tem rumo, pauta, posicionamento, todos falam juntos e os assuntos podem ir de prostituição a direitos canônicos, uma bagunça. O pior é que se perdeu tempo e não se chegou a lugar nenhum. O simples fato de se fazer uma reunião, mesmo desorganizada como essa, dá uma pseudo sensação de que algo foi feito. De fato, a única verdade sobre tudo isto é que não houve regulamentação, uma forma organizada de dar andamento nas reuniões.

Para isso, criamos os seguintes tópicos para auxiliar nas suas próximas reuniões.

 

1 – Antes da reunião

  • – Defina antecipadamente e envie a todos os participantes a agenda do que será discutido na reunião e o papel de cada participante. (PAUTA)
  • – Defina um horário para início e fim da reunião, sem que ultrapasse o horário definido.
  • – Defina o objetivo da reunião e o que se buscará de resultado ao final. (FOCO)

 

2 – Durante a reunião

  • – Solicite a todos os participantes para desligarem celulares e demais aparelhos de comunicação para ficarem atentos à reunião.
  • – Comece a reunião com uma breve explicação do motivo e da PAUTA. Em seguida certifique-se de que todos os participantes
  • – Questione sobre o assunto da reunião, ou as causas do problema.
  • – Solicite soluções possíveis, buscando ter evidências que comprovem a praticidade de cada solução.
  • – O Coordenado da reunião deve ler a ATA
  • – Após o assunto ter sido suficientemente discutido, faça um resumo final e proceda então à votação. O ideal é que todas as soluções apontadas tenham responsável e prazo para execução. ( O que? Porque? Onde? Quando? Quem? Como? Quanto? )
  • – Sempre que for conveniente, nomeie uma pessoa ou uma comissão encarregada de verificar se a ação decidida foi tomada corretamente e no tempo previsto.

 

3 – Após a reunião

  • – Ao final da reunião, faça um resumo das decisões tomadas ou solicite a alguém para fazê-lo.
  • – Sistematize esse resumo em forma de ATA(objetiva) e envie a todos os participantes, com as principais decisões tomadas na reunião e os próximos passos, prazos, responsáveis, etc.

 

4 – Como o coordenador da reunião deve agir

  • – Evite expressar suas ideias pessoais e só faça depois que os outros as tenham expressado. Seu objetivo principal é dirigir e não participar calorosamente da discussão.
  • – Procure fazer com que todos participem da reunião, porém evite perguntar diretamente para cada um a sua opinião.
  • – Mantenha a reunião ativa, sem desviar-se do tema. Garanta que seja rápida, com exposições curtas. Intervenha quando alguém quiser falar muito ou com demasiada frequência, assim como quando alguém sair do tema.

 

5 – Como o participante deve agir

  • – Fale sem se levantar, a não ser em uma grande assembleia com muitas pessoas.
  • – Prepare-se individualmente e em grupo para a reunião.
  • – Fale de maneira breve, resumida e sobre o tema que se discute.
  • – Preocupe-se com o seu tom de voz. Fale sempre em tom de conversação, mas garanta que todos os participantes estejam ouvindo e participando.
  • – Apresente evidências que demonstrem que a solução proposta é coerente. Garanta o que está falando.
  • – Evite expressar suposições ou generalidades numa reunião.
  • – Ouça atentamente a todos os participantes.
  • – Não interrompa quando outra pessoa estiver falando.
  • – Cada representante de setor deve trazer os números de sua área e por sua vez, falar de sua área e não a do outro.
  • – Em vez de fazer afirmações diretas, faça perguntas e não se justifique.
  • – Se alguém fizer alguma afirmação com a qual você não concordar não discuta, pergunte a essa pessoa por que pensa dessa maneira. Se a pergunta vier em tom amigável, não causará ressentimentos e lhe permitirá averiguar por que a pessoa pensa daquele modo. Dessa maneira você poderá obter informações muito valiosas.

 

Dicas

  • – Se possível, opte por reuniões com até 6 pessoas. A absorção das informações é maior neste caso.
  • – Caso haja mais de 10 pessoas em uma reunião, seja flexível, no entanto exija que a pessoa que queira falar obtenha sua autorização.
  • – Se você propôs uma reunião, assuma a liderança do encontro e não permita conversas paralelas ou desvio de foco.

tecnologia da informação é a área mais idealizadora e empreendedora quando o assunto é formação de redes associativas voluntárias para defender os interesses do segmento. Nenhuma outra atividade da economia dispõe de tantas federações internacionais para esse fim.

A essência do associativismo reside na participação voluntária dos membros e é uma experiência que pode ser aplicável a qualquer categoria, seja em uma atividade econômica empresarial, na congregação de profissionais especializados ou na união de organizações não governamentais. Os problemas enfrentados por essas agremiações e suas soluções são semelhantes. Confira os principais pontos que envolvem essas redes:

Estruturação

O processo de criação dos Estados Nacionais, com constituição e separação dos poderes, é considerado o modelo adequado para a formulação dos estatutos dessas entidades. É esse documento que determina quem pode ser membro, quais os direitos e obrigações, quem pode se candidatar aos cargos, como funcionam os processos eleitorais, entre outros pontos.

As associações também precisam de mecanismos para lidar com conflitos internos para evitar que interrompam suas atividades ou se fragmentem em outras entidades. Em uma operação em rede, a representatividade geográfica e econômica dos membros também é crucial: federações internacionais, por exemplo, não podem ter organizações provinciais.

Princípios

A perenidade das associações depende de princípios e valores, como participação, transparência, estado de direito, responsabilidade, orientação para o consenso, igualdade, efetividade e eficiência, além do suporte a auditorias externas. O posicionamento desses princípios não é uma posição política ou ideológica, mas sim estruturante para a organização. Uma vez enunciados claramente os valores, é preciso definir os papeis que a entidade deve cumprir no relacionamento com cada segmento em que está presente, como associados, governo e sociedade civil.


Iniciativas

Dessas definições surgem iniciativas, como a criação de manuais com conteúdo específico ou relatórios comparativos das políticas públicas entre os países. Se cada associação-membro da federação tivesse de elaborar esses materiais, o custo total seria muito maior e, para os menores, seria inacessível.

Outras ações coletivas desenvolvidas costumeiramente incluem o trabalho de marketing e relações públicas e a geração de estatísticas sobre o setor ou atividade (essenciais para o relacionamento com a esfera governamental, processos judiciais coletivos ou até em instâncias superiores da Justiça, que são inacessíveis individualmente).

*Roberto Carlos Mayer é diretor de Comunicação da Assespro Nacional


Fonte: It Forum

SÉRGIO ROGÉRIO DE CASTRO – Presidente do Conselho de Gestão da Escola de Associativismo. Engenheiro Mecânico, pós-graduado em Engenharia Econômica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sócio das empresas Fibrasa, com atuação nas áreas da indústria de embalagens plásticas e do agronegócio, e MAR, de participação em empreendimentos. Senador da República em exercício de novembro de 2017 a março de 2018. Associadofundador da Ases, ex-presidente da Findes, conselheiro fundador do Espírito Santo em Ação e ex-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/ES

 

A maior associação filiada, a AARP – American Association of Retired Persons, que congrega aposentados, tem 33 milhões de membros. Alexis Tocqueville, estudioso francês que se imortalizou com a obra “A Democracia na América”, do início do século XIX, enaltece o associativismo e registra que a nação norte-americana nasceu associativista. Pode-se explicar daí a sua hegemonia mundial de 75 anos.

Pois bem, retomando o assunto inicial, o evento estava programado para ocorrer em um dos grandes hotéis resorts de Las Vegas. A Covid-19, porém, mudou os planos. Lançou-se então o desafio da realização de uma grande festa virtual para marcar a data, o que foi aceito e executado com grande sucesso, resultado de um espetacular esforço para que a versão remota tivesse todos componentes de uma celebração presencial. Palestras simultâneas inspiradoras, um salão para expositores apresentarem os seus produtos a associações e um ambiente facilitador de networking estavam disponíveis virtualmente para os participantes. O associativismo americano se adaptava
rapidamente às circunstâncias e fazia a sua festa em grande estilo, virtual.

Assim são as associações mundo afora: desafiadas, buscam soluções para a promoção do desenvolvimento. A última palestra a que assisti foi muito inspiradora. A ministrante, utilizando analogia com a expressão de protesto em voga nos EUA (sobre a importância dos negros naquele país), finalizou a sua participação com um sonoro “Associatians really matters!” (“Associações realmente são importantes!”). E são mesmo! No Brasil, o associativismo está menos evoluído do que nos Estados Unidos da América, mas também é uma atividade que se mostra muito importante. Associações religiosas de apoio às Santas Casas de Misericórdia no Brasil datam do século XVI; a de Vitória foi a quinta, fundada em 1551. Associações de comerciantes chegaram com D. João VI. A Associação Comercial do Rio de Janeiro é de 1809, e as comunitárias (de moradores) são mais recentes, de meados da década de 1940.

As associações têm sido responsáveis por ajuda relevante na saúde pública, na melhoria dos bairros das cidades e no desenvolvimento dos negócios, citando os três primeiros tipos de associações que até aqui têm merecido a atenção da EA – Escola de Associativismo.
No artigo “Muito cacique e muito índio”, disponível no nosso site (www. escoladeassociativismo.com), Gilmar Barboza nos traz um grande motivo para os esforços que a Escola tem realizado buscando fortalecer as associações no Brasil: “Segundo dados decorrentes do Mapeamento Nacional de Entidades de Representação Empresarial, realizado em 2010, pelo Sebrae, apenas 5% do total de 18 mil entidades identificadas exercem com excelência seu papel de defesa das empresas representadas”.

Há muito o que fazer para que maiores benefícios sejam alcançados pelas associações no nosso país. A Escola de Associativismo se propõe a organizar esse esforço. Seu negócio, seu objetivo explícito, é fortalecer as associações para que sejam mais protagonistas, mais propositivas. A Escola entende que o associativismo é transformador, que é fundamental para que alcancemos rapidamente um nível de democracia mais evoluído que propicie vivermos em melhores cidades, estados e países. Simples e tão importante assim.


Fonte: IEL – 200 Maiores e melhores empresas Espírito Santo 2020

 

 

Foi uma agradável surpresa receber um e-mail de contato de Fabio Ribeiro Dias, diretor da Escola de Associativismo (EA) com sede na cidade de Vitória, no estado brasileiro de Espírito Santo. O que me surpreendeu primeiro foi o termo “associativismo”, pois nunca tinha ouvido essa palavra antes. Meu primeiro instinto foi pesquisar no Google. Surpresa surpresa! Existe tal palavra; mas mais sobre isso mais tarde.

Em seu e-mail, Fábio mencionou que a EA já está em operação há cinco anos e, embora sua abrangência seja ampla, está focada em três tipos de associações: para empresários; para organizações filantrópicas (apoio hospitalar); e, para proprietários de casas de bairro. A EA produz ou coleta e faz a curadoria de conteúdo de conhecimento e os transforma em materiais de programas de treinamento para ajudar as associações a serem mais eficazes na prestação de serviços relevantes aos seus membros, a serem respeitadas e ouvidas pelas autoridades governamentais e pela sociedade em geral.

Ao conceituar e fundar a EA, Sergio Rogério de Castro, presidente do Conselho de Gestão, escreveu sobre sua convicção de transformar o associativismo como ferramenta indispensável para uma sociedade forte e organizada, condição fundamental para a existência de um estado democrático e de bem- sendo para todos.

 

Então, o que é “associativismo”?

Minha breve pesquisa me levou a “Os 8 Princípios do Associativismo”, de Gilmar Barboza, que os enumerou da seguinte forma: associações livres; gestão democrática; participação econômica de parceiros; autonomia; melhoria contínua e investimento em educação; integração entre associados; compromisso com a comunidade; e, a disseminação do associativismo, que representa uma alternativa de reorganização da sociedade em um mundo a ser construído sob o “Novo Normal”.

Ainda perplexo, verifiquei o sufixo “-ismo”, que significa uma doutrina, causa ou teoria distinta. O associativismo português traduzido para o inglês significa cooperação coletiva, ou formação de parcerias e um símbolo de liberdade de associação. Fabio acrescentou, “assim como tudo o que se refere a cooperativismo pode ser cooperativismo, automóvel pode ser automobilismo, o sufixo ‘-ismo’ em português é usado para dar a conotação de abordar o assunto na palavra anterior. Associativismo não significa associações, mas tudo o que lhes diz respeito ”.

Depois de navegar no site da EA várias vezes e observar a tradução em inglês que ele usa para “Escola de Associativismo” como “Escola de Associações”, aconselhei Fabio que talvez eles devessem usar “Escola de Associativismo” em vez de “Escola de Associações” porque missão e causa vão além do associativismo, além de promover os princípios do associativismo. Ele respondeu: “Estávamos adotando a marca ‘Escola de Associativismo’ mas, a partir de agora, por sugestão sua, vamos mudá-la para ‘Escola de Associativismo’. Obrigado!”

Fabio acrescentou: “Acreditamos na força do ‘associativismo’ para a formação de cidadãos mais conscientes, para a consolidação da democracia e para que tenhamos cidades melhores para viver, países melhores para nos orgulharmos.”

Sempre escrevi sobre associações que contribuem para a construção da nação. Posso me relacionar com isso ainda melhor agora. O associativismo tem um significado mais profundo: uma doutrina de ação humana associativa para uma sociedade melhor. 

 

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Este artigo foi publicado pelo Business Mirror em  05 de novembro de 2020  e não pode ser reproduzido sem o consentimento prévio do redator e do Business Mirror.

O autor, Octavio ‘Bobby’ Peralta, é simultaneamente secretário-geral da  Associação de Instituições de Financiamento do Desenvolvimento na Ásia e no Pacífico  (ADFIAP), Fundador e CEO do  Conselho Filipino de Associações e Executivos de Associações  (PCAAE) e Presidente da  Federação de Organizações Associativas da Ásia do Pacífico  (APFAO). 

 

 

A atual pandemia fez com que as associações revisassem seus modelos de filiação. Com fluxos de receita em declínio devido ao cancelamento de eventos, incapacidade dos membros de pagar as taxas de associação devido a dispensas e dificuldade em encontrar patrocinadores e doadores, as associações lutam para fazer “negócios como de costume”.

 

Um modelo de associação é um plano de negócios que uma associação adota para mapear o projeto para diferentes níveis de associação, produtos e serviços, atividades de marketing e fontes de receita. Os modelos de associação são abundantes e podem ser classificados em duas categorias contrastantes: a associação tradicional (provedor de serviços) e a comunidade (plataforma).

 

Em “Remodelando Associações: O Impacto da Pandemia nos Modelos de Sócios”, um webinar que o Conselho Filipino de Associações e Executivos de Associações (Pcaae) organizou, Belinda Moore, diretora da Strategic Membership Solutions, com sede na Austrália, falou sobre esses dois modelos:

 

Função: No modelo tradicional, a associação é uma prestadora de serviços para seus associados e se concentra no recrutamento, engajamento e retenção de associados. No modelo comunitário, a associação promove uma comunidade de participantes pagos e gratuitos e seu foco é nutrir uma comunidade forte e engajada.

 

Conteúdo: a associação tende a criar e distribuir a maior parte do conteúdo no modelo tradicional. No modelo de comunidade, tanto os participantes da comunidade gratuitos quanto os pagos criam e distribuem a maior parte do conteúdo. Qualquer conteúdo da associação gira em torno da facilitação da comunidade e das atividades principais.

 

Serviços: no modelo tradicional, a associação deseja possuir e controlar a maioria ou todos os seus produtos e serviços. No modelo comunitário, a associação pode reter as atividades principais, mas também promove um mercado vibrante onde fornecedores concorrentes de qualidade são bem-vindos (observando que seus direitos provavelmente diferem dos de outros participantes).

 

Não-membros: No modelo tradicional, a associação vê os não-membros como participantes “menores”, cobra deles taxas mais altas e tem envolvimento limitado. Eles são, no entanto, participantes bem-vindos e podem optar por pagar por atualizações e benefícios adicionais no modelo de comunidade.

 

Gerenciando grupos: No modelo tradicional, existem algumas duplicações de funções e isso desencoraja a formação de grupos que a associação é incapaz de gerenciar. Em contraste, o modelo de comunidade tem muitos grupos e muitas duplicações de funções, o que incentiva os grupos a se organizarem.

 

Taxas: As taxas anuais de associação são pagas integralmente ou em parcelas no modelo tradicional. No modelo de comunidade, os membros podem optar por uma assinatura gratuita ou paga. Uma assinatura gratuita geralmente é um caminho para uma assinatura paga.

 

Receita: No modelo tradicional, a associação gera receita por meio de quotas, inscrições em eventos, patrocínio e prestação de serviços. No modelo de comunidade, além da receita dessas fontes tradicionais, a associação também pode alavancar novos fluxos de receita por meio da plataforma, por exemplo, micro-transações, pesquisa, segmentação de anúncios.

“As associações devem garantir que seus modelos de filiação e receita estejam alinhados com seu propósito e cenário operacional. Muitos estão mudando de modelos tradicionais para modelos comunitários mais contemporâneos”, conclui Moore.

Uma coisa boa que a pandemia proporcionou foi tempo para as associações repensarem seu modelo de negócios. Então, é hora de mudar seu modelo de associação atual do modelo tradicional para o modelo comunitário?

 

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Este artigo foi publicado pelo Business Mirror em  27 de novembro de 2020  e não pode ser reproduzido sem o consentimento prévio do redator e do Business Mirror.

O autor, Octavio ‘Bobby’ Peralta, é simultaneamente secretário-geral da  Associação de Instituições de Financiamento do Desenvolvimento na Ásia e no Pacífico  (ADFIAP), Fundador e CEO do  Conselho Filipino de Associações e Executivos de Associações  (PCAAE) e Presidente da  Federação de Organizações Associativas da Ásia do Pacífico  (APFAO). 

 

Escrevi pela primeira vez sobre inteligência artificial (IA) para associações e como ela aumenta o envolvimento dos membros em associações em minha postagem de 24 de agosto de 2018.

O uso de IA para quase tudo que fazemos agora – pesquisa do Google, tags do Facebook, uma sugestão de filme da Netflix ou uma recomendação de livro da Amazon – aumentou repentinamente devido à pandemia.

Então, quando a Australasian Society of Association Executives recentemente realizou um webinar sobre “The AI-Powered Associations”, eu participei. O AuSAE com sede em Brisbane deu à minha organização, o Conselho Filipino de Associações e Executivos de Associações (PCAAE), acesso às suas sessões on-line regulares para líderes de associações.

 

O webinar foi conduzido por Paul Ramsbottom, diretor administrativo da Advanced Solutions International.

Entre outros pontos, o que chamou minha atenção foi o gráfico de nível de maturidade de IA de 5 estágios que Paul apresentou.

Estou compartilhando isso com você para que possa determinar o nível em que sua associação está atualmente.

 

Nível 1:  Caótico – É caracterizado por esforços ad hoc, processos mal definidos e retornos ou resultados não reconhecidos. Simplificando, este é o nível em que você não deveria estar.

Nível 2:  Definido – é onde as metas e estratégias são definidas, os processos são documentados e há algum grau de reação e sucesso no uso da IA.

Nível 3:  Otimizado – ocorre quando há processos adotados, pensamento sistêmico integrado e comportamento orientado, autocorreção e respostas proativas.

Nível 4:  Agil – é marcado por uma visão compartilhada e metodologias flexíveis, o uso de modelos adaptáveis ​​e melhoria contínua, e melhores práticas repetíveis e sucesso consistente.

Nível 5:  Preditivo – Este é o “melhor da classe” com resultados preditivos, completo com inteligência de negócios e análises acionáveis, reconhecimento de programa antecipado e benchmarks externos.

O ideal é que a associação comece sua transformação de IA no Nível 3, chegando ao Nível 5, onde o impacto nos negócios é mais favorável.

 

Paul também citou três mudanças culturais necessárias para aumentar o sucesso da transformação de IA de uma organização:

 

  1. Do trabalho isolado em diferentes unidades de negócios à colaboração interdisciplinar;
  2. Da tomada de decisão baseada na experiência e orientada para o líder à tomada de decisão orientada por dados na linha de frente; e
  3. De uma cultura de trabalho rígida e avessa ao risco a uma cultura ágil, experimental e adaptável.

 

Alguns exemplos que Paul mencionou sobre o uso de IA são: (a) personalização em termos de boletins eletrônicos alimentados por IA por meio de curadoria de conteúdo, incluindo fonte externa; (b) uso de chatbots servindo como assistentes virtuais, diminuindo a carga de trabalho da equipe; e, (c) análise preditiva, a aplicação de técnicas estatísticas avançadas a dados históricos para prever eventos futuros (por exemplo, prever quem participará de sua conferência no próximo ano).

Como em minha postagem de dois anos atrás, digo novamente que a IA não é uma tecnologia do futuro; está aqui agora e ao alcance de sua associação!

 

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Este artigo foi publicado pelo Business Mirror em  15 de outubro de 2020  e não pode ser reproduzido sem o consentimento prévio do redator e do Business Mirror.

O autor, Octavio ‘Bobby’ Peralta, é simultaneamente secretário-geral da  Associação de Instituições de Financiamento do Desenvolvimento na Ásia e no Pacífico  (ADFIAP), Fundador e CEO do  Conselho Filipino de Associações e Executivos de Associações  (PCAAE) e Presidente da  Federação de Organizações Associativas da Ásia do Pacífico  (APFAO). 

 

Francisco Gomez , CEO da consultoria internacional Factum Global, argumenta que, quando se trata de crescimento e estratégia de associação, a transformação digital e a internacionalização estão intimamente ligadas, especialmente nessas circunstâncias sem precedentes.

 

Meio ano após o início da pandemia global COVID-19, associações visionárias estão usando a crise para repensar seus modelos de negócios e membros, eliminar ofertas obsoletas, abraçar a transformação digital e investir em novos produtos e desenvolvimento de mercado.

Decisões que antes eram tomadas em meses ou mesmo anos estão sendo tomadas em semanas. Mudar a equipe de casa para o teletrabalho, cancelar edições de impressão periódicas, tornar as ofertas digitais e adiar ou transformar conferências em formatos digitais aconteceu num piscar de olhos.

No entanto, este é apenas o começo do que precisa ser feito.

Vamos enfrentá-lo: este é provavelmente o momento mais desafiador na carreira de executivos de associações e membros do conselho, pois as decisões que você tomar agora irão moldar o futuro de sua associação. Agora, mais do que nunca, você precisa decidir onde quer estar em 5, 10 e 20 anos. O “novo normal”, como muitos passaram a chamá-lo, acelerou a tendência de um mundo digitalmente integrado.

 

Intersecção intrínseca

Ainda assim, poucas associações reconheceram a interseção intrínseca da transformação digital e internacionalização. Com mais produtos, programas e serviços disponíveis na Internet, a maioria das organizações está se tornando cada vez mais visível fora de seus mercados domésticos. As fronteiras geográficas estão se tornando menos importantes. As pessoas podem acessar conteúdo usando tecnologia de qualquer lugar do mundo. A internacionalização, portanto, pode ser apenas uma consequência natural da transformação digital. Então, sua organização está pronta para envolver o público internacional? Você está abordando a transformação digital com uma mentalidade global?

Se a internacionalização e a transformação digital têm sido cada vez mais importantes para alguns, muitas associações têm demorado a abraçar as mudanças necessárias para torná-las realidade. Outros não conseguiram perceber a relação direta entre ambos. A transformação digital oferece uma oportunidade única de alcance internacional e, da mesma forma, a oportunidade internacional alimenta a necessidade de melhores tecnologias e canais digitais.

Na verdade, se COVID-19 teve um efeito positivo, foi no fato de ter apresentado uma oportunidade única para pensar a transformação digital no contexto da internacionalização. Você já considerou que a inovação neste contexto pode ser a resposta para alguns de seus desafios? Em vez de pular para encontrar maneiras de consertar o que você tem, pense no que seus membros e clientes precisam. Pense em quais mercados são mal atendidos e como o desenvolvimento de novos mercados pode dar a você acesso a um público mais amplo e fontes adicionais de receita. Reserve um tempo para entender onde você pode ter um impacto significativo sobre seus membros e a sociedade e desafie sua equipe a interromper seus próprios modelos.

Agora é a hora de reavaliar seu núcleo. Sua missão deve orientar suas decisões. Pode parecer contra-intuitivo quando todos parecem estar tentando reagir o mais rápido possível, mas o planejamento estratégico nunca foi tão importante como hoje. Apesar das pressões de tempo geradas pela necessidade percebida de levar suas conferências para um ambiente virtual e criar novos canais de distribuição online, este não é o momento de tomar decisões precipitadas que podem comprometer seu bem-estar financeiro. É hora de fazer uma pausa, olhar para a sua organização com uma lente externa, envolver os seus stakeholders e permitir-se imaginar como será a sua organização amanhã. Sim, você precisará fazer isso rápido, mas pode não ter outra oportunidade como a apresentada por esta pandemia para reavaliar suas prioridades, consertar o que não deu certo e colocar as peças no lugar para garantir o sucesso futuro. Demonstre propósito!

Caso em questão

As Associações sabem que chegou a hora de prestar atenção em entregar conteúdo de forma mais eficiente e online. Uma que abraçou com sucesso a transformação digital é a The Risk Management Association (RMA). Nancy Foster, Presidente e CEO da RMA, foi rápida em reconhecer a necessidade de produtos digitais de qualidade para atender às necessidades de uma indústria cada vez mais exigente e globalmente interconectada. Ela e sua equipe estavam migrando para o digital há meses, mas a pandemia acelerou a transição. Em suas próprias palavras, “ RMA reconheceu no início de janeiro que o coronavírus afetaria severamente nossos membros e, na verdade, contratamos um Ph.D. em 6 de janeiro th  para nos ajudar. Desenvolvemos um white paper de planejamento de pandemia que entregamos aos nossos membros no início de fevereiro ”.

A RMA fez a transição de toda a sua função de serviço ao membro online em março, por meio do desenvolvimento de um centro de recursos de coronavírus. Eles realizaram mais de 30 webinars nos próximos meses, começando no início de fevereiro, e realizaram chamadas semanais de compartilhamento entre os principais interessados. “COVID-19 serviu como um acelerador para a nossa transição de uma empresa de reuniões e eventos legada para uma altamente focada na entrega digital”,  disse Foster.  “Uma mudança que também está tornando nossa associação mais acessível para nossa comunidade internacional, que demonstrou interesse substancial em nossas novas ofertas .”

RMA não é a única história de sucesso. Scott Stuart, CEO da Turnaround Management Association (TMA), liderou sua organização por meio da rápida tomada de decisões sobre o que ele chama de  “Pivoting with Purpose”.  Ele acredita que  “enfrentar uma crise significa tomar decisões estratégicas com cuidado, mas sem medo de tomar decisões difíceis e às vezes impopulares”.  De acordo com Scott, transformar seu modelo em questão de semanas após a paralisação de março foi uma decisão que, embora perturbadora, foi baseada em uma avaliação de que esta seria uma crise de longo prazo que sua organização teria que administrar imediatamente. Como resultado, o TMA criou uma nova programação online, mudou sua conferência anual para virtual e garantiu o suporte aos membros de maneiras definitivas e definidas.  “Jogamos no ataque!”,  Disse ele, e acrescentou que isso provavelmente salvou o TMA de problemas que outras associações estão enfrentando no “novo normal”.

 

Transforme-se com uma mentalidade global

Algumas associações ainda estão pensando em colocar suas conferências online, considerando como digitalizar informações e explorando novas maneiras de manter contato com seus membros. Vários já o fizeram, alguns o fizeram em poucos dias e outros estão lutando para que isso aconteça. No entanto, poucos estão fazendo isso com uma mentalidade global. Embora RMA e TMA sejam grandes exemplos de organizações visionárias que se destacam no entendimento da interseção dessas áreas, poucas organizações parecem estar realmente desafiando seus modelos de associação, poucas estão pensando em como se transformar com uma mentalidade global e menos ainda estão focadas na estratégia. Parece que o COVID-19 pegou todos de surpresa e quase todos estavam no modo reativo. A sua é uma dessas organizações?

Os modelos de associação estão sendo desafiados e agora que tudo está online, você tem a oportunidade de ter um modelo mais global. Tradicionalmente, as associações ofereciam conteúdo online para mercados internacionais e muitas vezes o valor percebido era menor em comparação. Agora que todo mundo precisa, como você vai intensificar? Como você capacita as unidades para assumir a liderança nas operações no país e participar dos esforços globais de desenvolvimento de produtos? Você localiza? Como você tira proveito das economias de escala? Você precisa de um modelo baseado em assinatura? Como você se torna mais inclusivo? Como você poderia chegar a um ponto em que todos os novos programas, produtos e serviços são produzidos com uma mentalidade global?

Para cada organização, as respostas serão diferentes. Mas o processo será o mesmo – eles surgirão de um planejamento estratégico bem pensado e oportuno com base nas necessidades específicas de seus constituintes. E é provável que se baseiem na transformação digital e na internacionalização – eles estão intimamente conectados. Esta é até uma boa oportunidade para trabalhar de forma mais eficaz com o seu Conselho de Administração e fazer parceria com outras partes interessadas para criar a associação de amanhã. Adotar uma abordagem estratégica disciplinada e flexível será a chave para o sucesso. Com visão e ação, sua associação prosperará no futuro.

Ao longo de quase seis décadas eu convivi com pessoas de diferentes níveis de instrução e classe social nas atividades: acadêmica, industrial, comercial, sindical e política partidária, nesta última por apenas dois anos quando concorri a uma vaga de deputado federal constituinte em 1986. Tinha o hábito de ouvir as opiniões e os sentimentos das pessoas quanto aos variados problemas. Acumulei experiências as quais costumo recorrer para externar o meu pensamento sobre determinados temas. Hoje, atrevo-me a abordar um deles que considero de maior importância e urgência. Refiro-me à reforma partidária/eleitoral, sempre protelada pelos parlamentares, a qual pela relevância já deveria estar na pauta dos trabalhos no Congresso Nacional.

É sabido que a maioria da população não mais tolera conviver com a proliferação de partidos políticos, quase todos eles sem nenhuma ideologia e dirigidos por caciques políticos que deles se apossaram. Custeados com dinheiro público os políticos profissionais têm a campanha eleitoral garantida, sendo quase sempre reeleitos. Essa verdadeira anomalia política partidária é uma das responsáveis pela desilusão da população para com os políticos profissionais em geral. A descrença que somente se agravou com o tempo é prejudicial ao fortalecimento da democracia, daí porque deve ser eliminada. Sinto-me impelido a expor o meu pensamento quanto aos termos básicos da reforma partidária/eleitoral, a ser debatida e aprovada no Congresso em 2021.

Os partidos precisam possuir ideologias definidas e organização exemplar, devendo ser administrados por diretores renováveis a cada 3 anos e ter bem claro as propostas de trabalho, passando a assumir o papel de protagonista principal na nova configuração política partidária nacional. Apenas os eleitores a partir dos 35 anos com profissões definidas, poderiam ser indicados pelo partido para concorrer a qualquer cargo eletivo. Igualmente, a nenhum eleitor seria permitido concorrer ao completar 75 anos de idade. O tempo de mandato para todos os eleitos seria de 6 anos sem possibilidade de reeleição em qualquer cargo eletivo mesmo filiando-se a outro partido, propiciando assim uma constante renovação nos parlamentos.

Com as reformas que eu preconizo deixariam de existir os políticos profissionais e desapareceriam as afrontosas e vergonhosas “verbas extras ou benesses”, as quais todos eles têm direito até o momento. Diminuiria consideravelmente o número de parlamentares em todas as casas de lei, reestruturadas e referenciadas passariam a ser as remunerações dos parlamentares, sendo ainda reduzidas substancialmente as viagens dos políticos, das casas legislativas às suas bases eleitorais. As economias obtidas seriam destinadas à construção de escolas, hospitais, postos de atendimento médico/odontológico, creches, bolsas de estudos aos jovens carentes, praças e parques de lazer etc.

 

Dos Partidos Políticos

Seria livre a criação de partidos políticos estando a continuidade deles condicionada ao atendimento das rigorosas cláusulas de “barreiras” (a serem definidas), avaliada quando da primeira eleição em que o partido concorrer. Os partidos teriam uma estrutura administrativa para preparar os seus filiados – possíveis futuros candidatos -, quanto aos temas de administração pública e leis pertinentes. A direção dos partidos seria feita por uma diretoria nacional e diretorias estaduais com ramificações nos municípios, sendo de 3 anos o mandato dos diretores, não sendo permitida a reeleição deles enquanto não transcorrerem quatro novas gestões. A filiação partidária somente ocorreria mediante a apresentação de um Atestado de Bons Antecedentes e uma Declaração onde a pessoa afirma ter conhecimento da ideologia e das normas do partido.

Os partidos obrigatoriamente instituiriam a Comissão Permanente de Estudos Temáticos, a qual promoveria palestras e seminários, buscando enriquecer o pensamento dos filiados sobre temas de interesse da população. Igualmente, os partidos manteriam um Curso Permanente de Especialização, obrigatório para os filiados, capacitando os futuros candidatos ao desempenho dos mais diversos cargos eletivos. A sustentação financeira dos partidos seria feita por meio dos recursos provenientes do Fundo Partidário definido em lei, distribuído aos mesmos mediante rigorosos critérios, bem ainda com as contribuições bimensais pagas pelos filiados, estas definidas em assembleias gerais, devendo as diretorias prestarem contas, emitindo um balancete financeiro bimensal aos filiados e um Balanço bianual ao Tribunal Regional Eleitoral.

 

Das Normas Eleitorais

As eleições seriam gerais no país a cada seis anos, sempre no primeiro domingo de outubro, ocorrendo a posse dos eleitos no dia 02 de janeiro do ano seguinte ao da eleição. Não mais existiria o coeficiente partidário sendo declarados eleitos os candidatos mais votados. A candidatura a qualquer cargo eletivo estaria condicionada ao atendimento das restrições: quanto às idades já referidas, possuir o diploma do curso de segundo grau, estar há três anos filiado ao partido, ser possuidor do certificado do Curso de Especialização ofertado pelo partido e ainda apresentar o Atestado Negativo de ação judicial tramitando na segunda instância.

Nas eleições majoritárias seria permitida a coligação de até três partidos sendo que, após oficializada no âmbito nacional a coligação seria estendida a estados e municípios. A coligação seria responsabilizada, sob pena de rigorosa punição, pela boa administração pública por todo o período do mandato, excetuando o último ano quando a coligação poderia ser desfeita, possibilitando novas coligações para o próximo pleito. Seria de responsabilidade dos partidos a indicação dos candidatos às câmaras legislativas, concorrendo os mesmos pelos distritos onde se localizam os seus domicílios eleitorais. Igualmente, os partidos indicariam os candidatos aos governos dos estados e municípios, à Presidência da República, à Câmara Federal e ao Senado, sendo este constituído de dois senadores por estado, cada qual com um suplente sem vínculo familiar com o titular.

 

Da Campanha Eleitoral

Definidos os candidatos nas convenções partidárias, a campanha eleitoral teria início estando assegurada a cada coligação um tempo mínimo de propaganda no rádio e na televisão. Os candidatos aos cargos legislativos apresentariam em uma única folha de papel padronizada (frente e verso), um resumo do “curriculum vitae” (frente) e da proposta de trabalho de seu partido/coligação (verso), documento este custeado pelo partido e distribuído criteriosamente para os candidatos, eliminando o maléfico financiamento de campanha. O parlamentar cumpriria integralmente o período do mandato, perdendo-o automaticamente caso decida assumir outro cargo público ou mudar de partido visto o mandato pertencer ao partido.

Não mais seria permitida a candidatura à reeleição do parlamentar nem o lançamento à sua sucessão de parentes até o segundo grau. Concluído o mandato, ele voltaria as suas atividades profissionais de origem devendo continuar colaborando nas múltiplas atividades do partido transmitindo o seu conhecimento e experiências aos mais jovens, podendo ele voltar a pleitear a candidatura a qualquer cargo eletivo, pelo atual ou outro partido a que possa estar filiado, somente depois de decorridas duas legislaturas seguintes.

 

Da Composição do Congresso Nacional

O Senado Federal seria constituído pelos representantes de todos os Estados e o Distrito Federal, sendo assegurado a cada senador em seu gabinete de trabalho o apoio de 5 funcionários públicos, todos do quadro do Senado (concursados). Os senadores e deputados cumpririam a jornada de trabalho no período de segunda feira, a partir das 14 horas, à sexta feira até às 18 horas, sempre em duas semanas seguidas em Brasília atuando na semana posterior em seu estado em contato com os eleitores e o seu partido. A remuneração seria idêntica à do professor com título de mestrado atuando em dedicação exclusiva nas universidades federais. O valor da passagem (ida e volta), dos respectivos estados a Brasília, seria pago pelas casas de lei bem como as despesas inerentes ao custeio de papel, fotocópias, telefone e impressos.

A Câmara Federal seria constituída pelos deputados eleitos pelo voto distrital, representantes do povo de cada estado e do Distrito Federal, estando o número de deputados definido mediante o critério de 1 deputado federal para cada 600.000 habitantes, respeitado o máximo de 40 deputados e o mínimo de 5 deputados. Cada deputado teria em seu gabinete o apoio de 5 funcionários públicos, todos do quadro da Câmara (concursados). Aos deputados e aos senadores seriam pagas 6 diárias por semana em que estiverem em Brasília trabalhando no Congresso, destinadas ao custeio das despesas com hotel, alimentação e transporte na cidade, não mais dispondo os parlamentares de um automóvel e motorista pago pela instituição.

 

Da Composição das Assembleias Legislativas

As Assembleias seriam constituídas de deputados eleitos pelo voto distrital sendo o número deles definido mediante o critério de 1 deputado para cada 300.000 habitantes, respeitado o máximo de 50 deputados e o mínimo de 10 deputados. Cada deputado teria em seu gabinete de trabalho o apoio de 4 funcionários públicos do quadro da Assembleia (concursados). Os deputados cumpririam a jornada de trabalho, sempre em duas semanas seguidas na sede da Assembleia no período de segunda feira, a partir das 14 horas, à sexta feira até às 18 horas, atuando na semana posterior no seu distrito eleitoral em contato com os eleitores.

Os deputados receberiam uma remuneração idêntica ao do professor com título de mestrado, com dedicação exclusiva na universidade estadual do seu estado. Aos deputados seriam pagas 6 diárias a cada semana em que eles estiverem no trabalho na Assembleia, destinadas ao custeio do transporte na cidade, despesas com hotel e alimentação, não mais dispondo os mesmos de um automóvel com motorista pago pela instituição. O valor da passagem (ida e volta), da sua base eleitoral à sede da Assembleia, seria pago pela Casa de Lei bem ainda as despesas de custeio de papel, fotocópias, telefone e impressos.

 

Da Composição das Câmaras Municipais

Nas câmaras municipais o número de vereadores eleitos pelo voto distrital seria definido mediante o critério de 1 vereador para cada 30.000 habitantes, respeitado o máximo de 50 vereadores e o mínimo de 8 vereadores. Cada vereador teria em seu gabinete o apoio de 3 funcionários públicos do quadro da Câmara (concursados), cumprindo na sede de cada município a jornada semanal de trabalho em horário corrido (seis horas) de segunda a sexta feira, recebendo remuneração igual à do professor com título de especialização, em dedicação exclusiva nas escolas públicas estaduais de segundo grau, existentes no município. As despesas com papel, fotocópias, telefone e impressos, seriam pagas pela Câmara.

Nos municípios com até 100.000 habitantes, a jornada semanal seria de apenas dois dias com a remuneração fixada em 40% da normal, aumentando para quatro dias nos municípios entre 100.000 a 200.000 habitantes com a remuneração fixada em 80% da normal, aumentando para cinco dias na semana quando a população superar os 200.000 habitantes, passando a remuneração a ser 100% da normal. Aos vereadores, representantes de distritos municipais muito distantes da sede, as despensas de transporte seriam pagas pela Câmara ficando igualmente assegurado o pagamento de diárias alusivas aos dias de trabalho destinadas à hospedagem, alimentação e transporte na cidade.

 

Das Mesas Diretoras dos Trabalhos

As mesas diretoras dos trabalhos nas casas legislativas em geral, seriam compostas por parlamentares eleitos entre eles imediatamente após a posse, devendo cumprir um mandato de 3 anos não sendo permitida a reeleição de nenhum deles, responsabilizando-se os mesmos pela boa administração das casas de leis.

 

Da Perda do Mandato de Parlamentares

O mandato do parlamentar poderia ser cassado pelo diretório do seu partido no estado ou no município cabendo recurso aos diretórios: nacional e estadual, respectivamente. A comunicação seria feita ao Tribunal Regional Eleitoral, em razão do mau comportamento ético do parlamentar ou descumprimento do programa partidário. Ao final dos mandatos os parlamentares receberiam um Diploma de relevantes serviços prestados.

Concluindo: teríamos 5 anos de trabalhos efetivos e eficientes e 1 ano para arremates nas administrações em curso bem ainda para a formação de novas coligações e definições de novas propostas de governo. A cada legislatura, novos representantes estariam nos parlamentos para o desempenho dos trabalhos.

Todavia, para que estas mudanças se tornem realidade é necessária a ação enérgica e constante dos eleitores junto aos atuais congressistas, exigindo deles a aprovação destas reformas pelo Congresso Nacional.

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Otacílio Borges Canavarros- cidadão brasileiro consciente. Email:otacana@gmail.com

FONTE: https://www.olhardireto.com.br/artigos/exibir.asp?id=12553&artigo=reformas-partidaria-e-eleitoral

Ao longo do século passado, as associações ajudaram a promover a saúde, melhorar as comunidades, promover a diversidade e a desenvolver os negócios. Este ano provou que nem sempre podemos prever quais problemas podem surgir, mas nesta nova edição do ASSOCIATIONS NOW que agora comemora o 100º aniversário da ASAE, destacamos 100 associações que estão à altura do desafio de salvar o mundo.

 

Conteudo em inglês:

https://associationsnow.com/magazine/100-associations/?PostID=18328244&utm_medium=email&utm_source=rasa_io

As pessoas são, por natureza, sociáveis ​​e desejam se associar a outras que tenham interesses e aspirações comuns. Este sentimento de pertencimento e de comunidade é o que impulsiona a motivação de um indivíduo para buscar um “lugar para estar” e porque muitas associações em todo o mundo prosperam.

Do ponto de vista de um executivo de associação, é importante conhecer essas dinâmicas e como elas afetam o quadro de membros da associação. Para crescer e prosperar no ambiente difícil de hoje, uma associação precisa ter um modelo de negócios sólido, que tenha estes três elementos principais: (a) uma proposta de valor única, (b) um modelo de lucro sólido e (c) um eficiente e eficaz modelo de execução.

A proposta de valor exclusivo de uma associação responde à pergunta: “Que razão convincente existe para que as pessoas, empresas ou instituições se associarem e pagarem as quotas ou anuidades, uma fonte primária de receita para uma associação?” No caso da minha organização, a Associação de Instituições de Financiamento do Desenvolvimento na Ásia e no Pacífico (ADFIAP), nossa proposta de valor é destacar que é a única rede regional de bancos de desenvolvimento, respaldada por 40 anos de experiência e expertise, e com uma cobertura de associação em 40 países e territórios. Em detalhes, o ADFIAP fornece à comunidade de bancos de desenvolvimento:

(1) afiliação profissional, status e reconhecimento;

(2) acesso a programas de educação continuada e desenvolvimento profissional não disponíveis em outros lugares;

(3) acesso a ferramentas operacionais práticas, padrões e recursos de conhecimento;

(4) uma plataforma para cooperação empresarial e networking; e

(5) um local para a defesa do desenvolvimento sustentável.

 

O modelo de “lucro” de uma associação pode ser um nome impróprio porque, geralmente, as associações são classificadas como organizações sem fins lucrativos. Talvez, um modelo de “superávit de receita” seja um termo mais apropriado. Mas quer seja denominado lucro, superávit de receita ou qualquer outra coisa, permanece o fato de que, como qualquer outra organização, uma associação deve ter amplos recursos financeiros para continuar prestando serviços a seus membros, bem como ter um fundo de reserva para tempos difíceis.

Nesse sentido, uma associação precisa responder à pergunta: “Como a associação consegue cobrar mais caro por sua oferta de serviços do que o custo que tem para oferecê-la?” Na experiência da ADFIAP, é necessário equilibrar e diversificar as fontes de receita. As taxas anuais de associação são como impostos; levantá-la é sempre uma questão controversa entre os membros. Portanto, a estratégia é ser menos dependente das taxas de associação e buscar outras fontes – em nosso caso, taxas de conferências e seminários, taxas de consultoria, venda de publicações, subsídios e patrocínios.

No modelo de execução, uma associação deve responder à pergunta: “Como a associação fará os sócios em potencial descobrirem que ela existe, o que ela oferece e como convencer estes sócios em potencial a se tornarem clientes?” Ela também tem que lidar com a questão: “Como vai se organizar para atender a demanda de serviços dos clientes de forma eficaz e eficiente?”

No ADFIAP, a marca e a visibilidade são componentes essenciais em seu modelo de execução do seu propósito. Para a marca, ADFIAP trabalha duro para atrair as necessidades emocionais e aspiracionais de seus membros/associados. Para apelo aspiracional, ADFIAP posiciona-se como a principal rede de bancos de desenvolvimento na região da Ásia-Pacífico, para que os membros/associados permaneçam na associação pelo prestígio em fazer parte da mesma. Em termos de apelo emocional, define a associação como uma “comunidade” de banqueiros de desenvolvimento que defendem o financiamento do desenvolvimento sustentável.

A ADFIAP também tenta ser visível em muitos eventos de alto nível internacionalmente, promovendo seu trabalho e defesa dos seus interesses, e se envolvendo com suas redes, como os órgãos das Nações Unidas, o processo APEC e outras organizações de desenvolvimento bilaterais e multilaterais. Estar na lista de convidados dos eventos dessas instituições proporciona à ADFIAP um espaço para ser conhecida e visível.

Ao comunicar seus serviços e os interesses que defende, a ADFIAP emprega muitos canais diferentes: desde apresentações presenciais, artigos publicados e kits de ferramentas, recursos baseados na web e nove microsites além de seu site principal. Fazer o bem é uma coisa; outro aspecto importante é comunicá-lo.

A estrutura da ADFIAP também é enxuta, com oito funcionários efetivos. Ela usa como suporte limite de tempo para respostas, execução de projetos também vinculados a tempo e muita assistência voluntária dos seus membros/associados. Também maximiza os benefícios de parcerias e alianças, bem como mantém sua integridade institucional e credibilidade por meio de boa governança e gestão profissional.

 

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O colaborador da coluna, Octavio “Bobby” Peralta, é simultaneamente secretário-geral da Associação de Instituições de Financiamento do Desenvolvimento na Ásia e no Pacífico (ADFIAP) e presidente do Conselho Filipino de Associações e Executivos de Associações (PCAAE). A missão do PCAAE – a “associação de associações” – é avançar e sustentar o trabalho e as defesas de interesses de associações e outras organizações associadas, definir padrões desta indústria e diretrizes de política para associações e ajudar a profissionalizar ainda mais suas associadas. O PCAAE conta com o apoio da ADFIAP, do Tourism Promotions Board e do Philippine International Convention Center.

Você rastreia receitas e número de associados das associações, mas isso não é suficiente para saber se sua associação está dando certo. Um especialista compartilha ideias sobre o que mais medir.

 

Quais são as melhores maneiras de uma associação medir o sucesso?

 

Desde tempos imemoriais, a resposta comum sempre foi dupla: receita e número de associados. Sem dinheiro, sem missão, conforme a linha segue, e há poucas maneiras melhores de ver rapidamente o quão bem essa missão penetrou em sua indústria do que saber quantas pessoas se associaram (e continuam se associando) para se tornarem parte dela .

 

Mas os números brutos de membros dizem muito – afinal, há um oceano de preocupações que os líderes da associação precisam resolver se quiserem manter os números que possuem, quanto mais expandi-los.

Para esse fim, há um ponto de dados interessante no relatório “Olhando para o Futuro 2016” do Association Laboratory que sinaliza a importância de se aprofundar no que você mede.

 

“A maioria das associações perde oportunidades devido à forma como medem o sucesso e definem estreitamente o valor para o cliente.”

 

O relatório “Olhando para o Futuro”, baseado em uma pesquisa com 293 líderes de associações, a maioria executivos da equipe, em grande parte do mesmo tem uma mensagem constante: as atitudes dos entrevistados sobre a economia, força de trabalho, governo e globalização não mudaram muito nos últimos três anos.

Mas duas mudanças são notáveis:

 

A porcentagem de entrevistados que afirmam que um dos principais fatores que afetam os membros é o gerenciamento da quantidade de informações que eles recebem caiu nos últimos dois anos, de 80% para 55%.

A porcentagem daqueles que citam “mudanças substanciais nas leis ou regulamentos federais” como um fator, está aumentando, de 35% para 44%.

Os autores do estudo sugerem que a próxima eleição presidencial pode estar colocando essa última preocupação em primeiro plano. Mas, independentemente das razões, há uma sugestão de que as associações estão um pouco menos preocupadas com a forma como enviam mensagens aos seus membros e mais com a antecipação de suas preocupações sobre mudanças maiores nas regulamentações, nos costumes do país.

 

É basicamente como deveria ser, embora eu espero que ninguém tome a descoberta como uma licença para sobrecarregar as caixas de entrada dos membros com mensagens. Mas essas varreduras mais profundas do que pode acontecer, ainda podem ser raras. Em uma postagem de blog na semana passada, a consultora e autora Anna Caraveli apontou para uma cultura de complacência entre as associações quando se trata de métricas que olham para o quadro geral, especialmente entre associações que são o único fornecedor de uma credencial ou certificação essencial em seu setor. Se você tem seu mercado protegido, por que olhar além dele?

 

“O que não está sendo medido”, ela escreve, “inclui a) fatores como os níveis de engajamento de seus clientes; b) a relevância de sua organização para os desafios estratégicos dos associados e as soluções necessárias; c) sua capacidade de aprofundar constantemente seu relacionamento com os associados e expandir o valor que eles fornecem a este relacionamento; d) sua capacidade de se adaptar, inovar e reinventar a base de sua proposta de valor. ”

 

E por que essas coisas não estão sendo medidas? Caraveli me diz: “Cada vez que pergunto a uma associação se ela mede fatores não quantitativos, como resultados (conforme percebidos pelos associados), o valor de seus relacionamentos, níveis de engajamento dos associados, etc.”, disseram-me que é muito difícil e eles não sabem como medir.

 

Essa confusão – se não desinteresse – pode levar a oportunidades perdidas. Caraveli cita o exemplo de uma associação que mede o sucesso de uma regional pelo número de participantes em seus eventos. Um mergulho mais profundo nas funções desses participantes e sua receptividade para um maior envolvimento com a associação pode revelar novas oportunidades para a associação. “E se essas pessoas fossem executivos importantes em empresas-alvo que, se cultivadas, pudessem se tornar patrocinadores, membros corporativos, clientes de programas personalizados, campeões e parceiros?” ela diz. “A maioria das associações perderá essas oportunidades por causa da forma como medem o sucesso e definem estreitamente o valor para o cliente.”

 

Caraveli propôs uma série de maneiras pelas quais as associações podem mudar suas métricas para incluir dados tradicionalmente não quantitativos: 1. rastreie não apenas os associados de uma maneira geral, mas aqueles associados que se envolvem em serviços de ponta; 2. não se preocupe apenas com as vendas com um todo, mas vendas para aqueles com quem você pode construir parcerias estratégicas; 3. não ofereça apenas programas, mas o que os membros dizem que ganham com eles.

 

Mas nada disso, diz ela, acontece sem o compromisso da liderança de olhar além dos benchmarks de entregas para associados e, em vez disso, aborda suas preocupações mais amplas sobre o que agregará valor a eles.

 

“Se o seu sucesso for medido pela receita do ano passado e pelo número de associados, e se o desenvolvimento a longo prazo não for sua preocupação,” Caraveli me disse, “você não vai expandir além de seu portfólio de produtos, clientes e recursos atuais, mesmo que o mundo ao seu redor esteja mudando dramaticamente ao seu redor. Esta é a morte certa. Portanto, identificar e medir o valor sempre, especialmente ao longo do tempo é fundamental. ”

 

Reflexão: O que você tem feito, como líder, para medir o valor da sua associação para os membros além da receita e retenção? E como você incentiva sua organização a fazer essa medição?

 

MARK ATHITAKIS

Editor colaborador da Associations Now, escreve sobre organizações sem fins lucrativos, artes e liderança para uma variedade de publicações.

Não há nada como um novo membro. Eles estão animados e, na maioria das vezes, engajados. Eles querem ver o que toda a sua organização tem a oferecer, estão prontos para participar de eventos e animados para se socializar com outras pessoas.

Então, como você pode ajudar esses novos membros em seus primeiros meses energéticos? Bem, quatro pequenas palavras irão percorrer um longo caminho: pacotes de boas-vindas para novos membros.

Entendemos que os pacotes de boas-vindas para novos membros podem gerar muitas perguntas, então, para ajudá-lo, reunimos uma lista de perguntas frequentes sobre os pacotes de boas-vindas para novos membros e, mais importante, algumas respostas para cada um.

 

Por que preciso de um pacote de boas-vindas para novos membros?

Os pacotes de boas-vindas para novos membros são muito úteis. Eles não apenas ajudam seus novos membros a se atualizarem, mas também os fazem se sentirem desejados e relaxados. Claro, os pacotes de boas-vindas para novos membros podem parecer insignificantes para você, mas seus novos membros os verão como um presente. Você não está apenas agradecendo a seus novos membros pelo tempo e dinheiro, mas também está dando a eles as ferramentas necessárias para ter sucesso desde o início.

O que devo colocar em um pacote de boas-vindas para novos membros?

Embora o pacote de boas-vindas de cada organização varie, existem sete itens básicos que você não quer deixar de fora:

  1. Uma carta de boas-vindas, personalizada e assinada se possível. Este toque pessoal realmente fará com que seus novos membros se sintam bem-vindos.
  2. Benefícios da associação, como vantagens, descontos e ofertas. Lembre-se, só porque alguém se juntou à sua organização não significa que ele está familiarizado com todos os recursos que você tem a oferecer.
  3. Um calendário das próximas reuniões e eventos. Quanto mais cedo você entrar nos radares das pessoas, maior será a probabilidade de elas comparecerem.
  4. Panfletos e brindes – e talvez algumas canetas extras. Veja, os novos membros gostam de compartilhar suas experiências com outras pessoas, então torne isso mais fácil para eles incluindo os materiais necessários que podem entregar de forma rápida e fácil a seus amigos.
  5. Uma folha de referência rápida com informações de contato e um “quem é quem” para perguntas que seus novos membros possam ter. Isso pode incluir seus dirigentes, membros do conselho e os atuais líderes do comitê. (Ei, se um novo membro quiser se juntar a um de seus comitês, esta pode ser a oportunidade perfeita!)
  6. Um pequeno cartão com o site da sua associação e talvez um guia rápido para fazer login e usar seu AMS (Association Management System) .

 

E se eu não tiver dinheiro para impressão e envio?

Esta é uma pergunta extremamente válida. Embora os pacotes de boas-vindas para novos membros sejam razoavelmente baratos, algumas associações de funcionários menos qualificados simplesmente não têm dinheiro – ou pelo menos não ainda. Se for esse o caso, não se preocupe. Você ainda pode usar efetivamente os pacotes de boas-vindas para novos membros. Se você não pode pagar pela impressão, tente enviar uma versão eletrônica aos seus membros. Se você pode pagar pela impressão, mas o envio é um pouco questionável, tente levá-los com você para sua próxima reunião ou evento. Dessa forma, você pode se apresentar e receber seus novos membros pessoalmente.

 

Perdi a oportunidade do pacote de boas-vindas para vários de meus novos membros. Ainda posso interagir com eles?

Certamente você pode! Pode exigir um pouco mais de esforço, mas é definitivamente factível. Tente entrar em contato com eles por telefone ou e-mail. Você pode transmitir algumas das mesmas informações e dizer a eles o quanto está animado por tê-los a bordo.

Quando se trata de integrar novos membros, os pacotes de boas-vindas são apenas o começo. Existem várias outras etapas que você deve realizar para garantir que seus novos membros estejam felizes e engajados. Para uma análise completa dessas etapas, confira nosso guia gratuito de integração de novos membros abaixo!

Em sua terceira contribuição para o Boardroom, nosso especialista em tecnologia e comunidade, Marc Mekki, compartilha suas percepções práticas sobre como aproveitar ao máximo os eventos híbridos que estão prestes a se tornar a norma.

 

Quando os eventos presenciais retornarem, o mundo terá mudado. À medida que as associações descobrem os benefícios de escala, velocidade e custo-benefício inerentes aos eventos virtuais, elas vão querer amplificar seus eventos do mundo real com um componente virtual para aumentar a participação e o engajamento, ao mesmo tempo que agrega mais valor aos patrocinadores.

No momento em que este artigo foi escrito, o mundo das associações e convenções sobreviveu com uma dieta constante de ligações do Zoom e conferências virtuais enquanto esperava ansiosamente o retorno aos eventos da vida real.

Claro, eventos virtuais têm a vantagem de escalabilidade, menor custo e velocidade de implantação, mas não podemos esperar que as pessoas adotem uma vida completamente virtual indefinidamente.

Muitos relacionamentos devem ser iniciados e mantidos no mundo real, onde traços profundamente humanos, maneirismos, linguagem corporal e dicas visuais desempenham um papel crucial em nossa avaliação de conexões humanas novas e existentes.

 

É improvável que o mundo de amanhã seja definido por uma sequência interminável de eventos e reuniões virtuais, assim como trabalhar da mesa da cozinha provavelmente não será a norma indefinidamente. O contato e as interações entre humanos são uma necessidade mais forte do que nunca e seu valor terá aumentado significativamente, pois não é mais dado como certo.

 

Uma abordagem totalmente nova para eventos

Mas todos nós perderíamos uma tremenda oportunidade de moldar uma abordagem inteiramente nova para eventos, união humana, aprendizagem e envolvimento da comunidade se simplesmente deixarmos de lado a sabedoria adquirida nos últimos meses ao sermos forçados a adotar novas maneiras de interagir.

Superficialmente, simplesmente transmitir um evento ao vivo e presencial para um segmento de participantes virtuais pode parecer suficiente para se qualificar como um evento híbrido e o desafio parece ser principalmente de natureza técnica; Qual sistema usamos para transmitir? Nós pré-gravamos ou transmitimos ao vivo nossas palestras?

No entanto, a realidade é que você está tentando conectar duas realidades sociais diametralmente opostas sob uma bandeira: a intimidade e a natureza orientada pela linguagem corporal dos eventos da vida real e a realidade separada e dispersa de um público potencialmente global, cada membro provavelmente participando em isolamento.

Com dois grupos distintos de público para agradar e interagir, a questão então é: você projeta seu evento principalmente para o público ao vivo enquanto também envolve os participantes virtuais, ou projeta principalmente para o público virtual global, ao mesmo tempo em que agrega valor ao participantes ao vivo?

Agora e no futuro, uma audiência virtual permite uma escala maior e um menor custo de operação. Propostas atraentes, especialmente se você tiver em mente que os patrocinadores e anunciantes consideram principalmente o seu alcance, ou seja, o tamanho do seu público, como uma referência chave, um tópico que abordei anteriormente.

Claramente, portanto, desincentivar seu público virtual, relegando-o ao mero espectador, não é uma boa ideia. Muitas vezes me pergunto qual a proporção de participantes de eventos virtuais que estão realmente presentes quando conectados em comparação com aqueles que estão apenas fisicamente presentes, mas com a mente em branco, ou simplesmente não estão na frente da tela prestando atenção.

Você precisa ter certeza de que eles se sintam tão envolvidos quanto o seu público na vida real, mas em circunstâncias muito diferentes. O fardo de cumprir e perceber esse envolvimento recai sobre você, o proprietário e planejador do evento.

 

Em um ambiente do mundo real

Por outro lado, existem elementos em todos os eventos que simplesmente funcionam melhor no mundo real e, portanto, são mais bem encenados em um ambiente do mundo real. Só porque algum conteúdo pode ser apresentado em formato virtual, não significa que deva ser.

Pegue os palestrantes principais, por exemplo, um componente central para quase todos os eventos de sucesso. A maioria dos palestrantes profissionais se considera, e é, intérpretes, e tende a se apresentar melhor diante de um público ao vivo.

Na verdade, mesmo visualizadores remotos e digitais de uma palestra tende a responder melhor ao palestrante quando veem que há envolvimento do público ao vivo acontecendo, mesmo quando eles próprios não estão lá.

Se você já assistiu a um show de comédia standup no Netflix ou no Youtube, você vai entender o que quero dizer. A resposta e as risadas do público são gravadas e exibidas junto com a performance em si, porque faz com que o espectador se sinta envolvido. Os produtores poderiam ter simplesmente mostrado uma visão frontal do comediante, mas, em vez disso, você normalmente terá cortes para uma tomada ampla do público, pois eles (presumivelmente) estão rindo e se envolvendo.

Se você já assistiu a um episódio de Friends, Frasier, Seinfeld ou qualquer outro show de comédia, você deve estar familiarizado com a faixa de risos que se sobrepõe ao diálogo, pelo mesmo motivo.

Agora, é claro, não estamos discutindo comédia aqui em si, mas a mecânica psicológica é a mesma. As pessoas anseiam por um senso de comunidade e isso envolve a criação de um ambiente para que isso seja possível, mesmo quando as pessoas estão assistindo isoladas a milhares de quilômetros de distância.

 

Marc Mekki é cofundador da agência de inovação digital Bond: designers e construtores de comunidades e eventos virtuais. Ele pode ser contatado em marc@boardroom.global

Fonte: https://boardroom.global/supercharging-your-events-the-future-is-hybrid/?PostID=18216151&utm_medium=email&utm_source=rasa_io

Apropriação de siglas recai desastrosamente sobre o regime democrático.

Osistema político-eleitoral tem graves deficiências, que evidenciam a necessidade de uma profunda reforma política. No entanto, pode-se ter a impressão de que, com um quadro tão disforme, seria impossível solucionar todos os problemas ou que seria difícil até mesmo definir as deficiências principais. Trata-se, a rigor, de uma falsa dificuldade. Há determinados problemas que geram enormes e reiteradas distorções, e enfrentálos seriamente pode proporcionar, de imediato, um cenário político muito diferente. Um desses problemas, que geram disfuncionalidade em todo o sistema, se encontra no fato de que, no País, partidos têm donos.

Pela lei, os partidos são entidades privadas de caráter associativo, cujos filiados têm iguais direitos e deveres. No entanto, isso é o que está no papel. Na prática, legendas são controladas por poucas pessoas, que não apenas decidem sozinhas os rumos da agremiação – ou seja, ela não funciona internamente como órgão de representação –, como muitas vezes desfrutam de significativos benefícios financeiros advindos dessa relação de domínio com a legenda. Ter um partido político no Brasil pode ser um negócio lucrativo.

Recentemente, o domínio sobre as legendas e, muito especialmente, sobre o dinheiro das legendas por parte de algumas poucas pessoas ficou ainda mais explícito. Segundo revelou o Estado, três partidos comunicaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o destino de parte relevante dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Fundo Eleitoral, será decidido apenas por suas respectivas direções executivas.

Em relação ao Progressistas (PP) e ao Solidariedade (SD), todo o montante recebido do Fundo Eleitoral será decidido por suas respectivas executivas. O PP receberá R$ 140 milhões e o SD, R$ 46 milhões. Em 2020, o PSL receberá R$ 199,4 milhões do Fundo Eleitoral. Desse total, R$ 99,7 milhões terão o seu uso definido pela executiva da legenda.

O sistema é tão disfuncional que o voto de 2018 pela renovação da política, que fez o PSL se tornar a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados – antes era um partido nanico –, contribui agora para que o velho sistema não só permaneça, mas se fortaleça. Basta ver que o presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE), nunca recebeu tanto dinheiro público para dispor como bem entender na campanha.

Se a destinação de dinheiro público para campanha política já é por si só uma indecência – não deveria haver Fundo Partidário e Fundo Eleitoral –, a situação torna-se verdadeiramente dramática quando a decisão sobre o uso desses recursos é restrita a um grupo reduzido de pessoas, muitas delas envolvidas em escândalos. Por exemplo, Paulinho da Força (SP), presidente do SD, que terá R$ 46 milhões para gastar na campanha eleitoral, foi condenado em junho pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 2 meses por crime contra o Sistema Financeiro Nacional, lavagem de dinheiro e associação criminosa, envolvendo recursos do BNDES. A decisão ainda não transitou em julgado.

A apropriação de partidos por algumas pessoas não gera, no entanto, problemas apenas de mau uso de recurso público. Essa deformidade recai desastrosamente sobre o regime democrático. Os caciques controlam as listas de candidatos e, principalmente, quem receberá prioridade no uso dos recursos. Assim, o eleitor é tolhido em seu fundamental direito de voto, uma vez que existe um poderoso filtro prévio sobre o qual não tem controle, na definição das candidaturas. O cidadão não pode votar em quem ele quiser. Votará em quem os caciques deixarem.

A solução não é acabar com os partidos, tampouco mudar a Constituição para liberar candidaturas livres, desvinculadas dos partidos – o que seria um contrassenso, num regime representativo. O problema deve ser atacado em sua raiz, por meio do fortalecimento da dimensão representativa das legendas. Um passo, por exemplo, é a extinção do financiamento público. Outro, que pode ser dado imediatamente, é o exercício consciencioso dos direitos e deveres pelos filiados dos partidos. A democracia se ressente quando eles se deixam manipular por caciques partidários. Partido não tem dono.

Uma das ferramentas mais antigas da administração é sem dúvida a famosa REUNIÃO. Instrumento de grande importância para a coordenação e foco dos assuntos importantes e urgentes, a Reunião é hoje massacrada por uma série de gestores não preparados para fazer com que ela possa render à empresa os benefícios que poderia estar propiciando.

 

As falhas geralmente estão relacionadas da seguinte forma:

1. A empresa não faz reuniões pois seus gestores não gostam do assunto, ou não percebem sua utilidade, ou até mesmo, tem medo de enfrentar os problemas e os assuntos prioritários de forma participativa.

 

2. As reuniões quando acontecem são apenas para apagar fogo, ou são realizadas no estilo da REUNIÃO DE CONDOMÍNIO onde o que prevalece é a truculência, dispersão, vaidade e falta de objetividade.

 

3. Os erros já começam na falta de uma pauta organizada dos assuntos que serão tratados na reunião. A reunião transcorre na base do “vamos que vamos” e na base da “criatividade” dos que não tem nenhuma idéia de priorização e importância dos assuntos.

 

4. Outro ponto importante é a falta de liderança pelo coordenador da reunião que não como evitar dispersões, brincadeiras, piadas, conversas ou mini reuniões paralelas e outras impropriedades. A reunião se torna, portanto, uma verdadeira “feira livre”.

 

5. Igualmente crítico é a falta de constância de propósito ou disciplina, ou seja, as reuniões não tem seguimento lógico e o feed back fica totalmente comprometido. É necessário que se estabeleça um cronograma prévio das reuniões e que o mesmo seja obedecido fielmente.

 

6. Para concluir esta pequena listagem, vem a falta de registros, ou seja, de uma boa e prática ata de reunião que possa servir de instrumento para a cobrança das decisões e encaminhamentos. A Ata de Reunião (veja modelo) é de suma importância para o gestor e para todos os participantes no sentido de dar andamento nas ações acordadas. O modelo que apresentamos é bastante prático e eficaz neste sentido do gerenciamento das prioridades.

 

Enfim, Faça boas reuniões e faça acontecer na sua empresa de forma a ser não apenas “corretivo” mas fundamentalmente “preventivo”.

 

Fonte:https://www.folhavitoria.com.br/economia/blogs/gestaoeresultados/2011/07/25/reunioes-e-resultados/

Fisiológicas e básicas
As mensalidades são nossa principal fonte de receitas
Convivemos com a inadimplência e com o desinteresse dos associados pelo dia a dia da entidade
Como é difícil encontrar líderes que carreguem o piano associativo, contentamo-nos com quem se voluntaria para esta missão
Pegamos à laço os poucos associados que conseguimos alcançar
Nosso portfólio de serviços é acanhado, mas é o melhor que podemos fazer diante do perfil socioeconômico local
Em geral, não temos projetos em andamento, pois demandam tempo, estrutura, dedicação e altos investimentos

Foco prevalente na subsistência

Emblema
“Vendemos o almoço para comprar o jantar”

 

Segurança e patrimoniais
O que temos e o que somos foi composto com grande esforço
Em relação às finanças, não geramos superávit nem prejuízo
Somos ponderados e conservadores em nossas decisões
Melhor ter pessoas que se voluntariam para a composição de chapa a correr o risco de não haver ninguém que se apresente para esta missão
Nosso quadro social é estável, embora pouco participativo
Estimulamos a formação de lideranças, mas quase não há renovação de nosso quadro diretivo
Nosso portfólio de produtos está centrado em serviços tradicionais como o SPC, certificado digital, capacitações, assessorias e locações
Os projetos que tocamos têm grande dependência de parceiros externos e geram resultados medianos para os associados
Nossos principais indicadores de resultado são a manutenção das contas em dia e a estabilidade do nº de associados
Estamos mais apegados ao passado, que centrados no futuro

Foco prevalente na manutenção do status quo

Emblema
“Em time que está empatando, não se mexe”.

 

Sociais e de pertencimento
Valorizamos a presença do associado no dia a dia da ACE. Somos festivos e nos confraternizamos sempre que possível, por meio de happy hours, eventos, missões empresariais, núcleos setoriais e rodadas de negócios
Nosso portfólio tem ênfase no relacionamento entre associados, mas, não necessariamente, gera expressivas receitas para a entidade
Nos esforçamos para ter um quadro social representativo da economia local
Buscamos refletir as necessidades do associado em nossas ações e serviços
Reconhecemos a relevância da formação de redes de cooperação empresarial para o sucesso dos negócios
Projetos nos inspiram, principalmente, se contribuírem para o senso de pertencimento e bem-estar gerados pela causa associativa
Nosso principal indicador de resultado é a participação do associado no dia a dia da
entidade.

Foco prevalente no relacionamento, sem, contudo, estabelecer maior rigor quanto à competitividade empresarial

Emblema
Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco …

 

Existenciais e de estima
Valorizamos a presença da ACE na mídia e o justo reconhecimento público que nos éconferido
Reunimos grande número de associados. Além disso, as maiores empresas locais figuram em nosso quadro social
Somos escolhidos como parceiro preferencial por muitas instituições
Nosso portfolio de serviços gera expressivo superávit para a ACE. Dispomos de sede própria e de razoável patrimônio.
Devido ao sucesso institucional e financeiro que alcançamos, a ocupação de nossos cargos gera disputa, embora algumas lideranças queiram se perpetuar em nossos cargos decisórios
Estamos bem na fita. Somos premiados e aclamados pelo trabalho que fazemos, principalmente por agentes de mídia e parceiros-chave
Nosso principal indicador de resultado é o reconhecimento público das ações
realizadas
Nosso sucesso atual sinaliza para um futuro próspero

Foco prevalente no desempenho da entidade e não no resultado das empresas

Emblema
“Diga-me com quem andas, que eu lhe direi quem és”

 

Auto-realização e de geração de impactos na sociedade
Nosso foco é dirigido ao associado, razão maior de nossa existência. Por isto, nosso principal indicador de sucesso é a competitividade das empresas associadas
Temos forte presença do associado na ACE, pois ele a enxerga como seu porto seguro, sua bússola e seu mapa de navegação
Somos superavitários, autônomos e sensíveis às reais necessidades das empresas associadas e representadas
Adotamos como estratégia de sobrevivência e crescimento, o permanente acolhimento, formação e integração de lideranças
Atraímos novos associados de forma espontânea e ascendente, com alto grau de satisfação e engajamento
Zelamos pelo ambiente de negócios e pelo estímulo à atividade empreendedora local
Nosso principal prêmio é a satisfação do associado e a garantia de que ele atinja alto grau de competitividade
Nossos projetos geram grande percepção de valor acerca do trabalho desempenhado pela entidade na defesa de seus associados e no desenvolvimento econômico local
Nossos principais indicadores de resultado são a criação de ambiente favorável à atividade empreendedora e o alcance dos princípios associativos
Somos sensíveis ao presente, mas é o futuro que nos move

Foco prevalente no associado e em sua competitividade de médio e longo prazos

Emblema
A melhor forma de prever o futuro é cria-lo (Peter Druker)

 

Forward Consultoria – Gilmar Barboza – 2020

 

 

Os cenários do futuro discutido ao vivo pela Escola de Associativismo e iluminando os dias de quarentena

 

Ao vivo e o futuro nos Dias de Quarentena

 

Os dias de quarentena tem nos impostos muitas mudanças e uma delas é o “ao vivo”, em que se fala de tudo, mas que nos oferece, como no evento realizado pela Escola de Associativismo do Espírito Santo, de dar uma olhada no futuro, tentando entender o que ele nos trará e como nos mudará e à sociedade.

As “lives”, como são referidas no resquício do colonialismo cultural, nos proporciona boas opções de aprendizado. No Instagram, no Youtube, no Zoom e em outras plataformas digitais elas viraram quase que padrão e podemos escolher entre as inúmeras ofertas, ouvir especialistas, acompanhar novas tendências, tentar entender como será o amanhã, O e nos divertirmos.

Apesar de ter mais tempo, sou seletivo em relação ao que vejo, e seleciono o que está dentro dos meus interesses. O futuro e o que ele nos trará de transformações é um desses interesses e participei, nessa semana, de um evento muito interessante e com um assunto que, entendo, deve interessar e irá afetar todo mundo.

 

EDUCAÇÃO

Neste evento, três aspectos de como pode ser o futuro foram discutidos. O primeiro deles, envolvendo a educação, objeto de Leonardo Carrareto. Como diria a música, nada será como antes. Olhando à frente, a perspectiva é que a educação será totalmente diferente do que temos hoje, mais centrada no aprendizado individual e no que a própria pessoa está interessada em aprender. A ideia que ficou é que a educação terá de ser inteiramente repensada para o mundo digital.

O que Carrareto deixou bem claro é que não se trata de uma adaptação, mas de mudança, mesmo, começando do zero e estruturando um ensino que estimule o aprendizado e ensine o aluno que aprender é uma atividade diária, não restrita, como hoje, às salas de aula ou aos deveres de casa. O foco muda do professor para o aluno e é deste que deve partir a iniciativa de aprendizado, expandindo seu mundo, seu conhecimento e sua visão.

 

TRABALHO

O segundo ponto foi em relação ao trabalho e como ele pode ser no futuro, tema desenvolvido por Renzo Colnago. Assim como no ensino, o trabalho sofrerá uma profunda transformação e, mais uma vez, será o indivíduo que ficará no foco. O que já começou vai ser ampliado e o importante serão as competências de cada um e a capacidade de entregar suas tarefas e de inovar.

Hoje, com o trabalho remoto, já temos uma mostra de como funciona. Com a disrrupção causada pela pandemia do novo coronavírus, a mudança irá se acelerar e, na visão de Colnago, nos trará uma nova forma de trabalho, muito distante do conceito de emprego como o vemos atualmente. A mudança exigirá que cada um seja o seu próprio empresário e que, a cada dia, como ressaltou Leonardo Carrareto, aprenda e que esse aprendizado seja contínuo.

 

SOCIEDADE

O terceiro ponto foi a tentativa de antecipação de como será a sociedade e o mundo em que vivemos pós coronavírus. A tarefa ficou a cargo de Marcos Santos e ele a realizou muito bem, com uma ótima apresentação estruturada. E começou por desmistificar que a mudança será provocada pela tecnologia. Não. Segundo ele, a tecnologia é uma ferramenta. Quem muda e quem provoca a mudança é a sociedade.

Os indícios de como será adiante, segundo Santos, já estão presentes no isolamento social e no confinamento, com as pessoas tendo de se reinventar. A sociedade como um todo, a partir da Covid 19, passará por uma transformação e é ela que levará à transformação digital, incluindo das empresas. E novamente não se trata de adaptar-se a um novo mundo, mas de se reinventar, usando os meios tecnológicos.

 

MUDANÇA

A soma das três apresentações deixou claro que vamos entrar, devido à pandemia e ao isolamento social, em um período de rápidas mudanças, que já começaram a acontecer e que serão aceleradas, não por iniciativa das empresas, mas por exigência da sociedade e dos consumidores, que passaram a ver produtos e serviços de forma diferente.

O encontro, no meu entender, permitiu que cada um reflita como será o amanhã. Não sabemos, na verdade, como ele será e nem podemos planejá-lo, mas é preciso ficar atento para as mudanças, abraçá-las, aprender com elas, mudar atitudes, comportamentos e, no final, torcer para que a disrrupção do coronavírus nos traga um mundo melhor.

Afinal, como disse o filósofo Heráclito, na vida “nada é permanente, exceto a mudança”.

 

Fonte: https://www.linoresende.jor.br/ao-vivo-e-olhando-o-futuro-nos-dias-de-quarentena/

É mais que hora de a lei ser aplicada, coibindo o abuso do poder religioso. As liberdades política e religiosa não podem ser manipuladas para fins eleitorais.

Ao proferir voto em recurso que discute a cassação de uma vereadora do município de Luziânia (GO), o ministro Edson Fachin, relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propôs que, a partir das próximas eleições, “seja assentada a viabilidade do exame jurídico do abuso de poder de autoridade religiosa em sede de ações de investigação judicial eleitoral”. Atualíssimo, o tema envolve diretamente as liberdades política e religiosa, merecendo discussão criteriosa à luz dos princípios constitucionais e da legislação eleitoral. É preciso proteger tanto o caráter laico do Estado como o pleno exercício dos direitos e garantias fundamentais de todos os cidadãos, professem ou não uma religião.

“O princípio da laicidade estatal supõe a preservação de uma autonomia recíproca entre Estado e igrejas, sem impor a ideia de que religião e política devem excluir-se mutuamente”, disse Edson Fachin. “As visões religiosas habitam a normalidade democrática e incidem, legitimamente, sobre a configuração dos sistemas partidários, tendo em vista que, ao lado das miradas seculares, as concepções religiosas sobre a vida ou o cosmos animam, com especial relevância, o ideário relativo à procura do bem comum”. Por isso, “o próprio regime inerente ao sufrágio assegura, a cada indivíduo, plena autonomia para a seleção dos critérios definidores da opção eleitoral”, afirmou o relator.

Se a liberdade política assegura o direito de cada um votar como bem entender (e pelas razões que quiser, seja qual for sua origem ou motivação), essa mesma liberdade não pode sofrer restrição, seja qual for sua origem ou motivação. “A defesa da liberdade religiosa (…) não pode servir para acobertar práticas que atrofiem a autodeterminação dos indivíduos”, disse o ministro Fachin, lembrando que “a intervenção das associações religiosas nos processos eleitorais deve ser observada com zelo, visto que as igrejas e seus dirigentes possuem um poder com aptidão para enfraquecer a liberdade de voto e debilitar o equilíbrio entre as chances das forças em disputa”.

Em deferência à liberdade religiosa, as igrejas recebem um tratamento diferenciado do poder público. Por exemplo, a Constituição veda a criação de impostos sobre os templos. Não há cabimento, portanto, que igrejas aproveitem seu estatuto diferenciado para fazer proselitismo eleitoral. E, de fato, a Lei 9.504/97 proíbe a veiculação de propaganda eleitoral em templos religiosos.

A proibição de proselitismo eleitoral em templos religiosos é expressão de um princípio fundamental do regime democrático – a igualdade de condições entre os candidatos. O regime jurídico especial das igrejas, que existe em função da liberdade religiosa, não pode ser usado para favorecer candidato político de uma liderança religiosa. Em não poucos casos, são os próprios líderes religiosos que se lançam candidatos, fazendo do púlpito um palanque eleitoral.

Longe de inventar uma nova regra jurídica, a proposta do ministro Fachin alerta para um fato evidente – as lideranças religiosas exercem uma autoridade sobre seus fiéis, o que pode ter consequências sobre a liberdade política. “A imposição de limites às atividades eclesiásticas representa uma medida necessária à proteção da liberdade de voto e da própria legitimidade do processo eleitoral, dada a ascendência incorporada pelos expoentes das igrejas em setores específicos da comunidade. Dita interpretação finca pé na necessidade de impedir que qualquer força política possa coagir moral ou espiritualmente os cidadãos, em ordem a garantir a plena liberdade de consciência dos protagonistas do pleito”, disse o relator. Aos que imaginam tratar-se de ativismo judicial, sugere-se a leitura do Código Eleitoral, que proíbe propaganda eleitoral destinada “a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais”. A mesma lei também estabelece que “a interferência do poder econômico e o desvio ou abuso do poder de autoridade, em desfavor da liberdade do voto, serão coibidos e punidos”.

É mais que hora de a lei ser aplicada integralmente, coibindo o abuso do poder religioso nas eleições. Fundamentais, as liberdades política e religiosa não podem ser manipuladas para fins eleitorais.

Fonte: digital.estadao.com.br

Embora grande parte do mundo esteja consumida com ações para combate à disseminação do coronavírus, as renovações de associado/ patrocínio/ parceria/ apoio/ doacão estão chegando. Os especialistas oferecem conselhos sobre como lidar com avisos, solicitação de renovação, além de serem sensíveis ao ambiente único de hoje.

 

…Dada a difícil situação financeira causada pelos fechamentos relacionados ao coronavírus, as associações estão tentando descobrir a melhor maneira de lidar com as renovações que vencem. Dois consultores ofereceram alguns conselhos, com base no que eles estão vendo em associações em todo o país.

 

“O envio de renovações e a decisão sobre os tipos de comunicação se tornam muito mais estratégicos”, disse Scott Oser, presidente da Scott Oser Associates.

 

Com muitas associações sofrendo, é mais importante do que nunca transmitir aos associados/ parceiros, os benefícios que sua associação está oferecendo, para que eles desejem renovar. “Aponte-os para os serviços de sua associação que são importantes para o que fazem”, disse Oser.

 

David Patt, CAE, presidente da gerência executiva da associação, disse que é importante que os associados/ parceiros sintam que você ainda está lá para eles. “Você precisa manter a lealdade e a confiança das pessoas”, disse Patt. “Você não quer que as pessoas digam “eu realmente não preciso disso”. Você precisa criar uma maneira de fazê-las ainda querer você”.

 

Oser recomenda reforçar a comunicação de noivado. “É para que eles saibam quais são seus serviços, como eles estão se beneficiando com sua associação, qualquer que seja o benefício”, disse ele.

 

Embora Oser incentive o engajamento, ele acha que as renovações devem ser enviadas nos horários habituais, sem extensões ou mudanças, exceto em circunstâncias extremas. “A menos que eles estejam em um setor em que seja terrível e sintam que é fundamental que eles façam algo muito diferente para que o setor ou os associados/ parceiros sobrevivam, eles devem continuar a se comunicar com seus membros sobre a renovação”, disse Oser . “Pelo que vi, as associações que continuam enviando renovações ainda estão recebendo renovações.”

 

Patt adota a perspectiva mais ampla de que muitas indústrias foram atingidas pelo vírus. Ele viu extensões gerais de associação por alguns meses. Se uma associação quiser oferecer ajuda, mas não puder pagar uma extensão geral, ele recomenda permitir que os membros se auto-selecionem. “Você pode dizer algo como:‘ Você pode ter sido ferido financeiramente pela crise atual. Nós também. Se você puder, renove suas dívidas agora. Vamos esperar se você não puder “, disse Patt. “Isso mostra as pessoas que você entende e diz às pessoas que podem pagar, não espere”.

 

Oser disse que viu algumas associações enfatizarem o quão difícil o COVID-19 tem sido nas finanças da associação. Ele não recomenda isso. “Não é sobre a associação”, disse Oser. “Inverta o script, então é sobre os associados/ parceiros. Se você listar nove maneiras pelas quais a associação pode ajudar os associados/ parceiros e a décima for: “Aliás, cada dólar que você nos der para apoiar o setor” está ótimo. Agora não é hora de dizer: “Como associação, precisamos de sua ajuda”. Os associados/ parceiros estão lutando tanto ou mais. ”

 

Patt observou que as associações que renovam todos ao mesmo tempo podem estar enfrentando problemas mais difíceis do que aqueles que renovam de forma contínua. “Se todo mundo chegar até 1º de abril, você estará contando com uma grande fatia da receita”, disse ele. Patt sugeriu que essas associações convertessem associados/ parceiros em uma renovação contínua.

 

Tanto Patt quanto Oser concordam que o tom dos pedidos de renovação deve refletir a situação atual. “O marketing tradicional diz para criar urgência imediata”, disse Oser. “Se você expirar amanhã, eu vou lhe dizer: ‘Estou cortando os benefícios amanhã.’ Eu não recomendaria que as pessoas façam isso agora.”

 

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Rasheeda Childress é editora associada da Associations Now. Ela cobre dinheiro e negócios. Envie um e-mail para ela com idéias de histórias ou dicas de notícias.

 

 

Tornar sua conferência virtual não significa que você deve perder a sua rede de contatos e a interação que ocorrem nos seus eventos presenciais. Algumas idéias para criar um melhor engajamento online.

 

À medida que mais associações convertem suas conferências presenciais em virtuais devido ao COVID-19, muitas pessoas se preocupam com a capacidade de replicar as interações, redes, engajamento, conversas de corredor e que antecedem o início da reunião, que são os motivadores dos eventos presenciais.

 

Em um webcast da ASAE no início desta semana chamado “Dicas e ferramentas para criar e incrível experiência de evento virtual”, os dois apresentadores disseram que é definitivamente possível – você só precisa ser atencioso e criativo.

 

Aqui estão cinco idéias que a diretora de experiência do 360 Live Media Design, Beth Surmont, CMP, CAE e a co-fundadora e CEO virtual da Matchbox Arianna Rehak compartilharam durante o webinar:

 

Prepare seus alto-falantes. “É extremamente difícil se apresentar a ninguém”, disse Surmont. “Muitos palestrantes se alimentam de seu público. Então, a primeira vez que você se apresenta a ninguém, é uma experiência muito estranha e pode expulsar as pessoas. ” Isso significa que as associações precisam conversar com seus apresentadores sobre o que esperar – e também o que eles podem fazer para oferecer a melhor experiência aos participantes. Se eles estiverem em vídeo, isso inclui ter um plano de fundo limpo (“pense em novidades”, ela disse), usar roupas que não sejam perturbadoras e ter iluminação frontal.

 

Prepare seu público também. “É muito importante trazer um nível específico de intenção ao seu evento virtual para ajudar seu público a entender como eles podem ter a melhor experiência”, disse Surmont. Diga a eles como se envolver. “Por exemplo, envie suas perguntas aqui. Levante sua mão dessa maneira – ela disse.

 

Surmont sugeriu pensar em engajamento através de quatro dimensões: física, fisiológica, intelectual e emocional. Para a dimensão física, por exemplo, considere de onde as pessoas estão participando e ofereça dicas de como elas podem criar o melhor ambiente para elas mesmas: “Mantenha sua porta fechada ou coloque uma placa na sua porta para não ser incomodado” Surmont disse.

 

Crie um ambiente virtual propício à conversa. “Embora as sessões de pré-gravação geralmente tenham uma má reputação”, disse Rehak, isso permite que os palestrantes participem ativamente da conversa que está acontecendo enquanto os participantes assistem à sessão. “Os palestrantes adoram isso por sinal”, disse ela. “Eles estão vendo seu conteúdo ganhar vida”.

 

Se você seguir esse caminho, Rehak recomenda que os animadores de bate-papo “criem um ambiente de conversação positivo que indique aos outros que eles podem participar”, disse ela. “Isso pode ser tão simples quanto ser o primeiro a dizer: ‘Ei, estou muito animado por estar aqui e começar.’ Isso definirá o tom certo”.

 

Organize discussões de mesa redonda virtual. “Se você quiser que os participantes mergulhem em um tópico específico, considere as salas de bate-papo por vídeo”, disse Rehak. “É realmente uma maneira das pessoas se conectarem significativamente”.

 

Para que isso aconteça, tenha um facilitador designado em cada sala para que a conversa permaneça focada e faça as pessoas falarem. Se sua associação não puder fornecer vários facilitadores, Rehak sugere fornecer a cada sala uma lista de perguntas norteadoras. “Você quer dar a eles um senso de propósito em relação à interação deles juntos”, disse ela.

 

Ofereça um pouco de diversão entre as sessões. Crie momentos entre as sessões que capturam a atenção das pessoas. Por exemplo, você pode fornecer conteúdo adicional durante os intervalos, como meditação ou um jogo de trivia. Ou, se você tiver prêmios para apresentar, considere reproduzir vídeos curtos dos vencedores. “Realmente, o mundo é sua ostra em termos do que você pode oferecer aos participantes durante esses intervalos”, disse Rehak.

 

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SAMANTHA WHITEHORNE

Samantha Whitehorne é diretora editorial da Associations Now.

 

Talvez a primeira guerra de amplitude verdadeiramente global seja travada agora, por ocasião da pandemia do coronavírus, por atingir indistintamente quase todos os países do mundo e por não estabelecer diferenças entre classes sociais, etnias e territórios.

Os oito princípios do associativismo livre adesão; gestão democrática; participação econômica dos sócios; autonomia; aperfeiçoamento contínuo e investimento em educação; integração entre associados; compromisso com a comunidade; e disseminação do associativismo representam uma alternativa para reorganização da sociedade em um mundo a ser erguido sob a égide do ‘novo normal’.

 

Livre Adesão

Um dos aspectos diferenciais do movimento associativo refere-se ao fato de as pessoas se unirem de forma espontânea em torno de uma agremiação e de interesses comuns. Essa participação voluntária confere a entidades empresariais e comunitárias legitimidade, pois o processo de filiação não se dá de forma compulsória.

O princípio da livre adesão, entre outros fatores de diferenciação, permite aos associados que se unam por afinidades, de modo a tornar mais coesas suas ações em prol do segmento ou causa que representam.

De forma tão frequente quanto possível, os gestores destas organizações devem analisar criticamente se a atuação e estrutura vigentes proporcionam satisfação e percepção de valor por parte significativa do quadro social. Além disso, cabe avaliar quais iniciativas podem ser promovidas para melhorar os níveis de desempenho registrados, perante todos os atores-chave envolvidos em seu processo de desenvolvimento institucional, bem como zelar pela condição de atratividade e acolhimento permanente de novos associados.

 

Gestão democrática

A expressão máxima de igualdade e da prática democrática, em uma entidade associativa, refere-se à paridade existente em relação ao voto do associado, ou seja, cada filiado à organização detém o mesmo poder de influência em suas decisões de caráter majoritário, sem distinção de posição econômica, ramo de atividade, prestígio ou tempo de filiação de quaisquer associados, que integram o quadro social da entidade.

Em geral, o estatuto de entidades associativas assegura que todo filiado possa ser elegível para ocupação de cargos diretivos em seu processo sucessório e inibe restrições que denunciem preconceito ou tendenciosidade em sua estrutura decisória.

Outro aspecto de interesse em uma gestão democrática é o caráter de transitoriedade das lideranças. Ainda que certo grupo de pessoas ou lideranças sejam imprescindíveis para a ascensão da entidade, devem-se estabelecer adequadas condições de formação e ou inserção de novas lideranças que contribuam para o permanente processo de oxigenação da organização associativa.

É essencial que a entidade associativa preste contas a variados públicos de interesse acerca de suas fontes de receitas, despesas e em relação aos aspectos principais de seu funcionamento cotidiano, pois a transparência não é somente um dos pilares do associativismo, mas também da Responsabilidade Social Empresarial (RSE) e dos princípios que regem sociedades livres e modernas.

 

Participação econômica dos sócios

O modelo de livre adesão, numa organização associativa, pressupõe estabelecer mecanismos de custeio e financiamento da entidade por meio de contribuições voluntárias, embora possa haver a prática de mensalidades distintas para diferentes categorias de associados, bem como mecanismos alternativos para geração de receitas.

Associações de vanguarda tendem a trocar a cobrança de mensalidades pela prestação de serviços e pela competência específica de elaborar, gerir projetos e constituir alianças estratégicas. Assim, o tradicional questionamento sobre o porquê de filiar-se à entidade se rende à percepção de valor gerada pelo evidente resultado econômico, financeiro ou social produzido para seus beneficiários.

 

Autonomia

Para que a organização associativa alcance uma posição de independência política e financeira é essencial que algumas posturas sejam adotadas em seu dia a dia, a iniciar-se pela atitude de seus dirigentes que deve ser apartidária, embora não apolítica. Isto significa desfraldar bandeiras e defender causas de interesse de seu quadro social perante agentes públicos e privados, mas com o evidente objeto de promover o bem comum da comunidade ou sociedade em que se insere.

Também há que haver preocupação quanto à criação de mecanismos de financiamento e custeio de suas atividades. Ter receitas próprias significa ser “dono do próprio nariz” e, por conseguinte, ter maior propensão à independência em todas as dimensões de atuação de uma organização social.

O tema representatividade é outro que se vincula à autonomia da entidade associativa.  Mas afinal de contas, o que é conceber uma entidade representativa? Intuitivamente pode-se responder que é possuir um grande número de associados. E isso, por si só, é o suficiente para que seja ostentado o status de representatividade? Esta condição deve ser ampliada à capacidade de o ente associativo ser legítimo porta-voz e articulador dos interesses dos representados.

É desejável, portanto, que reúna em seu quadro social e em sua diretoria, representantes dos mais variados segmentos do recorte territorial em que se situa. Essa atitude tende a ampliar os horizontes de atuação da entidade, bem como seu reconhecimento social, capacidade de mobilização e articulação institucional.

No exercício do apoio à criação do ambiente apropriado ao desenvolvimento  local – e toda entidade de referência deve contribuir para este status – é natural que a entidade assuma um papel de articulação institucional e de controle social dos poderes constituídos por meio, por exemplo, da participação em audiências públicas, da invocação da Lei da Transparência e do acompanhamento de pautas do Executivo e do Legislativo.

 

Aperfeiçoamento contínuo e valorização da educação

De uma forma geral, a importância do associativismo é reconhecida por toda sociedade, mas, infelizmente, a educação para o associativismo não faz parte das grades curriculares de escolas ou universidades e nem das estratégias habituais de capacitação adotadas por entidades associativas. Não por acaso, o Brasil conta com um grande número de organizações associativas, mas com um pequeno contingente de pessoas devidamente preparadas para atuação cotidiana nestas entidades.  Por isto, lideranças associativas precisam assumir relevante papel na preparação de quadros para o associativismo e para a edificação de uma cultura da cooperação a ser disseminada por toda sociedade.

Igual preocupação deve-se ter quanto à profissionalização da gestão da entidade. Apesar da inegável relevância do papel, usualmente, voluntário de dirigentes associativos, é essencial contar com a adequada tecnologia de gestão para o alcance de pleno êxito pela entidade.

A formação e animação de redes constituídas por lideranças empresariais e comunitárias configura-se como outro desafio. Embora se diga que líderes nascem prontos, todo e qualquer indivíduo prescinde de continuado processo de formação e aperfeiçoamento pessoal. Quando esta análise se estende ao funcionamento de redes de cooperação, ações permanentes de educação funcionam como a argamassa que dá coesão a grandes edificações.

 

Interação entre associados

O êxito de uma entidade associativa, no cumprimento de sua missão institucional, pressupõe reunir e organizar os diferentes segmentos que representa, tanto em torno de ações técnicas e de mobilização quanto em relação a ações festivas, de congraçamento, premiação e aprendizagem.

No caso específico de entidades associativas empresariais, tem sido debatida a relevância do tema ‘cooperação para a competitividade’. Isto significa que, quando concorrentes se irmanam para comprar e vender em conjunto; buscar acesso a novas tecnologias, a crédito e à inovação; ratear custos de capacitação e qualificação profissional; compartilhar estruturas logísticas, bem como atuar na formulação e articulação de políticas de interesse setorial, tornam-se mais fortes e, a pressuposta competição predatória, se verte em vantagem competitiva. Raciocínio similar se estende a entidades de cunho comunitário que se organizam para mediar perante agentes públicos e privados o suprimento às suas necessidades.

 

Compromisso com a comunidade

Embora uma entidade associativa atenda prevalentemente aos interesses de seus filiados, uma importante componente de sua práxis diária, em relação ao público externo, é a atuação em prol da comunidade. Este princípio pode ser traduzido pela  implantação de projetos e serviços de interesse público e social.

Algumas entidades associativas apoiam e gerem iniciativas que se vinculam a programas especiais ou mesmo a serviços prestados pela entidade, entre os quais podem ser enumerados: encaminhamento a empregos; controle de estacionamento; gestão de guardas municipais; revitalização de centros comerciais; ações de capacitação e qualificação profissional, além de extenso rol de possibilidades de composição de projetos.

Ações de voluntariado, que, além de atitudes de cunho assistencial, devem se estender ao assessoramento e aconselhamento a empresas e cidadãos, contribuem para a valorização das competências do quadro de constituintes da organização associativa e para a construção de relevantes laços comunitários.

Na esfera das ações promocionais, podem ser realizadas palestras e eventos esporádicos relativos a temas de variada natureza como saúde preventiva, economia doméstica, comércio justo, empreendedorismo, nova economia, sustentabilidade e meio ambiente entre outros temas de interesse comunitário e empresarial. Os profissionais e cidadãos que integram o quadro social da entidade, em ação coordenada com outras instituições e personalidades locais, podem se mobilizar para a organização dessas iniciativas.

Também é habitual a realização de ações beneficentes relativas à arrecadação de alimentos, brinquedos, materiais escolares e agasalhos para pessoas carentes e a promoção de campanhas de donativos, por ocasião da incidência de catástrofes naturais como enchentes, secas prolongadas e epidemias.

 

Disseminação da cultura da cooperação

Uma das estratégias a serem adotadas pela entidade na promoção do associativismo, é a realização de eventos específicos atinentes ao fortalecimento da cultura da cooperação dirigidos a seu quadro social e à comunidade.

A inserção de conteúdos programáticos curriculares nas redes de ensino púbica e privada representa uma dos elementos de reconhecimento deste tema para a construção de relações sociais saudáveis e de territórios prósperos. Concursos, gincanas, prêmios e eventos tendem a reiterar o interesse e o quórum qualificado nestas iniciativas, com a ressalva de que, preferencialmente, venham a ser incorporadas a estratégias permanentes de enraizamento do associativismo na localidade de intervenção da entidade associativa.

O investimento em novas gerações de empreendedores e empresários pode ganhar consistência mediante implementação de ações que envolvam, por exemplo, grupos familiares de associados e de colaboradores da entidade, com faixa etária compreendida entre 12 e 18 anos e, eventualmente, de jovens empreendedores da comunidade para a troca de experiências, promoção de missões associativas, realização de estudos de caso e para o aprofundamento de discussões e interesses relativos à atividade empreendedora (associativismo jovem).  Um outro aspecto relevante dessa iniciativa, é a formação de novas lideranças empresariais e de empreendedores sociais, de modo a assegurar a ampliação e continuidade da cultura associativa da entidade.

Proporcionar a crianças, adolescentes e jovens exercícios de experimentação sobre o tema associativismo representa semear em solo fértil e contar de antemão com farta colheita.

Uma contradição à disseminação da cultura associativa é a quase que inexistência de eventos ou ações integrados entre várias entidades, de cunho associativo, para promoção dos temas cultura da cooperação e do associativismo. No melhor estilo ‘estica e puxa’ parece haver pouco capital social e percepção da importância de se fazerem ações consorciadas que enalteçam a relevância da cooperação para o desenvolvimento sustentável. Uma boa provocação para as mais de 70 mil organizações associativas em atividade no país.

O atual momento torna evidente a necessidade de estas instituições liderarem o processo de reorganização social e econômica em suas comunidades. A melhor forma de enfrentamento a qualquer tormenta, seja ela qual for, é dispor de cidadãos e instituições autônomos, profissionalizados e imbuídos de um sentimento de coletividade e visão de futuro.

MICHAEL HICKEY / 4 DE MARÇO DE 2020   ASSOCIATION NOW

Encontre novas maneiras de alcançar membros em potencial. Além disso: Estabeleça uma cultura de associação que promova a comunidade e a colaboração.

O aumento de associados é uma prioridade para a maioria das associações. E embora atrair novos membros seja um desafio, há várias maneiras de melhorar seu jogo de recrutamento, escreve Callie Walker, da MemberClicks.

Isso ajuda a otimizar sua presença nas mídias sociais. Seus feeds devem estar ativos e incluir uma descrição da sua organização, informações de contato e links importantes.

“Pense em um possível cliente que termina na sua página do Facebook antes de visitar o site da sua organização. Você está apresentando sua organização da maneira que gostaria? Eles podem acessar todas as informações de que precisam (principalmente para participar) naquele momento? ” Walker escreve.

Seus membros existentes também podem ajudar em seus esforços de recrutamento. “Você sabe quem conhece melhor as outras pessoas no setor da sua organização? Seus membros! Walker diz. “Eles trabalham com eles dia após dia; eles são amigos deles. ” Crie um programa de indicação de membros que incentive os membros atuais a atrair novas pessoas.

3 de março de 2020     ASAE/ASSOCIATION NOW
Por: Arundati Dandapani

 

As associações precisam de uma estratégia de associação para recrutamento, retenção e engajamento. Esteja você atualizando sua estratégia ou criando uma nova a partir do zero, sete perguntas podem ajudar você a se concentrar no crescimento da associação.

 

É difícil sobreviver como uma associação em qualquer cenário econômico – bom ou ruim. Mesmo em uma economia robusta, as associações enfrentam muitos desafios, e é por isso que é importante ter uma estratégia de associação que guie o crescimento.

 

Globalmente, as associações operam em um ambiente de constante mudança social, instabilidade e fragmentação. Portanto, quando chegar a hora de reexaminar sua estratégia de associação, você precisará analisar as forças perturbadoras que podem estar afetando seus membros. Aqui estão sete perguntas críticas a serem feitas durante o desenvolvimento de uma estratégia de associação de longo prazo para garantir que você possa continuar atendendo às necessidades dos membros.

 

“Qual é a sua “história de valor?” – Os associados geralmente são unidos por um interesse, profissão ou setor, e ainda assim as associações têm muitos tipos diferentes de membros que se identificam com grupos de profissionais, demográficos, geográficos ou geracionais. As associações inteligentes não apenas se concentram no valor que a associação oferece – a “proposta de valor” – mas também conversam com os segmentos dos membros de maneiras únicas e pessoais.

 

“Como você está juntando os associados constituintes em suas jornadas aspiracionais e encontrando-os onde eles estão na vida?” – As associações estão preparadas para o sucesso se comunicarem “histórias de valor” que falam da solução individualizada de problemas e inovação em escala.

 

“Você está ajudando a próxima geração de associados ?” – Você está dando aos jovens membros um caminho para empregos, networking, prêmios e reconhecimento e oportunidades de liderança? As associações precisam estabelecer o relacionamento correto com instituições acadêmicas e parceiros da comunidade para apoiar o progresso de novos e diversos profissionais. Os líderes da associação devem incluir e capacitar a próxima geração de membros.

 

As associações estão preparadas para o sucesso se comunicarem “histórias de valor” que falem em solução de problemas e inovação.

A tecnologia é intuitiva e fácil de usar? Muitas associações possuem sistemas de tecnologia volumosos que prejudicam a experiência dos membros. Reflita sobre questões como: Estamos usando a tecnologia de maneira eficaz para resolver os problemas dos membros? O que estamos fazendo para acompanhar as tendências tecnológicas? E que parcerias estamos construindo para alavancar a inovação tecnológica? Conteúdo interativo, aprimoramentos virtuais, plugins ou discussões e registros de eventos em plataformas sociais e de pagamento amigáveis ​​e seguras são algumas maneiras de garantir a confiança dos membros.

 

“Estamos fazendo o suficiente para promover a colaboração?” – As associações que estão firmemente construindo coalizões e parcerias também sabem como compartilhar e reunir recursos de maneira eficaz, economizando tempo e dinheiro para os membros. Em 2020, considere se outras organizações e a mídia podem ajudar seus membros a ter sucesso. Nesse caso, explore maneiras de formar alianças em vez de trabalhar no vácuo ou contra a concorrência.

 

“Você está criando relacionamentos reais e duradouros?” – O idioma que falamos molda a narrativa da associação e pode determinar se um membro fica ou não. Libere suas comunicações de arremessos de vendas, entenda o que importa para os membros que participam de eventos presenciais e encontre novos caminhos para envolver os membros no diálogo face a face. Essas etapas adicionarão variedade aos compromissos dos membros e permitirão que você aja de maneiras mais humanas, ajudando a consolidar a lealdade, a confiança e os relacionamentos duradouros.

 

“Você é centrado nos membros?” – Os líderes visionários da associação continuam focados na criação de novo valor para os membros – benefícios e serviços alinhados às necessidades dos membros. Uma associação disciplinada centrada em membros pode achar que precisa abandonar produtos, programas ou serviços que não funcionam há anos e seus líderes envolverão os membros em conversas para criar melhores resultados.

 

“Estamos presos a estruturas não compatíveis? – Os líderes da associação devem ser ágeis e preparados para o futuro. Isso inclui estar disposto a assumir uma quantidade saudável de riscos, a fim de desenvolver soluções inovadoras para problemas comuns dos membros. Por exemplo, a tentação de ser uma marca “sincera” versus uma “empolgante” pode estar em desacordo com as motivações de uma associação que está sedenta de mudanças. Sempre se envolva nos métodos de pesquisa apropriados para entender o que está motivando as necessidades dos membros e o que permitirá que as associações criem sistemas de apoio que ajudem seus membros a prosperar.

Por Celso Cruz (Brocoió)

Associativismo

É mesmo o associativismo
A arma da competência
Pra se fugir da leniência
E se buscar resultados.
A soma dos predicados
Dão ao todo outro montante
Ainda assim não é bastante
Há que pensar no coletivo
Dá as mãos, ser proativo
Pra que o sonho siga avante.

Assuma vista a camisa
Motive-se, motivando
É sua equipe jogando
E só torcer já não basta.
Seja um entusiasta
Da causa associativista
Seja um idealista
Tenha comprometimento
E viva cada momento
Vibre com cada conquista

Não faça apenas o necessário
Faça o que for possível
E o que parece impossível
Vai logo ser alcançado.
Mantenha-se motivado
E tenha as metas alcançadas
Vencerás as empreitadas
Com garra, com galhardia
Viver com sabedoria
É caminhar de mãos dadas.

Hilary Marsh, presidente e estrategista-chefe da consultoria americana Content Company

Fonte: Boardroom The best resource for associations

 

Transcrição parcial do artigo

 

…O conteúdo é como nosso trabalho se manifesta no mundo…

… As associações podem decidir criá-lo em vários formatos: texto (artigos, postagens de blog ou páginas da web), infográficos, vídeos, documentos projetados (PDFs), gráficos etc. Mas, independentemente do formato, tudo é conteúdo…

… os associados nem sempre sabem sobre todo o bom trabalho que sua associação cria para eles – e eles podem questionar os benefícios que estão obtendo por serem membros da sua organização.

Mas não tem que ser assim. Se você tratar seu conteúdo estrategicamente, é mais provável que os associados:

Usem os programas que você cria para eles

Apoiem seus esforços para moldar uma legislação positiva do setor

Inscrevam-se nos cursos

Façam download de pesquisas publicadas

Participem de conferências, eventos promovidos

E os associados que participam do que você oferece terão opiniões mais favoráveis ​​da sua organização e provavelmente renovarão sua filiação à associação e recomendarão sua associação aos colegas do setor.

 

…O que é estratégia de conteúdo?

Estratégia de conteúdo é a prática do planejamento para a criação, publicação, entrega e controle de conteúdo útil, utilizável e eficaz. Útil significa que o conteúdo é apresentado e sua relevância é alta e clara. Utilizável significa que o conteúdo é fácil de encontrar e agir. Efetivo significa que o conteúdo tem um público-alvo claramente articulado e metas mensuráveis ​​explícitas, que você faz a medição para determinar se o conteúdo alcançou seus objetivos e que toma decisões sobre como publicar conteúdo semelhante com base nesses resultados

O objetivo da estratégia de conteúdo é obter o conteúdo certo para a pessoa certa no momento certo para a ação certa. Isso requer uma parceria entre PMEs e pessoas com experiência em criação, publicação e promoção de conteúdo.

 

Por que estratégia de conteúdo?

As organizações inteligentes alinham seu conteúdo com seus objetivos estratégicos. Isso significa várias coisas, conforme listado em Estratégias de conteúdo da associação para um mundo em mudança, um relatório publicado pela Fundação ASAE em 2019:

 

Cada parte do conteúdo que produz tem um objetivo explícito e mensurável, vinculado a um resultado específico do programa que trata o conteúdo e um público claramente articulado.

O conteúdo é criado de uma maneira – terminologia, nível de legibilidade, formato, duração, tempo, etc. – que ressoa com o público.

 

A estratégia de conteúdo é uma das principais maneiras pelas quais as associações podem garantir que o conteúdo de seu trabalho seja publicado de uma maneira que ressoe com o público e, portanto, tenha maior chance de sucesso.

Gilmar Barboza é especialista em desenvolvimento associativo, setorial e territorial. É autor metodológico de publicações sobre cultura associativa e da cooperação. Coordenou no ano de 2010, o Mapeamento Nacional de Entidades de Representação Empresarial executado pela Forward Consultoria e chancelado pelo Sebrae Nacional.

 

Quando o assunto é cultura associativa, o brasileiro é, usualmente, taxado de desconfiado e arredio,. Há a postura tradicional de se passar procurações em branco para que entidades empresariais e de trabalhadores atuem na defesa de interesses, que deveriam ser eminentemente coletivos e edificados sobre a égide da protagonismo.

 

Países como a Inglaterra , Alemanha, Dinamarca e Estados Unido têm pouco mais de algumas dúzias de sindicatos patronais organizados . Isto significa que seus pleitos e conquistas têm mais eco sobre as autoridades constituídas e mais credibilidade sobre os segmentos de onde procedem seus representados.

 

No Brasil,  o nº de sindicatos patronais extrapola 4.000 entidades formalmente, constituídas, sobretudo, em torno da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Confederação Nacional do Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Confederação Nacional do Comércio (CNC).

 

Há segmentos econômicos como o de hotelaria e de alimentação que chegam a receber cinco, seis e até sete diferentes guias de cobrança de contribuições sindicais, eximidas de obrigatoriedade em 2017, e que impuseram forte golpe a entidades sanguessuga. Cabe, neste caso, a menção honrosa de que a carapuça não se encaixa em qualquer cocoruto. Há organizações reconhecidas pela atuação irrepreensível de seus filiados e associados.

 

Além da legião de mais de quatro milhares de sindicatos patronais, uma outra imensa horda de entidades de representação empresarial se vincula aos sistemas de livre adesão, cujos entes de maior expressão são a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas CNDL Organizações setoriais como a Abit, Abrasel e Abad, engrossam este caldo adiposo, embora o sistema de livre adesão prime pela contribuição espontânea de seus associados e por uma atuação, em geral, mais meritória que os sistemas patronais tradicionais.

 

Em 2010, universo superior a 8 mil cooperativas, originárias dos mais variados segmentos econômicos, exibiam sua pujança. Atualmente, este número declinou para pouco mais 6,7 mil. Encolhimento provocado pela tendência a uniões e fusões, que deveriam inspirar outros sistemas desidratados pelo tempo e pelo pouco apetite à inovação.

 

No total, algo ao redor de 18 mil entidades de representação empresarial se perfilam e digladiam pelo mesmo universo de empresas na órbita de mais 10 milhões de empreendimentos ativos, carentes de açúcar e de afeto, que navegam as águas caudalosas da economia brasileira.

 

Tanto sistemas sindicais quanto associações de livre adesão exibem, em seu DNA, filiadas que exercem papel incisivo em ganhos de produtividade, acesso a mercados e à inovação, e na melhoria do ambiente de negócios em seus territórios de intervenção, o que não significa dizer que, na arena associativa, o joio tenha se rendido ao trigo.

 

Segundo dados decorrentes do Mapeamento Nacional de Entidades de Representação Empresarial, realizado em 2010, pelo Sebrae, apenas 5% do total de 18 mil entidades identificadas exerce com excelência seu papel de defesa das empresas representadas.

Ações de representação e, principalmente, de ganhos sistêmicos de competitividade – que são a fórmula mais racional para se assegurar empregabilidade a quem trabalha e lucratividade a quem produz – se enamoram de interesses corporativistas. A babel associativo-sindical peca por não ser poliglota nem cultura da cooperação e tampouco em competitividade. É  por estas e outras que, nesta aldeia chamada Brasil, se diz haver muito cacique e muito índio.

02 de dezembro de 2019 | Por Callie Walker |

Ao redigir e-mails ou atualizar cópias no site de associação, o objetivo – nove em cada dez – é fazer com que seus membros ajam. Talvez você queira que eles se inscrevam em um evento. Ou para renovar a filiação à sua associação. Ou para servir em um comitê da associação. Seja o que for, a chave para fazê-los agir é incluir um CHAMADO À AÇÃO convincente (CTA em inglês – Call To Action).

O que fortalece um CTA? Abaixo estão algumas dicas a serem lembradas ao elaborar o seu:
1. Mantenha-o curto e simples Quando se trata de CTAs, CHAMADOS DE AÇÃO, menos é definitivamente mais. Você quer que fique claro o que deseja que o leitor faça. Você também deseja que o CTA seja digitalizável. (A maioria das pessoas verifica as páginas e e-mails do site, afinal.) Quanto menor o seu CTA, mais compreensível será o processo de digitalização. Mas você também precisa…
2. Fazer o CTA – CHAMADO DE AÇÃO sobressair

Por falar que seus CTAs podem ser digitalizados, é crucial que o seu se destaque – seja em um email ou em seu site. Para destacar seu CTA, tente colocá-lo em uma cor diferente, tornando-o maior / mais ousado e / ou circundando-o com espaço em
branco. Você quer todos os olhos nesse CTA … e rapidamente também!

3. Mencione o benefício (O verdadeiro apelo)
Às vezes, associações e empresas simplesmente declaram o que querem que o leitor
faça. “Inscreva-se hoje!” “Registre-se agora!” “Obtenha o relatório grátis!”
E certamente não há nada de errado nisso. De tempos em tempos, para manter as coisas novas e com uma ação rápida, tente incluir o benefício real no CTA. Por exemplo, o download do relatório fornecerá informações que acabarão economizando tempo no trabalho? Nesse caso, um CTA atraente pode ser: Economize tempo com essas informações do setor!”

4. Alterne as palavras dos seus CTAs que tenham o mesmo objetivo
Você provavelmente tem CTAs espalhados por todo o site da associação E em quase todos os emails que você envia … e isso é normal! Mas para impedir que seus CTAs fiquem obsoletos (em outras palavras, menos emocionantes e menos atraentes), tente
alternar sua verborragia de tempos em tempos. Por exemplo, ao tentar contratar alguém para ingressar na sua associação, você pode alternar entre “Associe-se hoje” “Torne-se membro”, “Cresça conosco”; e “Participe da nossa associação”
No mínimo, ao mudar sua abordagem, você aumenta a probabilidade de que pelo menos uma de suas mensagens ressoe nos leitores.

5. Repita
Já advertimos, quando se trata do tamanho do CTA, menos é mais. (Quanto mais curto, melhor.) Mas quando se trata da frequência do CTA, mais é mais. (Repetir é uma coisa boa, especialmente quando você muda a verbosidade de seus CTAs.) Portanto, ao enviar seus e-mails de lembrete de renovação, não basta ter um botão “Renovar aqui” na parte inferior. Tenha um link na parte superior (dentro da sua cópia). E um botão na parte inferior. Você nunca sabe em que ponto, ao ver e ler sua mensagem, alguém será obrigado a agir, portanto, dê a eles oportunidades ao longo do caminho.

Classificação: ASSOCIATIVISMO NA POLÍTICA PARTIDÁRIA

Ricardo Ferraço Senador pelo Espírito Santo 2011 a 2019

O fortalecimento das instituições brasileiras passa, necessariamente, por uma ampla reforma dos partidos políticos, uma associação especial, muito importante nos países democráticos. Usualmente tidos como “feudos”, nos quais os “coronéis” fazem o que bem entendem, os partidos, na verdade, carregam consigo a nobre missão de representar as pessoas na política. Vedar a atuação de partidos é vedar a democracia. Ocorre que os variados escândalos que marcaram a vida política do país nos últimos anos, com a revelação de desvios bilionários de recursos públicos, colocou em xeque o sistema partidário brasileiro. Como se faz em toda empresa em crise, é necessário puxar o freio de arrumação e se adequar aos novos tempos. Determinadas práticas já não são mais aceitas e a sociedade exige tratamento firme e sério à questão partidária. Muitos movimentos políticos chegam trazendo fôlego novo e contribuindo para a oxigenação do debate. Mas é preciso mais e é alentador a abertura de espaço para este debate na Escola de Associativismo. As reformas necessárias devem alcançar a espinha dorsal do sistema.

Não podemos permitir que os partidos tenham donos, gerentes, coronéis, ou pior ainda: que os atos praticados pelos dirigentes partidários sejam imunes a punições. O partido deve, sim, ser responsabilizado pelos atos de seus dirigentes, não obstante, é claro, a responsabilização do próprio infrator. Se queremos uma política ética, precisamos que as estruturas partidárias funcionem de modo adequado e moral. E, mais uma vez, podemos coletar exemplos da iniciativa privada; os mecanismos de compliance, por exemplo, servem perfeitamente aos partidos políticos. No mundo empresarial, compliance funciona como ferramenta de gestão que envolve o desenvolvimento de processos de controle e mitigação de riscos para evitar práticas ilícitas ou antiéticas que possam causar prejuízo à imagem corporativa. Se o compliance confere credibilidade às empresas e as ajuda a controlar e repreender maus atos de seus dirigentes, assim também deve suceder com os partidos. Aplicar às legendas normas sobre responsabilidade objetiva, compliance e estimular a adoção de códigos internos de conduta e programa de auditoria é apenas um passo para a moralização e resgate dessas instituições. Além da adoção de compliance por partidos políticos, propus no Senado outras importantes iniciativas, como o fim das coligações em eleições proporcionais e a implementação de cláusula de desempenho. Com tais medidas, rompe-se a lógica de criação de legendas apenas para receber recursos públicos. Agora, os partidos políticos terão de fazer como faz todo empreendedor: “correr atrás do seu”, no caso, do voto. Só assim será possível garantir a manutenção da legenda. A agremiação que não obtiver votos suficientes, fica sem acesso ao fundo partidário.

Essas propostas, apesar de já aprovadas no Congresso, podem e devem ser intensificadas. Na votação na Câmara dos Deputados os textos acabaram por ser relativamente “desidratados”, fazendo com que seu efeito não tenha sido tão intenso. A luta da sociedade pela afirmação da ética na política e na Administração Pública vive um momento histórico, sem retorno. Por outro lado, as sucessivas denúncias de irregularidades contra ocupantes de cargos públicos de grande destaque conduzem à descrença nas instituições e na democracia. Os partidos, como qualquer associação, devem ter normas que busquem a sua própria saúde e proteção. As medidas que contribuem com a modernização e moralização do nosso sistema partidário são mais simples do que se imagina. Para transformá-las em realidade, basta vontade política e mobilização social. Eu, como entusiasta da integridade das instituições e do associativismo de qualidade, busco sempre fazer a minha parte defendendo, onde vou, essas importantes mudanças. É muito importante que as pessoas que compartilham dessa visão também levantem sua voz e façam coro a essa causa. A grande maioria dos temas tratados pela Escola de Associativismo nos seus cursos, são de grande importância para o fortalecimento também destas associações que são vitais para a geração de bem estar para toda a sociedade: os partidos políticos.

Os funcionários da associação são geralmente aqueles que definem a proposta de valor. Mas, sua proposição de valor é o que os membros acreditam, não o que sua associação diz.

Aqui estão quatro etapas para definir uma proposta de valor melhor.

# 1: Conheça o seu prospecto (e membro).

Faça sua pesquisa de mercado. Não confie nos resultados da pesquisa de alguns anos atrás. Tudo está mudando muito rápido para isso. Analise os dados no seu AMS e outros sistemas . Realize novas pesquisas e entrevistas com membros e não membros.

Lembre-se, nem todas as perspectivas de adesão são iguais . Eles têm diferentes níveis de envolvimento com você e diferentes tipos de empregos, tamanhos de negócios, estágios de carreira, etc. Eles valorizarão os diferentes benefícios da associação.

# 2: mude seu ponto de vista.

É fácil confiar em suposições e na sabedoria convencional sobre o tipo de benefícios que atrairão os membros. Mas essa é uma perspectiva de dentro para fora, em vez do que deveria ser, fora de dentro.

Você acredita que ser membro é um grande valor, porque você entende perfeitamente o que está oferecendo. Mas a perspectiva sabe pouco ou nada sobre suas ofertas. Eles não podem fazer as mesmas conexões que você.

Comece a olhar para a adesão da perspectiva deles. Descubra por que isso é importante para eles. Como a associação pode mudar seu desempenho no trabalho, suas relações profissionais, sua carreira e seus negócios?

# 3: Pense sobre o impacto.

Quando você começar a ver a associação do ponto de vista do cliente em potencial, poderá imaginar melhor os resultados que ele pode oferecer. Estamos passando agora de “recursos vs. benefícios” para “recursos x resultados”.

Analise os recursos e benefícios da associação e, em seguida, inclua cada um na fase de impacto ou resultados. Quais resultados um membro obtém do benefício X? Qual o impacto que o benefício X faz no trabalho, na carreira, nos negócios e na vida de um membro?

# 4: vender benefícios emocionais em primeiro lugar.

As emoções influenciam as decisões de compra muito mais do que gostaríamos de admitir. Pense nisso quando você escreve sobre benefícios. Os benefícios usam a linguagem das emoções – o que poderia acontecer com você, o que você sentirá e experimentará. Os recursos usam a linguagem da lógica – o que é, ponto final.

Um benefício especialmente relevante e emocional da associação é a conexão e a pertença. Fale sobre como se tornar parte de uma comunidade onde as pessoas “consigam” você e seu trabalho, onde você pode encontrar apoio, conselhos, inspiração e respostas. Inspire a perspectiva de pensar em uma comunidade onde todos saibam seu nome ou onde possam criar um nome para si mesmos.

As emoções negativas geralmente têm ainda mais poder do que as positivas, mas com cuidado aqui. Alude ao medo de perder, não progredir, tornar-se obsoleto, perder a vantagem ou perder negócios para um concorrente.

Coloque sua nova proposição de valor de associação em ação

Mais algumas dicas antes de começar…

Use a segmentação em seu marketing de afiliação para que você possa adaptar sua proposta de valor a diferentes grupos em seu público-alvo.

“Você” é a palavra mais persuasiva em copywriting. Torne seu recurso pessoal e relevante usando “você” livremente. Seja conversacional, não institucional.

Adicione depoimentos de membros “como eles”. Testemunhos irão turbinar seu marketing.

Uma proposta de valor muito atraente não é apenas para os prospects. Você tem que continuar vendendo seus membros atuais sobre o valor de sua associação também.

Uma vez que você tem dados extensivos sobre os membros atuais em seu AMS e outros sistemas integrados, você deve ser capaz de criar uma proposição de valor muito atraente e relevante que os convença a aprofundar seu engajamento e renovar sua afiliação. Descubra como o MemberSuite ajuda as associações a entender melhor e envolver tanto os membros quanto os possíveis clientes .

12/08/2019 Member Suite

Quão convincente é a proposta de valor da sua associação? Se você acha que poderia usar alguma ajuda, você não está sozinho.

Quando a Marketing General Inc. (MGI) pesquisou associações para o seu Relatório de Benchmarking de Marketing de Associação de 2019 , apenas 11% disseram que sua proposta de valor é “muito convincente”. E o resto?

  • Convincente – 38%
  • Um pouco convincente – 41%
  • Não é muito atraente – 9%
  • Não é nada convincente – 1%

Um pouco mais de associações se enquadram nas categorias “um tanto atrativas” ou menos do que nas categorias “atraentes” ou “muito convincentes” – isso é preocupante.

O MGI vê uma correlação entre a proposição de valor e a integridade da associação. As associações que relataram aumentos no aumento de sócios, novos sócios e retenção são “significativamente mais propensas a relatar que sua proposta de valor é muito convincente ou convincente”.

Você também pode ver o impacto de uma proposição de valor fraco em outros dados da pesquisa. As associações podem escolher três razões pelas quais os membros não renovam. A razão número 1 (41%) é a falta de engajamento, mas as outras principais razões estão relacionadas ao valor da associação.

  • Não foi possível justificar os custos de associação com um ROI significativo – 27%
  • Falta de valor – 25%
  • Empregador não vai pagar ou parar de pagar dívidas – 21%
  • Muito caro – 17%

As palavras “ROI” e “value” estão ausentes das duas últimas razões, mas elas não estão relacionadas ao valor também?

Recursos vs. Benefícios

Mesmo que você tenha uma proposta de valor atraente, não é tão fácil demonstrá-la. Os participantes da pesquisa da MGI disseram que seu maior desafio interno no aumento de associados é a dificuldade de comunicar valores e benefícios. Muitas dessas associações lutam com sua proposta de valor porque estão cometendo um dos erros mais comuns no marketing de associação – concentrando-se nos recursos, não nos benefícios, da adesão.

Um recurso é uma declaração sobre o produto ou serviço que você está promovendo. O problema é que, quando você promove recursos, você força o cliente potencial a descobrir por que eles desejam o recurso. Os recursos não atraem clientes em potencial e não atraem membros para se inscreverem para um programa, serem voluntários ou renovarem.

Mas os benefícios fazem. Um benefício responde à pergunta: “O que há para mim?” Um benefício enfoca os resultados e o impacto que um recurso causará. Aqui estão dois exemplos de recursos e benefícios típicos da associação.

Funcionalidade: Aproveite as oportunidades de networking com seus colegas.

Benefício: Aprofundar as relações comerciais existentes e fazer novos contatos regularmente. Ao participar de eventos e reuniões ou participar de discussões on-line, você criará laços duradouros com outros membros que têm os mesmos interesses profissionais e preocupações comerciais que você.

Matéria: Participe de programas educacionais de ponta.

Benefício: desenvolva as habilidades que o ajudarão a melhorar seu desempenho no trabalho, avançar em sua carreira e torná-lo ainda mais valioso para o seu negócio e empregador.

Associations Now
Sophia Conforti 13/08/2019

Quando a nova tecnologia e o constante ciclo de notícias empurram sua associação para fora dos holofotes, você precisa encontrar uma maneira de se adaptar. Também: uma noite de lenda na reunião anual da ASAE. Em meio a mudanças nos tempos e no fluxo constante de novas tecnologias, permanecer relevante não é tarefa fácil. Para manter o valor para os membros, as organizações precisam adotar novas plataformas e inovações. “Se você pensar nisso como o ‘desconhecido’ e se concentrar no potencial para a interrupção, então, sim, a ideia de tecnologia em constante mudança será assustadora”, diz
Colleen Bottorff no blog MemberClicks . “Mas, em vez disso, tente pensar nisso como uma oportunidade . Para melhor servir seus membros, para conduzir sua missão, facilitar a vida profissional em sua equipe. Que novas portas são abertas para realizar essas coisas, com uma nova plataforma de mídia social ou tecnologia? ” A segunda chave para se manter relevante: entrar nas mensagens da sua associação. “Fortalecendo sua mensagem, você nem precisará se esforçar muito para provar sua relevância, porque estará constantemente comunicando-a, levando-a ao subconsciente do seu público”, diz Bottorff. Concentre-se no elemento humano da missão da sua organização para conduzir a conexão e coloque-a no contexto do que está acontecendo no mundo, para que você seja sempre parte da conversa.

José Cláudio Rocha

O Direito não é uma pura teoria, mas uma força viva, todos os direitos da humanidade foram conseguidos na luta. O direito é um trabalho incessante, não somente dos poderes públicos, mas da nação inteira (IHERING, 2009).

LEIA NA ÍNTEGRA AQUI!

 

 

POR TIM EBNER – 30/04/2019 – ASSOCIATION NOW

Seus membros criam uma cultura que os líderes e a equipe devem entender e agir. Um executivo da associação, falando por experiência, explica como as nuances da cultura de afiliação impulsionam o envolvimento dos membros e o envolvimento voluntário. Beth Brooks, CAE, passou muito tempo conhecendo seus membros. Por quase 30 anos, ela liderou muitas associações diferentes – desde a Associação de Executivos da Sociedade do Texas até a Associação Nacional de Mulheres em Construção até sua posição atual como diretora executiva do Texas College of Emergency Physicians (TCEP). Em cada organização, os membros se engajaram de maneira diferente. “Eu trabalhei em uma associação com membros independentes e em outra organização com membros muito envolvidos ansiosos para assumir novos papéis”, diz Brooks.

O envolvimento dos membros nasce da cultura de associação de uma organização, argumenta ela. “O que me vem à mente quando penso em [cultura de membros] é tradição”, diz Brooks. “O que é essa associação como tradicionalmente? Eles fazem coisas como sempre fizeram? Eles têm um grande número de membros experientes em quem se apoiam? Ou eles estão dispostos a tentar algo novo? Brooks tem apenas seis meses de seu cargo atual na TCEP, mas já reconhece várias nuances de uma cultura de associação moldada pela profissão que a associação serve. “O que é tão interessante para mim é que meus médicos gostam de aprender, e eles valorizam conhecer as respostas”, diz ela. “Esse impulso para aprender e se sobressair é uma faceta importante de sua experiência e, portanto, precisamos apresentar a eles oportunidades para fazer exatamente isso.”Muitos membros do TCEP querem se voluntariar em papéis de lobby face a face durante a sessão legislativa do Texas. “Sempre colocamos o médico na frente”, diz Brooks. “Eles são os especialistas. Eles são o porta-voz ”. Em uma associação comercial, os membros podem se submeter ao diretor executivo como a“ face da organização ”, acrescenta ela. Outro elemento importante da cultura de membros da TCEP é o tempo – especificamente, a quantidade limitada de que os membros têm para se voluntariar ou se envolver de outras maneiras com a organização. “Nossos membros trabalham no momento e, assim, quando lhes damos prazos, precisamos entender suas outras prioridades”, diz Brooks. “Aprendi a não me estressar, porque sei que eles farão o trabalho e farão bem.” Ela observa que os médicos de pronto-socorro tendem a ter uma mentalidade de triagem que também se aplicam ao voluntariado, priorizando o trabalho e as obrigações voluntárias para cumprir prazos críticos. “Não importa se eles têm três meses para escrever um artigo”, diz Brooks. “Eles farão isso, garantido – não há necessidade de lembrá-los – e eles farão isso melhor do que ninguém, mas ele será enviado para você normalmente no dia em que for devido.” Conhecer a cultura de afiliação de sua associação e como os seus membros estão mais propensos a se envolver pode ajudá-lo a refinar seus pontos de contato de comunicação, acrescenta Brooks. Ela se comunica com os membros da TCEP da forma mais direta possível, percebendo que os médicos estão, em muitos aspectos, ocupados com “membros de cinco minutos ”.

“Quando eu enviar e-mail, seja uma pergunta genérica ou uma pergunta específica, vou colocar na linha de assunto: ‘ação necessária’, juntamente com um prazo e data”, diz ela. “Talvez seja um voto de membro ou um pedido de comitê. Estou à vontade falando de maneira direta com os membros ”. Esse tom pode não funcionar tão bem em outra associação com membros cuja profissão não envolve o mesmo senso de urgência, e é por isso que entender sua cultura de afiliação é tão importante. E esse entendimento só pode vir dos próprios membros. “Sempre que estiver com um membro, reserve um tempo para ouvir. E pergunte a eles o que tem em mente. Quais são as suas preocupações? E como podemos, como a associação, ajudar? ”, Diz Brooks. “Obter esse feedback vai falar com o que eles mais valorizam como uma comunidade”.

Local: Federação das Indústria do Estado do ES – 11/04/2019
ENTREGAMOS O ESTATUTO DO SINDICATO REVISADO E O CÓDIGO DE ÉTICA DA INSTITUIÇÃO IMPLANTADO, BEM COMO A AGENDA SINDICAL ESTRUTURADA COM AS AÇÕES DEFINIDAS PARA SEREM EXECUTADAS VISANDO ALCANÇARMOS AS METAS E OBJETIVOS DEFINIDOS PARA OS PRÓXIMOS ANOS. ESTAMOS DEIXANDO DOIS PROGRAMAS IMPORTANTES PRONTOS PARA SEREM EXECUTADOS. O PLANO DE COMUNICAÇÃO E O PROGRAMA PLÁSTICO NA INDUSTRIA 4.0. ACREDITAMOS QUE A IMPLEMENTAÇÃO DESSES DOIS PROGRAMAS SERÃO FUNDAMENTAIS E ESTRATÉGICOS PARA CONTINUARMOS TRANSMITINDO AOS NOSSOS ASSOCIADOS OS VALORES E A IMPORTÂNCIA DE FAZEREM PARTE DE UMA ASSOCIAÇÃO REPRESENTATIVA NA DEFESA DOS SEUS INTERESSES, E AUXILIANDO AS INDUSTRIAS DO SETOR NO DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS QUE IRÃO PROPORCIONAR PRÁTICAS DE INOVAÇÃO, AUMENTO DE PRODUTIVIDADE E MELHORIA DA COMPETITIVADE DAS NOSSAS EMPRESAS, RESPECTIVAMENTE. VALE A PENA FRISAR QUE TODO ESSE TRABALHO VEM SENDO CONSTRUIDO A VÁRIAS MÃOS E COM IMPESSOALIDADE. NÃO É UM PROJETO DE UMA OU OUTRA GESTÃO E SIM DE UM SETOR E TODOS OS SEUS STAKEHOLDERS. MUITO AINDA HÁ PARA SE FAZER, COMO
SEMPRE NOS PROVOCA O NOSSO PRESIDENTE DA FINDES, E ISSO É FATO. AS DEMANDAS NÃO PARAM, AS MUDANÇAS AVANÇAM NUMA RAPIDEZ EXTRAORDINÁRIA E O NÍVEL DE EXIGÊNCIA PELA EXCELÊNCIA NAS ENTREGAS SÃO CADA VEZ MAIS FORTES. HÁ MUITO SE FALA NA NECESSIDADE DE REVISÃO E RENOVAÇÃO DAS ESTRUTURAS SINDICAIS. NÃO HÁ SOLUÇÕES MÁGICAS. MUDAR AS LEIS NÃO MUDA AS IDEIAS. A REVITALIZAÇÃO REQUER ESTRATÉGIAS E NÃO APENAS TÁTICAS:
– REPENSAR OS PROPÓSITOS E OBJETIVOS DA REPRESENTAÇÃO
– ENTENDER OS GRUPOS DE INTERESSE REPRESENTADOS

– REVER AS FORMAS DE AÇÃO E A NATUREZA DOS SEUS PROCESSOS DEMOCRÁTICOS INTERNOS
– REDESENHAR A REPRESENTAÇÃO EM BASES INOVADORAS
– ABRAÇAR OS INTERESSES DE UM PÚBLICO MAIS AMPLO E DESENVOLVER PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO EFICIENTES SÃO FUNDAMENTAIS.
A INOVAÇÃO ESTRATÉGICA TRAZ À TONA QUESTÕES POLÍTICAS DIFÍCEIS, POIS MUDANÇAS ESTRUTURAIS AMEAÇAM AS RELAÇÕES INTERNAS DE PODER. RICHARD HAYMAN E REBECCA GRUMBRELL, DUAS AUTORIDADES EM ESTUDOS SOBRE SINDICALISMO NO MUNDO, DISSERAM: “TEMPOS DIFÍCEIS PODEM ESTIMULAR UM NOVO PENSAMENTO, TRAZENDO NOVAS OPORTUNIDADES. O DESAFIO É REVER PROPÓSITOS E PRIORIDADES E CRIAR MANEIRAS INOVADORAS PARA ATINGI-LOS. ISTO PODE ENVOLVER ESCOLHAS DIFÍCEIS: NEM TODOS OS OBJETIVOS PODEM SER IGUALMENTE PRIORIZADOS, PRINCIPALMENTE QUANDO OS RECURSOS ESTÃO MAIS ESCASSOS.” POR FIM QUERO AGRADECER A TODA DIRETORIA QUE FEZ PARTE DESSA GESTÃO, AOS ASSOCIADOS QUE ACREDITARAM E APOIARAM O NOSSO TRABALHO, …PROCUREI A TODO TEMPO ORIENTAR A MINHA ATUAÇÃO COM BASE NOS PRINCÍPIOS E VALORES QUE VALIDAMOS, PAUTADOS NO COMPROMETIMENTO, FOCO EM RESULTADOS, INOVAÇÃO, QUALIFICAÇÃO E TRANSPARÊNCIA – COM A VERDADE ACIMA DE TUDO.

As estratégias de eventos da velha escola desativam os participantes mais jovens, mas as reuniões personalizadas e focadas em digital capturam sua atenção. Além disso, faça com que os membros se envolvam mais com seus recursos educacionais. Os eventos legados precisam do apoio de novas gerações, mas captar a atenção deles é um desafio quando os métodos tradicionais de marketing e as agendas de eventos não são mais eficazes. O que a geração do milênio realmente quer é mais integração digital e ser incluída em todos os aspectos de uma reunião, diz Jason Dorsey, presidente do Centro de Cinética Geracional, em
entrevista ao BizBash. “A melhor maneira de alcançar a geração do milênio é criar a base para um grande evento antes do evento acontecer”, diz ele. “Isso inclui vídeos, colaborações nos bastidores e aumentar a empolgação do evento antes que ele aconteça… Os Millennials querem que o evento seja adaptado a eles, quando possível, e que ofereçam opções para encontrar conteúdo e faixas que atendam ao evento. suas necessidades específicas.”
A Gen Z, por sua vez, valoriza o treinamento sobre como aproveitar ao máximo os eventos, como usar a tecnologia para conectar pessoas e recursos em eventos e a interação que gera novas conexões, já que provavelmente conhecem menos pessoas no evento do que outras gerações. Dorsey diz. O que isso significa para as reuniões: Conferências no estilo de palestra com oradores descomprometidos e apresentações em PowerPoint desativam o público mais jovem, então encontre atividades para mantê-los engajados e valorizados.

Planning my long-term stay in Germany I started to read a lot about the country, as well as about daily life of citizens, their habits, etc.

Clique aqui para conferir!

Especial para o Arizona Daily Star – 21 de janeiro de 2019  Bill Nordbrock

Há uma variedade de grupos e associações que você pode participar. Estes incluem câmaras de comércio, associações comerciais, organizações de serviços e grupos de redes. Quando negócios e oportunidades vêm diretamente de qualquer grupo, isso é bom. Isso é verdade independentemente do objetivo do grupo. Considere uma organização baseada em serviços como o Rotary International ou Toastmasters. Os membros não estão lá para gerar negócios. Se os negócios são gerados entre os membros como um benefício auxiliar, isso ajuda o grupo de várias maneiras. Quando os membros recebem um retorno do tempo que investem, isso permite que eles permaneçam mais envolvidos na organização por um longo período de tempo. Grupos que geram retorno do investimento também atrairão novos membros. Mesmo os melhores grupos de redes profissionais poderiam melhorar muito o retorno do investimento de seus membros. Fui convidado para facilitar um seminário para os membros de um grupo de referência em Tucson na semana passada. Começamos examinando o que estava funcionando e o que não estava. Nós pegamos todas as melhores práticas e as tornamos melhores. Em seguida, identificamos os maus hábitos do grupo e os eliminamos. Durante o resto da reunião, apresentei idéias destinadas a alavancar o poder irrestrito do
grupo. Isso incluiu a construção de parcerias estratégicas, apresentações estratégicas, reuniões individuais eficazes, aumento da fidelidade do grupo, marketing cooperativo, boletins da comunidade, crescimento de membros estratégicos e muito mais. Em seguida, discutimos o uso da dinâmica de grupo para coisas como análises on-line e marketing de mídia social.
Mesmo que esse grupo seja um dos grupos de referência de maior produção, eles ainda tinham muitas coisas para melhorar. Os membros sentiram que poderiam mais do que duplicar o retorno do investimento, uma vez que implementaram esses novos conceitos. Pense nos grupos aos quais você pertence. Você gostaria de um retorno melhor no tempo que investe?

Em  “Associações Empresariais para o Século XXI”,  o Centro de Empresas Privadas Internacionais (CIPE), com sede em Washington, descreve associações como grupos de melhoria voluntária de negócios, profissionais e comunitários que combinam seu poder sinérgico trabalhando juntos para resolver problemas mútuos. . Muitas vezes, em parceria com o governo, as associações têm desenvolvido programas e incentivado políticas públicas que ajudam a expandir as bases econômicas. “Se não fosse pelas organizações empresariais e profissionais, outras instituições sociais enfrentariam encargos adicionais em áreas como desenvolvimento econômico, padrões de desempenho e segurança de produtos, educação continuada, informação pública, ética profissional, pesquisa geoeconômica, estatísticas do setor, serviço comunitário e informação do consumidor ”, observou a publicação. As associações, portanto, são comunidades de instituições ou indivíduos com ideias afins que se unem para compartilhar um propósito e uma visão comuns. Como organizações estruturadas, as associações também, assim como suas contrapartes corporativas, precisam ser estratégicas e sustentáveis. Aqui está a estrutura e a justificativa de “CENTELHA” que minha organização, a Associação de Instituições de Financiamento do Desenvolvimento na Ásia e no Pacífico (ADFIAP) usou para enunciar sua direção e esforços para seu novo plano estratégico quinquenal:

  • Sustentabilidade das filiações de novos associados – A associação grande, progressista e ativa, bem como as experiências positivas dos seus membros através de ofertas de programas e atividade significativa da associação, são essenciais para o seu sucesso e sustentabilidade. Como tal, ter uma associação robusta, com serviços relevantes de seus membros, deve ser o principal objetivo da associação. Simplificando, se não houver serviços, não há membros e, se não houver membros, não há associação para falar.
  • Promover a defesa clara de interesses – Um compromisso focado e credível para a defesa de interesses específicos, bem como engajamento ativo da associação com instituições que tenham o mesmo proposito e também respeitadas instituições numa defesa de interesses declarada, são elementos cruciais para levar a associação a um papel de liderança. A associação, portanto, tem que se engajar, moldar e adiantar posições políticas e de defesa de interesses que afetem sua indústria ou profissão e, ao mesmo tempo, melhorar a capacidade do associado de fazer o mesmo.
  • Avançado desenvolvimento de recursos humanos – os esforços de profissionais, qualificados e multi-disciplinares de recursos humanos, provocada pelos programas de educação e certificação contínuas oferecidos pelas associações são um componente vital da eficiência organizacional de seus membros e crescimento a longo prazo. Uma associação deve, portanto, promover o desenvolvimento de seus membros estabelecendo padrões, credenciais e competências essenciais; melhorar suas habilidades e proeminência; e orientá-los a recrutar e reter indivíduos talentosos e comprometidos na profissão.
  • Relembrando recursos – A associação financeiramente saudável e parceira-amigável, será capaz de reunir o valor e a força desses recursos para o benefício de seus membros, bem como contribuir para o bem público. Um dos principais esforços de uma associação é inovar e ampliar seu conjunto disponível de recursos humanos, financeiros e de relacionamento para apoiar as necessidades operacionais da associação e de seus membros para realizar a missão prevista na sua constituição.
  • Mantendo alianças – A ligação entre os membros, afiliados e parceiros na mesma comunidade comprometida com uma causa e visão comum é a moeda de uma associação. Manter e revigorar esses relacionamentos tornará a associação ainda melhor e mais forte a longo prazo.

Por Octavio Peralta – 28 de dezembro de 2018 – BusinessMirror


A resolução de um novo ano é uma tradição que uma pessoa faz para mudar um traço ou comportamento indesejado, para atingir um objetivo pessoal ou para melhorar sua vida. Acredito que os líderes e membros da associação também precisam preparar algum tipo de resolução para o ano. Aqui estão 12 resoluções para líderes e membros da associação:


Para os líderes da associação:

  • Planeje o ano à frente. Elabore um calendário de atividades – programas de treinamento, reuniões, eventos de networking, emissão de publicações, outros – para que seus membros também possam agendar seu horário.
  • Definir metas. Determine os desafios prementes que você está enfrentando – por exemplo, participação da diretoria, pagamento de quotas, recrutamento e engajamento e geração de receita – priorize- os e forneça soluções.
  • Crie novas ofertas. Os membros aspiram a novos serviços, seja um seminário ou uma publicação cobrindo novos tópicos, um programa de fidelidade ou recompensas, ou qualquer coisa que eles precisem e sejam relevantes para o seu trabalho.
  • Adoptar tecnologias atuais. Não importa o quão simples – um aplicativo para dispositivos móveis, uma sessão de aprendizado on-line, uma apresentação em vídeo – os membros se sentirão atualizados e agradecidos por sua associação estar adotando novas ferramentas para usar.
  • Comunique-se mais com os membros. Um telefonema, uma mensagem de texto, um e-mail e, mais importante, uma reunião cara a cara, ajudam a construir o rapport e a camaradagem. Um aniversário ou uma saudação de ocasião especial em qualquer modo de entrega irá percorrer um longo caminho com seus membros.
  • Ouça seus membros. É sempre uma boa maneira de ouvir o que os membros dizem. Realize uma pesquisa de feedback de serviço, um estudo de necessidades de treinamento ou defina uma “caixa de ideias”. No final, os membros sabem melhor o que querem.

Para membros da associação:

  • Estar envolvido. Uma associação é uma comunidade onde indivíduos com a mesma opinião se encontram, cumprimentam, aprendem, compartilham e celebram juntos. Enriquece o seu voluntariado e a mentalidade cívica como ser social e como cidadão
  • Expanda sua rede. Seja para trabalho ou estudos, ajuda a pertencer a um grupo com a mesma paixão, causa ou defesa. Você nunca sabe quando precisará de assistência, leads ou contatos para melhorar o
    que estiver fazendo.
  • Aprenda mais em seu campo. Associações oferecem oportunidades únicas de educação continuada não disponíveis em outros lugares. Aprender com os praticantes é sempre uma opção melhor.
  • “Micro-voluntário” ”o seu tempo e experiência. Não há necessidade de sair de casa para contribuir para sua associação. Você pode escrever um artigo, chamar membros para participar de reuniões e outras pequenas coisas.
  • Torne-se um embaixador. Você pode dizer coisas boas sobre o trabalho e a defesa de sua associação nas mídias sociais, reuniões face a face e reuniões amistosas.
  • Dar um tempo. Junte-se às conferências fora da cidade da sua associação, acampamentos de treinamento ou atividades de teambuilding, que são calmantes e ótimos impulsionadores de energia.

O colaborador, Octavio “Bobby” Peralta, é fundador e CEO do Conselho Filipino de Associações e Executivos de Associação (PCAAE) e presidente do Federação Ásia-Pacífico de Organizações Associativas (Apfao). O objetivo da PCAAE – a “associação de associações” – é promover a profissão de gestão de associações e tornar as associações bem administradas e sustentáveis.

Tim Ebner é editor sênior da Associations Now.

Um novo relatório diz que muitas associações têm um “problema de passividade” com os associados. Se isso descreve sua organização, considere como você pode redirecionar suas ofertas de produtos e serviços para atrair as necessidades de seus associados desinteressados. Eu vou ser sincero com você. Eu sou um membro passivo. Às vezes, eu tenho sido um “membro apenas no nome” que paga dívidas, mas se sente desvinculado das organizações a que pertenço. Eu posso ter ocasionalmente participado de uma reunião anual ou comprado um produto ou serviço, mas meu noivado era fraco na melhor das hipóteses. Acontece que não estou sozinho. Um novo relatório, The American Engagement Index [PDF], publicado este mês pela MCI e pela FairControl, revela que muitos membros e clientes não membros têm um envolvimento fraco ou muito fraco com sua associação. Os pesquisadores analisaram as respostas da pesquisa de mais de 3.800 membros e clientes de 10 associações americanas participantes e geraram uma pontuação geral da AEI de 75 de 150, o que o relatório caracteriza como sinalização de engajamento “limítrofe”. Os pesquisadores desenvolveram uma “tipologia de engajamento” baseada na força da relação de um membro com a associação, na sua pontuação de promotor de rede e no número de produtos ou serviços adquiridos ao longo de um período de 18 meses. Eles descobriram que:

– 19% dos entrevistados eram passivos: prospectos ou membros apenas no
nome.

– 22% por cento eram “abertos”: membros que têm uma participação
limitada na associação.

– 24% por cento estavam “ativos”: membros que compraram e usaram um
único produto ou serviço.

– 22% por cento eram “leais”: membros que interagiam repetidamente com a
associação e compravam regularmente produtos e serviços.

– 14% eram “multiplicadores”: membros que promoviam a associação a
outros e traziam novos membros.

A pesquisa é uma continuação do estudo de 2016 do Global Engagement Index da MCI . Como o relatório deste ano afirmou, “há mais [membros passivos] nos EUA do que globalmente, e eles estão erodindo a força do relacionamento de uma associação. Eles podem ser encontrados em todo o membro e na base de clientes. A pressão está ligada para que as associações resolvam o problema da passividade ao longo da vida dos associados ”. Aqui estão três maneiras pelas quais as associações podem começar a refocar os membros passivos:
Conecte produtos às necessidades dos membros passivos.
No estudo, maior força de relacionamento e engajamento se correlacionou fortemente com o maior uso do produto. As associações que buscam engajar membros mais passivos devem fazer um inventário de seus produtos e serviços e considerar a desativação de produtos ineficazes .
“Você pode ter produtos na prateleira e, em alguns casos, uma prateleira muito profunda, mas se esses produtos não ressoam com as necessidades específicas desse membro ou cliente não-membro, isso é um empecilho para o desenvolvimento de relacionamentos e retenção de membros” diz Peter Turner, consultor sênior de estratégia de desenvolvimento global da MCI. “É como entrar em uma Best Buy e entrar com centenas de aparelhos, computadores, televisões e telefones e não ver o produto que fala com você. O que você faz? Você fica frustrado, vira e sai da loja. ”
Concentre-se na personalização.

Ao considerar o que pode ser removido do seu portfólio, não seja precipitado: não assuma que um produto ou serviço é ineficaz simplesmente porque não é usado com frequência, diz Turner. O problema pode estar em como você comunica e segmenta a oferta para seus públicos específicos. “Pense em adotar uma abordagem muito mais personalizada ao seu marketing”, diz ele. “As pessoas encontrarão mais se começarem a ser granulares e implementarem um programa de automação de marketing, onde o conteúdo pode ser personalizado de acordo com as necessidades do indivíduo”.

Reconheça que as necessidades mudam.

Não é incomum que membros de longa data se desliguem com o tempo. O estudo da AEI constatou que o engajamento dos membros erode desde uma pontuação de 82 nos primeiros dois anos de filiação até uma pontuação de 73 após 11 anos ou mais. “Certifique-se de que existem tipos suficientes de produtos em cada estágio de desenvolvimento profissional, para que os indivíduos tenham as opções certas na frente deles”, diz Turner. Colocar seus produtos na perspectiva da jornada de um membro pode ajudá-lo a direcionar a mensagem e manter o envolvimento passando pelas fases intermediárias e finais da carreira de seus membros. Turner diz que se trata de fazer algumas perguntas simples: como podemos nos conectar com os membros menos envolvidos, e como podemos excitá-los para que a experiência pareça nova e fresca?

De Frank M. Waechter | 26 de março de 2018 | Gestão de Associações |

Por que é importante definir liderança para associações modernas? Na sociedade de hoje, as associações desempenham um papel essencial, pois possuem o poder combinado necessário para lidar com questões que importam para as comunidades com as quais estão envolvidas. As organizações prestam muita atenção aos programas e operações, mas a importância do capital humano não pode ser minimizada. Isto é particularmente verdadeiro quando se trata de liderança, que determinará em grande parte a direção da organização, a coesão interna e, finalmente, impulsioná-la no tempo e as mudanças que a acompanham. Neste artigo, examinaremos as principais características que definem a liderança em associações, organizações sem fins lucrativos e profissionais, bem como sugestões sobre como criar o ambiente certo para o desenvolvimento profissional contínuo e as melhores práticas para uma liderança multigeracional eficaz.

LIDERANÇA NO MUNDO DA ASSOCIAÇÃO
A primeira coisa que precisamos determinar para definir as características da liderança eficaz é se a liderança em associações difere da liderança corporativa. Um estudo baseado em entrevistas realizado nos Estados Unidos revelou que, embora existam algumas diferenças em como a liderança é percebida e implementada em associações versus organizações corporativas, as semelhanças são muito mais marcantes do que as diferenças. Em ambos os setores, houve uma mudança de estilos de liderança gerencial para visionária e, eventualmente, estratégica. Os traços de líderes eficazes são semelhantes em todas as áreas, pois incluem características como a capacidade de ouvir, motivar, inspirar e liderar pelo exemplo, além de uma firme crença nos valores, imagem e missão da organização em questão. Em organizações corporativas e não corporativas, a satisfação no trabalho e um ambiente de trabalho estimulante são frequentemente citados como prova de boa liderança, o que significa que os líderes devem prestar muita atenção aos sistemas e à estrutura hierárquica de sua associação. Nas organizações modernas, os processos de tomada de decisão são distribuídos uniformemente, e as estruturas de liderança são um tanto fluidas no sentido de que idade ou senioridade não são necessariamente os fatores determinantes quando se trata de avançar para papéis de liderança. Os diretores de associações do século XXI devem prever modelos de liderança distribuída como co-diretoria, já que esses modelos ajudam a construir a confiança (que é muitas vezes creditado como um dos aspectos mais críticos da liderança eficaz), ajudar a remodelar a hierarquia organizacional de escada para rede, fortalecer o compromisso compartilhado e fornecer oportunidades contínuas para o desenvolvimento de habilidades de liderança. Por fim, a disposição para se adaptar é um traço essencial dos líderes, uma vez que as mudanças demográficas e sociais estão fadadas a reformular a hierarquia organizacional, como discutiremos na seção seguinte.

LIDERANÇA MULTIGERACIONAL
À medida que a geração dos Baby Boomers começa a atingir a idade de aposentadoria, surgem dúvidas sobre se as próximas gerações estão equipadas com sólidas habilidades de liderança. A maioria das organizações hoje terá uma mistura de executivos de associações e funcionários de diferentes gerações: Baby Boomers, Geração Y ou Millennials, os quais trazem diferentes visões de mundo e perspectivas para a organização. A liderança multigeracional requer um foco nas semelhanças entre grupos etários, que geralmente incluem a necessidade de colaboração, oportunidades de desenvolvimento, um claro entendimento de suas responsabilidades e papéis, e o recebimento de feedback e incentivo oportunos. Estudos descobriram que a convergência entre grupos etários também é evidente em valores como sustentabilidade, responsabilidade e uma mentalidade de realização. Capitalizar esses valores pode ajudar a preparar jovens líderes para seus papéis cruciais no mundo da associação. A geração do milênio que trabalha para associações internacionais valoriza altamente o desenvolvimento da liderança ao longo de um plano de carreira claro, onde suporte e treinamento adequados estão disponíveis por toda parte. Dentro dessa geração, a lealdade a um único local de trabalho / organização não é um dado, por isso é vital fornecer oportunidades desafiadoras e acelerar a progressão na carreira que não apenas permitam que os funcionários desempenhem um papel, mas também que cresçam nele. Nesta nota, o desenvolvimento de habilidades deve ser visto como um relacionamento de mão dupla que ajuda os funcionários seniores e juniores a aprender uns com os outros. Afinal, aprendizagem colaborativa e co-criação são os pilares da liderança moderna e sustentam todas as formas de desenvolvimento profissional. Uma maneira de promover a aprendizagem colaborativa é a criação de esquemas de mentoria reversa , onde os funcionários são estrategicamente combinados, para que eles ajudem uns aos outros a adquirir habilidades e reforcem mutuamente seus talentos e habilidades.

MELHORES PRÁTICAS
Em resumo, aqui estão algumas das práticas recomendadas que os diretores executivos e outros executivos da associação precisam levar em conta para ajudar jovens líderes a aperfeiçoar suas habilidades de liderança.

-Concentre-se na qualidade das relações: as pessoas precisam se sentir valorizadas e dar oportunidades para cultivar trocas sociais positivas.

– Cultive uma firme crença na missão e nos valores da organização: eles não devem ser percebidos como um conceito abstrato, mas como algo quase tangível que tem um impacto real no mundo real.

– A motivação não é apenas intrínseca: há fatores externos que contribuem para ela, como salários, benefícios e pacotes de incentivo. Os caminhos do avanço profissional devem ser claros e deve haver oportunidades de crescimento em todos os estágios. Seja claro sobre o que é necessário para assumir responsabilidades de liderança e forneça as ferramentas para alcançá-las. Estes podem incluir uma combinação de programas de treinamento internos e externos, diferentes tipos de orientação, grupos de apoio de pares, etc.

-Proporcionar oportunidades de auto-avaliação e reflexão.

– Priorize o aprendizado personalizado que é adaptado às necessidades individuais em relação às sessões em grupo.

– Mantenha canais de comunicação claros e faça as perguntas certas: os líderes precisam conhecer em primeira mão o que as gerações mais jovens consideram um excelente lugar para trabalhar, que sistemas elas favorecem, quais estruturas e ferramentas permitem produzir os melhores resultados e como medem o sucesso.

– Transparência e consistência também devem ser aplicadas à tomada de decisões e à estrutura organizacional. Aproveite ao máximo as oportunidades e programas de desenvolvimento de liderança estabelecidos, que podem incluir desde treinamento formal até fóruns, conferências e cúpulas.

CONCLUSÃO
De diretores a voluntários, todos os que fazem parte de uma associação têm um papel a desempenhar na criação de práticas de liderança sustentáveis ​​que podem ter um impacto poderoso e contribuir significativamente para o sucesso organizacional a longo prazo. Uma abordagem proativa à liderança também pode ajudar as organizações a se estabelecerem como associações internacionais que lidam com sucesso com preocupações globais e locais graças à força coletiva de sua equipe. Além disso, as práticas de liderança focadas no futuro podem acomodar várias gerações e levar as organizações a um futuro promissor.

O artigo original  Leadership in the Associations World  foi publicado pela primeira vez em  HQ The Association Magazine, FEB 2018, Nr. 82  fornecidos pela  Congrex Suíça  em nome da  IAPCO . Autor  Frank M. Waechter .

Existem muitas maneiras de matar uma associação. Veja como isto pode acontecer.

Quando, há alguns anos, li este artigo na revista Tecnopan sobre as formas de matar uma entidade de classe, não pude deixar de me lembrar de uma associação da qual participei, que começou com muito gás, mas posteriormente teve sua “causa mortis” decretada exatamente pelos motivos abaixo enumerados.

Cabe a todos nós, e não apenas a alguns poucos, lutar pelo sucesso e pelos ideais de sua entidade de classe, pois sendo legítima, a força dela será também a sua força na defesa dos reais interesses da classe. Vamos ao texto.

COMO MATAR SUA ASSOCIAÇÃO OU ENTIDADE DE CLASSE
Doze conselhos infalíveis para fazer sua associação fracassar

1. Não freqüente a entidade mas, quando for lá ache algo para reclamar.

2. Se comparecer a qualquer atividade, encontre falhas no trabalho de quem está lutando pela classe.

3. Nunca aceite uma incumbência. Lembre-se é mais fácil criticar do que realizar.

4. Se a diretoria pedir a sua opinião sobre o assunto, responda que não tem nada a dizer. Depois espalhe como deveriam ser feitas as coisas.

5. Não faça nada além do necessário. Porém, quando a diretoria estiver trabalhando com boa vontade e com interesse para que tudo corra bem, afirme que sua entidade está dominada por um grupinho.

6. Não leia o jornal da entidade e muito menos os comunicados. Afirme que ambos não publicam nada de interessante e, melhor ainda, diga que não os recebe regularmente.

7. Se for convidado para qualquer cargo, recuse alegando falta de tempo e depois critique com afirmações do tipo: “essa turma quer é ficar sempre nos cargos…”

8. Quando tiver divergências com um diretor, procure com toda intensidade vingar-se da entidade e boicotar seus trabalhos.

9. Faça ameaça de abrir processo ético e envie cartas ao quadro social com acusações pesadas à diretoria.

10. Sugira, insista e cobre a realização de cursos e palestras. Quando a entidade realizá-los, não se inscreva nem compareça, alegando que as datas eram inadequadas.

11. Se receber um questionário da entidade solicitando sugestões, não preencha, e se a diretoria não adivinhar as suas idéias e pontos de vista, critique e espalhe a todos que é ignorado.

12. Após toda essa colaboração espontânea, quando cessarem as publicações, as reuniões e todas as demais atividades, enfim, quando sua entidade morrer, estufe o peito e afirme com orgulho: ‘’Eu não disse?’’

Artigo publicado na revista Tecnopan, n.º 217, da ABIP – Associação Brasileira da Indústria da Panificação.
Ernesto Artur Berg
ernestobeg@yahoo.com.br

Disponível aqui.

Na apresentação “The Impact of Associations”, Susan Robertson, presidente da Fundação da American Society of Association Executives (ASAE), disse: “O papel que todos nós desempenhamos é tornar o mundo melhor, mais inteligente e seguro – esse é o trabalho de associações ao redor do mundo. Quando penso sobre o potencial de todos nós nesta sala, penso na comunidade muito mais ampla com a qual nos conectamos, tenho que concluir que este potencial é enorme. Temos o poder de captar recursos, difundir conhecimento e boas práticas em todo o mundo, e quanto mais nos unamos para fazer isso, melhor será o mundo”.

Pela sua atualidade e relevância, este texto, está indicado para leitura neste espaço de inspiração, desde agosto de 2016, com o título DE VÍTIMA À PROTAGONISTA – COMO O ASSOCIATIVISMO AUXILIA AS EMPRESAS.

Decidimos transcrevê-lo inteiramente para facilitar a leitura de quem não o leu ou de quem deseja lê-lo outra vez.

Opinião / 28 Agosto 2017

O ambiente competitivo no Brasil é alvo constante de reclamações dos empresários brasileiros. Mas observo que muitos desses estão à procura de uma solução mágica de prosperidade, esperando que os governantes diminuam a carga tributária ou proponham uma lei que beneficie seu segmento de atuação, que o dólar desvalorize quando precisar importar alguma matéria-prima ou produto ou que valorize quando precisar exportar, por exemplo. E isso é um problema muito sério.

Divido o mundo empresarial em dois grupos: os empresários que vivem em um constante processo de vitimização – assim, se a empresa não vai bem, a culpa do insucesso é do governo, do mercado, da crise etc. Por outro lado, temos os empresários que são protagonistas de seus negócios, buscando dentro das suas competências soluções para os desafios. Vítimas enxergam tudo como problemas, protagonistas enxergam desafios. E isso, com certeza, faz toda a diferença na vida.

Empresários se dividem em dois grupos:

vítimas e protagonistas

Mas como encarar os desafios? Para os empresários, sobretudo das pequenas e médias empresas, a saída é buscar se associar a agrupamentos, que podem ser no modelo de franquia, licenciamento de marca ou de associativismo. Independente do formato, sem dúvida nenhuma, a junção de várias empresas em torno de um objetivo comum aumenta a possibilidade de êxito.

Posso afirmar isso, pois estou no movimento associativista há 20 anos, ao longo dos quais já vivenciei e colaborei com o fomento de associações de diversos segmentos. Em todos esses agrupamentos ou redes – como preferir denominar – a melhoria individual e coletiva dos participantes e suas empresas são visíveis.

Dentre os benefícios está o fato de esses empresários passarem a conviver de uma forma mais efetiva e afetiva entre si, uma vez que eram, até então, concorrentes, o que faz com que sejam mais empreendedores. Outro ponto importante é que essas empresas unem forças para compras em conjunto, possuem ações de marketing compartilhadas e administração profissionalizada, dentre outros aspectos que só são possíveis de realizar de forma coletiva.

Ao participar de uma associação, a empresa se torna mais competitiva. Mas, como nem tudo é perfeito, mesmo no associativismo também temos empresários vítimas e empresários protagonistas, e lidar com essa situação é o maior desafio dos dirigentes das associações empresariais.

Na posição de presidente da Febrafar (Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias) trabalho diariamente para que todos sejam protagonistas. Uma das ferramentas que utilizo são os números positivos desses modelos, por isso, dentro da Federação, criei o Ifepec (Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada), que tem por objetivo fazer pesquisas, coordenar estudos e disseminar a educação empresarial aos nossos associados.

Os resultados são muito positivos, como aponta estudo recente que coordenamos para entender como estava o nível de empreendedorismo dos nossos associados. Analisando uma amostragem de 2.264 lojas vinculadas à Febrafar, foi verificado que 31% dessas farmácias apresentaram crescimento acima da média do mercado, 49% ficaram na linha padrão de crescimento e 20% ficaram abaixo da média.

Essa informação foi a base da pesquisa, realizada com o objetivo de identificar os fatores que contribuíram para o crescimento e/ou queda. Os empresários que cresceram igual ou mais que o mercado apontaram, em sua totalidade, que um dos fatores é o aproveitamento da coletividade, ou seja, souberam usar as ferramentas oferecidas pela rede.

Outros elementos para o crescimento foram, por exemplo, a utilização com frequência de todas as ações de marketing oferecidas, a realização de treinamento contínuo de sua equipe e o reconhecimento do poder da coletividade na contribuição para o êxito individual. Assim, esses empresários se tornaram protagonistas.

No entanto, foi observado que os empresários que lideram as empresas que ficaram abaixo do mercado em termos de crescimento não reconhecem que o motivo é a falta de envolvimento da empresa e do empresário nas ações da rede; preferem culpar o mercado e a crise, não compreendendo que seus pares possuem as mesmas condições competitivas e estão em um processo evolutivo melhor. Eles se fazem de vítima, mas devem ser resgatados.

Ser associativista ou estar em uma associação não garante de forma automática a caminhada para o sucesso, mas todos os empresários que utilizam com competência as ferramentas oferecidas aos seus associados possuem uma chance muito maior de alcançar o sucesso.

Edison Tamascia

Presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), da rede de Drogarias Ultrapopular e da administradora de redes Farmarcas.

How can associations position themselves to create more value for
members?
Historically, associations were established as a nucleus around
which markets could develop. This hub and spoke model, with
associations at the epicentre made them indispensable.
But the old hub and spoke model has been replaced by a new,
decentralised network economy. Like the internet itself, it has no
centre. It is no longer reliant on any one organisation. It is an
interconnected jumble of associations, nonprofits and
businesses all competing to deliver value.
This makes any single organisation dispensable. The most at
risk are the associations that still think they are the invincible
epicentre of old markets.
Imagine the most powerful association in Australia. What would
happen if it disappeared? Its void would be filled by any number
of competitors. What would happen if your association
disappeared? Your members would carry on, only they would
look to get their needs met by other providers. This is not doom
and gloom. It is reality. And it is an opportunity.

The association mindset that accepts vulnerability is a catalyst for
growth.
The awareness that relevance is under threat can force an
association to innovate and deliver the future value that
members demand – and enable them to compete effectively in
the network economy.

Ruy Barreto, que foi um destacado Presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil e um dos mais emblemáticos presidentes da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), entidade fundada pelo Barão de Mauá, faz uma reflexão sobre o enfraquecimento desse tipo de associativismo empresarial. Diferentemente das entidades sindicais patronais, que contam com fontes de receita compulsória, as associações precisam criar formas de se autofinanciarem, geralmente a partir de contribuições de seus sócios. A ACRJ é proprietária de um prédio situado à Rua da Candelaria, no Centro do Rio. O edifício é uma referencia na arquitetura do Centro, mas, mesmo assim, os alugueis são insuficientes para o sustento da entidade.

George Vidor

24/04/2017 – A Gazeta (Vitória/ES)

Confira na íntegra, clique aqui.

“O que o preocupa é o futuro mais à frente. Na opinião dele, um octogenário, tais associações precisam de mais sócios e, para tal, devem dar a eles direito de votar. Na ACRJ, a diretoria é escolhida pelos 75 beneméritos e grandes beneméritos, cargos vitalícios. Clubes de futebol passaram por um processo semelhante e ganharam mais vigor desde que as diretorias começaram a ser eleitas pelos sócios”.  Escola de Associativismo.

Gisele dos Reis Cruz

Doutora em Sociologia pelo Iuperj e professora titular da Universidade Salgado de Oliveira.

Este artigo tem como objetivo discutir o papel do associativismo no processo participativo das novas experiências de co-gestão pública, que visam à elaboração e implantação de políticas públicas através de uma parceria entre governo e sociedade.

Confira na íntegra, clique aqui.

A inovação é fundamental para o sucesso das associações. É essencial que os líderes de associações promovam uma cultura de inovação.

Leia o artigo completo, clique aqui.

Nota: Conteúdo em inglês.  Aos que preferirem, existe a opção de tradução instantânea pelo Google Tradutor, porém vale a ressalva de que a tradução não é perfeita, servindo apenas de auxílio para aqueles que não dominam o idioma do texto.

Você já parou para pensar no significado da palavra ASSOCIATIVISMO?

Ficará surpreso com a força do conceito, sua diversidade de fins, sua importância para democracia e o expressivo número de pessoas envolvidas Brasil a fora com essa prática.

Como acontece com a grande maioria das pessoas neste início de século, vamos começar nossa reflexão consultando Dr. Google. Opa!!! Quantas definições e textos abordando aspectos diversos. Vamos começar pela definição. Selecionamos as seguintes:

1) Associativismo: tendência ou movimento dos trabalhadores de se congregarem em associações representativas (órgãos de classe, sindicatos etc.), para a defesa de seus interesses. p.ext. a prática desta tendência.

Legal essa definição, mas tem um problema grande: está restrita aos trabalhadores. Se trocarmos a palavra trabalhadores por Pessoas físicas e Jurídicas, parece que fica bem mais perto da realidade. Vejamos outra:

2) Associativismo é o meio de organizar grupos de interesse econômico auto-sustentável, é a base que liga a consciência individual e o direito individual, a necessidade de agregação e conjugação de esforços, base de organização da sociedade.

Associativismo é a união de um grupo de pessoas, de empresas, de comerciantes, etc.

Ah!! essa definição parece bem melhor, mas, também tem um problema: foi bem colocada a ideia de grupos de interesses, porém, não são apenas interesses econômicos. Poderíamos excluir a palavra econômico. O que explica uma Associação é o interesse em comum de um grupo de pessoas físicas ou jurídicas: Pode ser a defesa de uma bandeira que tem a ver com o emprego, com o negócio dessas pessoas, com o salário, com a melhoria da qualidade de vida no bairro em que moram, pode ser beneficente, religioso, ou a defesa de uma pauta para a nossa organização política.

Poderíamos juntar outras definições, mas com as ideias acima já temos muito o que mapear sobre a riqueza do termo, bem como sobre a diversidade das associações, consequentemente com a amplitude de objetivos.

Associativismo é uma tendência de pessoas (físicas ou representantes de pessoas jurídicas) se organizarem em um grupo, tendo como propósito a agregação e conjugação de esforços na defesa ou realização de um interesse comum. Numa democracia esses atores sociais, assim formados, são vistos por muitos como pilares da organização da sociedade.

Olhando para a realidade brasileira, quais os modelos mais presentes?

1) Modelos formais e regulamentados:

Sindicatos dos trabalhadores e suas federações e centrais

Sindicatos dos empresários e suas federações e confederações

Conselhos de Profissionais Liberais

2) Modelos Formais (organizados na forma do artigo 54 do código civil)

Associações de representação de interesses de um segmento empresarial

Associações de representação de interesses de um segmento de profissionais

Associações de representação de interesses de uma comunidade

Associações Mantenedoras de interesses beneficentes (Área de Saúde; Assistência

Social; Recuperação/Preservação Ambiental)

3) Modelos informais

Clusters produtivos – concentração, geralmente de pequenas empresas, organizadas via mercado e que alcançam alto nível de competitividade em razão de uma divisão de trabalhos entre elas.

Grupos ou Fóruns – Presencial, ou apenas via rede social, de defesa de uma causa ou projeto temporário ( Exemplo: Defesa do Rio Doce; Pó Preto na Grande Vitória)

4) Modelo para Exploração de um Negócio

Cooperativas de Produção

Cooperativas de Crédito

Cooperativas de Trabalho

Um campo que é bem organizado e bastante avançado no Brasil com milhares de unidades, contando com Banco próprio (Bancoob) e sistemas como OCB que se tornaram estruturas de mobilização e treinamento de seus membros e funcionários. Portanto, não precisam ser vistos como prioridade da Escola de Associativismo, embora sejam benvindos também no que considerarem interessante para o caso deles.

É possível imaginar quantas “Associações” existem Brasil afora? Quantos voluntários operam nessa rede de “Associativismo? “No Geral, qual é o conhecimento/cultura que cada participante deve buscar? E na especificidade de cada modelo, qual é o conhecimento que cada participante deve deter?

A Escola de Associativismo tem por meta oferecer essas respostas. E para pensar programas de trabalho para a Escola, bem como seu projeto pedagógico podemos fazer uma classificação diferente da anterior, buscando enfatizar os objetivos delas:

1) Organizações de defesa de interesses econômicos

Sindicatos dos trabalhadores e suas federações e centrais

Sindicatos dos empresários e suas federações e confederações

Conselhos de Profissionais Liberais

Associações de representação de interesses de um segmento empresarial

Associações de representação de interesses de um segmento de profissionais

Aqui são muito importantes os conhecimentos sobre o relacionamento com o setor público: legisladores, executivos de governo.

Como levantar as especificidades operacionais, legais, ambientais, etc do segmento representado? Como construir consensos internos sobre os problemas? Ou, como identificar o que pode ser consolidado como interesse comum, base de sustentação do grupo? E como levar esse conhecimento para autoridades públicas? E para o público em geral que vota e escolhe os nossos dirigentes? Ou que forma imagem dos negócios e respectivos produtos?

2) Organizações de Apoio a Projetos Sociais

Associações Mantenedoras de interesses beneficentes (Área de Saúde; Assistência Social; Apaes; etc.)

Aqui deve ser mais importante questões de ordem gerencial e de captação de recursos, bem como da eleição das entidades a beneficiar.

3) Organizações de Defesa de Direitos Coletivos

Associações de representação de interesses de uma comunidade

Associações e Fóruns de Defesa de Direitos ou Ativos Ambientais

Grupos ou Fóruns – Presencial, ou apenas via rede social, de defesa de uma causa ou projeto temporário ( Exemplo: Defesa do Rio Doce; Pó Preto na Grande Vitória)

Aqui deve ser mais importante questões de ordem gerencial, de captação de recursos e parceiros, bem como de comunicação com o público.

4) Organizações de Produção

Central de Compras (e semelhantes)

Clusters produtivos – concentração, geralmente de pequenas empresas, organizadas via mercado e que alcançam alto nível de competitividade em razão de uma divisão de trabalhos entre elas.

Aqui o mais importante é a compreensão da cultura empreendedora e conceitos de negócios que subsistem como alicerces ou amalgama dessas organizações.

O primeiro território de atuação será o Espírito Santo. Primeiro porque é um Estado com tradição em associativismo, dada sua formação histórica de pequenos negócios, imigrantes italianos, alemães e outros com proximidade à cultura do Associativismo.

Segunda por ser local de residência e trabalho de seu idealizador e apoiadores.

Assim, o programa de trabalho envolverá as seguintes linhas de atuação em paralelo:

1) Preparação de material em temas já conhecidos para comunicação via rede de computadores;

2) Levantamento das Associações existentes no ES, classificadas conforme categorias aqui mencionadas, atendendo a um cronograma de prioridades para a Escola;

3) Identificação em cada caso das necessidades de formação e treinamento dos voluntários;

4) Mobilização; produção de material; realização das ações de capacitação.

Guilherme Henrique Pereira, Janeiro de 2017

Professor universitário,economista, foi Presidente do Banco de Desenvolvimento do ES, Secretário de Estado de Planejamento; Secretario de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do ES

No associativismo também temos empresários vítimas e empresários protagonistas, e lidar com essa situação é o maior desafio dos dirigentes das associações empresariais

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Anuário IEL 200 Maiores Empresas

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O que as associações precisam fazer para apoiar seus expositores e, finalmente, incentivá-los a retornar ano após ano?

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Nota: Conteúdo em inglês.  Aos que preferirem, existe a opção de tradução instantânea pelo Google Tradutor, porém vale a ressalva de que a tradução não é perfeita, servindo apenas de auxílio para aqueles que não dominam o idioma do texto.

Reportagem especial abre a caixa-preta dos sindicatos para revelar a arrecadação milionária com o imposto sindical no Espírito Santo e para mostrar o retrato dessas instituições e de seus dirigentes, alguns há quase 30 anos no poder. Série ainda apresenta casos de corrupção, fraudes e desvio de dinheiro nas instituições que deveriam defender os direitos dos trabalhadores.

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Para prospectar novos associados e atuar de maneira eficaz em sua base territorial de representação, que compreende todos os municípios do Espírito Santo, o Sinprocim/ES elaborou e executou estratégia de interiorização.
Composta por três eixos, a estratégia compreendeu: i) a criação de comitês temáticos por segmento – argamassa, gesso e artefatos de concreto; ii) o mapeamento da distribuição geográfica e a realização de visitas planejadas às indústrias; e iii) a oferta de serviços por meio de parcerias.

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Você controla receitas e associações, mas isso não é o suficiente para saber se a sua associação vai bem.

Quais são as melhores maneiras para uma associação de medir o sucesso?

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Nota: Conteúdo em inglês.  Aos que preferirem, existe a opção de tradução instantânea pelo Google Tradutor, porém vale a ressalva de que a tradução não é perfeita, servindo apenas de auxílio para aqueles que não dominam o idioma do texto.

As pessoas são , por natureza, sociáveis, e desejam se associar a outras pessoas que tenham interesses e aspirações comuns. Este sentimento de pertencimento e de comunidade é o que impulsiona um indivíduo a motivar-se a procurar um ” lugar para estar” e porque muitas associações em todo o mundo prosperaram.

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A União de Associações Internacionais ( UIA) é um instituto de pesquisa e documentação, com sede em Bruxelas . Foi fundada há mais de cem anos atrás, em 1907, por Henri La Fontaine ( Prêmio Nobel da Paz de 1913) , e Paul Otlet , um dos fundadores do que hoje é chamado de ciência da informação.

Sem fins lucrativos , apolítica , independente e não-governamental por natureza , a UIA tem sido um pioneiro na pesquisa, monitoramento e prestação de informações sobre organizações internacionais , associações internacionais e seus desafios globais desde 1907 .

A UIA tem status consultivo com o estatuto ECOSOC e associado com a UNESCO .

De acordo com o modelo da associação, certas regras podem ser utilizadas para diminuir os riscos. Saiba o que ajuda a garantir o sucesso e atingir os objetivos.

Fatores

Uma associação pode seguir o modelo tradicional, com grande número de associados, ou constituir um associativismo menor, de pequenos grupos. Dependendo do modelo, algumas regras podem ajudar a diminuir os riscos e garantir que os objetivos da associação sejam atingidos.

No associativismo tradicional, com grande número de associados, há dificuldade em se estabelecerem objetivos comuns. Muitos participantes têm interesses diferentes e até contrários. Por isso, deve-se eleger uma diretoria que centralize as decisões, pensando no bem maior. Nesse caso, como geralmente há um baixo nível de comprometimento dos associados, a responsabilidade do sucesso é da diretoria, que precisa ter a visão de que é difícil realizar a maioria das ideias.

As ações são implementadas lentamente e é comum que aconteça a perpetuação de alguns líderes, que conseguem agrupar muitos associados com interesses parecidos. Esse modelo aumenta a importância na formalização da associação, já que o grande número de associados e a tomada de decisões centralizada em uma diretoria prejudicam a relação de confiança e transparência.

No associativismo em pequenos grupos, por causa do pequeno número de associados (geralmente de 5 a 25 pessoas), torna-se mais fácil estabelecer objetivos comuns. As decisões podem ser descentralizadas, tomadas pela decisão comum dos associados. Disso resulta uma rotatividade de lideranças.

Como a responsabilidade pelo sucesso é de todos os associados, eleva-se o grau de comprometimento e, por isso, é preciso dar muita importância ao planejamento e às ações Muitas das ideias são fáceis de serem realizadas e as ações são implementadas rapidamente. Os participantes têm praticamente os mesmos interesses e existe uma relação de transparência.

Fonte: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/Fatores-que-influenciam-no-sucesso-do-associativismo

Deriva de nossos primitivos ancestrais a prática de somar esforços para o alcance de um objetivo comum. É obvio que nos primórdios, esse objetivo comum era a sobrevivência da espécie ancorada no alimento e proteção. Portanto, cabe aos antropólogos, determinar se tal prática é instintiva, logo irracional, ou trata-se de ato criativo como melhor resposta para adaptação ao meio. Independente das conclusões científicas, sustento a racionalidade da segunda condição. Embora as sociedades e seus modelos organizacionais tenham naturalmente evoluído, a essência do associativismo sempre se manteve retratada no princípio fundamental de que, “juntos somos mais fortes”.

Oportuna se faz aqui a visão de Tocqueville, um dos adeptos e estudiosos da democracia. Dentre suas constatações, as sociedades democráticas sempre serão individualistas. Ocorre que os indivíduos, cientes dessa condição, acabam percebendo que, se todos focarem tão somente em seus interesses privados, estarão em situação pior do que se dispusessem de tempo para a coletividade.

Então, apoiando-nos nesse sucinto fundamento, podemos considerar que, no âmbito do associativismo, o diferencial relevante entre uma sociedade e outra, reside na intensidade dessa percepção e consequente grau de envolvimento e colaboração. Reportando-nos especificamente à nossa realidade regional, observamos uma peculiar característica. A legião de lideranças empreendedoras das mais variadas classes, atuantes no conjunto das atividades econômicas, sociais, políticas e culturais, percebem com maior lucidez e entusiasmo que a coexistência colaborativa produz uma força indutora que modifica comportamentos, fomenta novos conhecimentos e promove o desenvolvimento da comunidade.

Nessa perspectiva, poderíamos então visualizar nosso modelo de organização regional como uma grande Sociedade Anônima. Uma grande organização de aprendizagem, orientada por visão compartilhada onde, na concepção de Peter Senge, “os membros consideram a organização um sistema no qual o trabalho de cada um afeta o trabalho de todos”. Uma dinâmica de coexistência solidária, alimentada por uma “tensão criativa” que, segundo Senge, impulsiona e mobiliza as pessoas a buscarem “o que poderia ser” a partir “do que é”.

Cabe, por fim, enaltecer a sábia atitude de todos os que praticam, promovem e difundem nossa cultura associativista. Isto nos faz diferenciados e fortes.

Nelson Luiz Pereira
Jornal O Correio do Povo

O associativismo nasceu da necessidade dos homens somarem esforços para alcançar um objetivo comum. Nos primórdios, a  preocupação fundamental era a própria sobrevivência. Mais recentemente, essa busca transformou-se no enfrentamento às mudanças impostas pelo sistema econômico mundial. Em todos os tempos, sempre estivemos envolvidos a algum grupo, nas sociedades primitivas, a escassez de recursos obrigou aos indivíduos uma organização em grupos. Concluímos que a cooperação é uma resposta criativa do homem frente aos seus desafios, suas fragilidades e limitações. Na década de 1990, o associativismo ganha perspectiva de desenvolvimento local, aliada à concepção de sustentabilidade.

Uma associação pode seguir o modelo tradicional, com grande número de associados, ou constituir um associativismo menor, de pequenos grupos. Dependendo do modelo, algumas regras podem ajudar a diminuir os riscos e garantir que os objetivos da associação sejam atingidos. Quando esse grupo é formado por um grande número de associados, a dificuldade em se estabelecer objetivos comuns são maiores. Para resolver esse problema, define-se uma diretoria que centralize as decisões e atenda aos anseios da maioria.

Sobre o tema, o Sebrae diz: “Como a responsabilidade pelo sucesso é de todos os associados, eleva-se o grau de comprometimento e, por isso, é preciso dar muita importância ao planejamento e às ações.”

Os problemas brasileiros são crescentes na política, na economia e na sociedade, e seus impactos são evidenciados diariamente, pois resultam em desemprego, exclusão e individualismo. Notamos um crescimento notável de associações, mas é preciso persistir nessa forma de governança para melhorarmos esse cenário atual e também para as futuras gerações.

Na hotelaria, a busca pelo associativismo vem se tornando uma tarefa cada vez mais contínua e imprescindível para o fortalecimento da atividade. Para o segmento crescer, é necessário que o desempenho de toda a cadeia produtiva do turismo também avence e se fortaleça.

Hoje, somente a ABIH Nacional, a mais tradicional e maior associação do segmento, reúne 25.8000 meios de hospedagens, 502 mil unidades, é responsável por 365 mil empregos e recebe 390 mil hóspedes por dia. Com números tão grandiosos, é preciso deixar as diferenças de lado e trabalhar em torno de um bem comum.

Na Hotelaria, o associativismo vem se tornando uma tarefa imprescindível para o fortalecimento da atividade.

Nerleo Caus
Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional)

O Estado passou por 2 ciclos de desenvolvimento, o primeiro foi no século XIX até a década de 60 do século XX, ancorada exclusivamente no café. O setor gerava quase 54% do PIB estadual. Depois passou pelo segundo ciclo que começou na década de 60 até a década de 90 do século XX, foi quando o ES teve sua inserção internacional através das exportações das grandes indústrias. Vivemos e viveremos outros ciclos, mas podemos afirmar que no momento atual estamos dando a importância para o associativismo e para interiorização.

Associativismo para uma Indústria forte é o nome do livro que a FINDES lançou em comemoração aos seus 55 anos, e os principais atores dessa história são os 31 sindicatos e as 3.347 indústrias associadas.

Um dos projetos que merece destaque foi o Dia de Associar-se que levou uma grande mobilização para o interior, principalmente para os municípios onde estão localizadas as regionais da FINDES que são: Colatina, Cachoeiro de Itapemirim, Aracruz, Anchieta, Linhares, Venda Nova do Imigrante, São Mateus e para fechar o ciclo no interior Nova Venécia que contou com a presença de vários prefeitos e do Governador Casagrande, que no evento assinou junto com o Presidente da FINDES Marcos Guerra convênios para instalação de um uma Escola Pedreira em Vila Pavão e uma Agência de Treinamento em Nova Venécia, futuro centro integrado SESI/SENAIS/IEL.

Além de toda a mobilização o projeto identificou setores que estavam desassistidos pela federação, com isso foram criados 3 novos sindicatos: Laticínios, vidros e pesca.

Nos 8 eventos realizados foram visitadas cerca de 2.500 indústrias, 1.800 participantes e 592 indústrias associadas aos sindicatos.

O projeto deu tão certo que a CNI – Confederação Nacional da Indústria replicou para outras federações totalizando 39 eventos realizados/agendados em todo o Brasil.

O associativismo é o clico da vez, só assim podemos fortalecer as indústrias que são a base dos sindicatos e da federação, dando sustentabilidade a economia deste pequeno grande estado.

Egídio Malanquini
Diretor para o Fortalecimento Sindical
Centro de Apoio aos Sindicatos – CAS/FINDES

Como grande inspiração temos o Prêmio de Excelência em Associação de 2016, criado pela Global Conference Network, e é uma oportunidade única para as associações transversais de indústrias se reunirem sob o mesmo teto e celebrarem as conquistas e sucessos dos vencedores.

Houve um aumento de 25% no número de inscrições para a segunda edição do programa de premiação que identifica as melhores práticas no trabalho realizado por todo o comércio e associações profissionais.

“Associações Comerciais desempenham um papel importante como um canal entre as empresas e os decisores políticos e meios de comunicação que moldam o ambiente em que trabalham. Ao reconhecer suas realizações, os Prêmios de Excelência da Associação são uma ótima maneira de comemorar o sucesso e compartilhar o aprendizado.” David Smith, CEO, Energia Networks Association.

“Agora, mais do que nunca, os profissionais precisam ser engajados com o seu corpo profissional, e organismos profissionais devem fornecer um excelente suporte, oportunidades de desenvolvimento e assegurar que os esforços para influenciar a política, representar os pontos de vista e prioridades dos seus membros. Concordei em ser juiz desta premiaçao, porque eu estou interessado em ganhar uma compreensão mais profunda do que Excellence parece, e para ajudar a comemorar o sucesso daqueles que o merecem dentro deste setor muitas vezes esquecido. ” Julia Scott, CEO, O Colégio de Terapeutas Ocupacionais.

Fonte: http://associationexcellenceawards.co.uk/

Conheça o artigo escrito pelo Diretor da Escola de Associativismos Sérgio Rogério de Castro, então Diretor Presidente da Fibrasa/SA, publicado em 2009 na revista 200 maiores empresas publicada pelo IEL/ES.

Confira o artigo na íntegra (pdf)

Análise crítica dos registros de criação ou reformulação dos estatutos das associações beneficentes, comemorativas, religiosas, filantrópicas, étnicas, científicas, educacionais, literárias, dramáticas, desportivas e recreativas criadas na cidade do Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX.

Clique e confira o artigo na íntegra

Ronaldo Pereira de Jesus
Universidade Federal de Ouro Preto

Projetos relacionados ao incremento da atividade turística requerem apoio técnico, parcerias, educação, comprometimento e envolvimento da comunidade. Em Administração, utiliza-se a técnica do Benchmarking, que consiste no processo de busca das melhores práticas que conduzem ao desempenho superior. De forma simples, podemos dizer que o Benchmarking consiste em observar, examinar e aprender como outra organização realiza uma atividade para, com base nesta experiência bem-sucedida, melhorar a nossa atividade. Esta é a matriz de trabalho empregada pelo Projeto Rotas do Itajaí.

O modelo proposto para a futura Associação Visite Guabiruba – AVIGUA –  e que também pode ser utilizado por outros municípios com grande potencial turístico como Botuverá, Brusque e Nova Trento, dentre outros -, foi inspirado no modelo bem-sucedido da Associação Visite Pomerode – AVIP. Constituída em 2009 por representantes de empresas que acreditaram no associativismo para o sucesso do negócio e que o concorrente é um parceiro e não um inimigo, (grifo nosso) já em 2013 a entidade foi agraciada com o Prêmio Top Turismoda Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing de Santa Catarina (ADVB –SC), com o case “Passaporte Turístico”. Em 2015, a associação foi novamente agraciada com o prêmio Top Turismo com o case “Osterfest”. Tecnicamente, pode-se dizer que a experiência e o modelo da AVIP – calcado no associativismo -, são uma boa referência para o turismo na região de Brusque, o que justifica sua escolha.

O associativismo corre em nossas veias. Utilizado desde os tempos de Roma, em nosso passado recente foi um modelo muito utilizado nas regiões colonizadas por imigrantes alemães e italianos, que se juntavam para construir e manter as escolas, por exemplo, visto que o poder público não dotava as comunidades de escola e tampouco pagava os professores. Tanto a construção quanto a manutenção eram integralmente pagas pelas famílias. Este associativismo, que tinha como objetivo satisfazer as necessidades coletivas e alcançar o bem comum, passava pelo investimento em educação para a evolução e o crescimento das pessoas e da comunidade.

A prática associativa consiste na organização voluntária de pessoas. É pilar fundamental na construção de vida em comunidade, eixo de qualquer política de desenvolvimento que favorece a democracia e a cidadania. Ela nos empodera, aumenta nossas forças, pois juntos somos mais fortes. Infelizmente, ao longo dos últimos 80 anos, paulatinamente, a prática do associativismo tem sido sufocada no Brasil. Talvez nem todo o território brasileiro tenha conhecido e praticado o associativismo, mas aqui fazíamos isso com maestria, e estamos esquecendo, pois praticamos pouco. E esta é uma área em que teoria sem prática não leva a lugar nenhum.

Agora, mesmo aqui muitos não sabem o que é associativismo. Não sabem como funciona, não imaginam a força que tem e, por ignorar, não promovem, não participam, não se envolvem. Enquanto isso, permitimos que os outros conduzam nossa vida, nosso destino, a bel prazer. Mas podemos mudar isso. Chamar para nós a responsabilidade, assumir e fazer acontecer. Somente assim mudaremos o país, e não ficando à margem do processo, sem se envolver, sem se responsabilizar, sem fazer nada – só criticando e reclamando. Enquanto isso, outros fazem – mas fazem o que eles querem, e não o que nós queremos. Para fazer o que nós queremos, nós mesmos precisamos fazer. Isso é associativismo!

Fonte: Jornal Municipio de Brusque/SC – Rosemari Glatz

Na terra onde nasci, logo depois da guerra não havia nada, só homens e mulheres que tinham perdido tudo e queriam reaver a própria vida.

Começaram as cooperativas e associações, JUNTOS começaram a ter as próprias tarefas e a desenvolver as ideias para alcançar objetivos.

Quer na administração, quer na logística ou no próprio trabalho manual, todos tinham a dignidade própria porque eram uma peça duma engrenagem que ajudava a TODOS, ninguém era mais do outro porque o responsável da logística não podia fazer nada se os operários não entregassem o produto, e assim por diante.

Em Portugal não é assim, e digo isto por experiência pessoal (várias). No concelho de Mação, por impulso do então presidente da Câmara, foi constituída uma associação de artistas, de que eu era o afortunado presidente, e nas primeiras reuniões todos eram interessados a ajudar..mas o tempo passa… e aos poucos o “afortunado” presidente devia fazer contactos, realizar exposições, entregar documentos ao técnico de conta, reunir na câmara, fazer limpeza…….isto durou 3 anos, visto que ninguém mais se apresentou para avançar, e eu fiquei cansado por trabalhar sozinho.

Estou agora em duas Associações do Medio Tejo. Belas reuniões… no começo, com tantas ideias, projetos, propostas. Alguns que se agitavam para impor as próprias ideias…fazemos ISTO! Fazemos AQUILO! Mas depois as reuniões minguaram, cada um queria JÀ fazer as coisas, queriam JÀ ser elogiados, e aqui inicia o meu raciocínio.

Meus caros colegas, para se ter algo é preciso trabalho, empenho, sofrimento, e persistência.

Não se pode querer constituir uma associação e logo depois ir exigir subsídios e ajudas..precisa antes MOSTRAR  o que se pretende, o que se sonha , o porquê da existência desta associação, e então sim, podemos ter ajuda.

Associar-se quer dizer” juntar o próprio trabalho ao trabalho de outros para conseguir um objetivo”, não estar a espera, sentadinhos, que tudo caia do céu. Do céu cai água, só!

Por aqueles que criticam, lamuriam, andam tristes a abanar as mãos e chorar nos cantinhos das ruas, porque “aqui não há nada”, “ninguém me ajuda”, “este país não presta”, digo-lhes isto: seja humilde, dedicado e trabalhador, e aceite o seu lugar, não só para fazer propostas, mas demonstrar também em como realizá-las.

DEDICA-TE A ISTO COM PAIXÃO!

Massimo Esposito
Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios em Abrantes, Santarém, Entroncamento e Constância.

 

Dissertação que propõe examinar o fenômeno da ação coletiva institucionalizada no Brasil, pela análise do associativismo civil. Além de mapear, caracterizar e classificar tais organizações, esta pesquisa terá como foco a interpretação desse universo associativo e seu crescimento em anos recentes. Observa-se a influência do Estado, exercida por meio do marco legal aplicável a associações civis, na formatação, na burocratização e no incentivo desse tipo de ação coletiva. O objetivo da dissertação é analisar tanto o status quo deste universo, quanto sua regulação estatal, para apreciar em que medida isso possibilita o avanço de uma nova institucionalidade democrática participativa ou, pelo contrário, reproduz estruturas de desigualdade que permeiam a sociedade brasileira.

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Alexandre Ciconello Ganança
UnB – Instituto de Ciencia Política

Apostilha gerada por convenio entre o MDIC – Ministério do Desenvolvimento Industria e Comercio Exterior do Brasil e a Prefeitura Municipal de Araraquara/SP Processo nr 084353/2009 – Sistema de Gestão de Convênios.