Juntos somos mais: as características do associativismo em rede

tecnologia da informação é a área mais idealizadora e empreendedora quando o assunto é formação de redes associativas voluntárias para defender os interesses do segmento. Nenhuma outra atividade da economia dispõe de tantas federações internacionais para esse fim.

A essência do associativismo reside na participação voluntária dos membros e é uma experiência que pode ser aplicável a qualquer categoria, seja em uma atividade econômica empresarial, na congregação de profissionais especializados ou na união de organizações não governamentais. Os problemas enfrentados por essas agremiações e suas soluções são semelhantes. Confira os principais pontos que envolvem essas redes:

Estruturação

O processo de criação dos Estados Nacionais, com constituição e separação dos poderes, é considerado o modelo adequado para a formulação dos estatutos dessas entidades. É esse documento que determina quem pode ser membro, quais os direitos e obrigações, quem pode se candidatar aos cargos, como funcionam os processos eleitorais, entre outros pontos.

As associações também precisam de mecanismos para lidar com conflitos internos para evitar que interrompam suas atividades ou se fragmentem em outras entidades. Em uma operação em rede, a representatividade geográfica e econômica dos membros também é crucial: federações internacionais, por exemplo, não podem ter organizações provinciais.

Princípios

A perenidade das associações depende de princípios e valores, como participação, transparência, estado de direito, responsabilidade, orientação para o consenso, igualdade, efetividade e eficiência, além do suporte a auditorias externas. O posicionamento desses princípios não é uma posição política ou ideológica, mas sim estruturante para a organização. Uma vez enunciados claramente os valores, é preciso definir os papeis que a entidade deve cumprir no relacionamento com cada segmento em que está presente, como associados, governo e sociedade civil.


Iniciativas

Dessas definições surgem iniciativas, como a criação de manuais com conteúdo específico ou relatórios comparativos das políticas públicas entre os países. Se cada associação-membro da federação tivesse de elaborar esses materiais, o custo total seria muito maior e, para os menores, seria inacessível.

Outras ações coletivas desenvolvidas costumeiramente incluem o trabalho de marketing e relações públicas e a geração de estatísticas sobre o setor ou atividade (essenciais para o relacionamento com a esfera governamental, processos judiciais coletivos ou até em instâncias superiores da Justiça, que são inacessíveis individualmente).

*Roberto Carlos Mayer é diretor de Comunicação da Assespro Nacional


Fonte: It Forum

Mais Notícias


INSPIRAÇÃO

Um sentimento mal acomodado na mente provocou a inspiração para a criação da Escola de Associativismo. Por que havia recuado e não encarado a luta como sempre fiz ? Razoes cristalinas indicavam a correção da decisão mas o espirito de luta relutava em aceitar. Estava deixando uma posição de diretor numa associação nacional de alta […]


[NOVO] Quando uma Troca de E-mail Se Torna Feia

  Resumo. O e-mail pode ser uma ótima maneira de se comunicar de forma eficiente com colegas de trabalho. Mas muitas vezes, os colegas usam o meio para evitar, desviar ou escalar conflitos. Quando alguém planta uma “mina terrestre de e-mail”, você não precisa responder em espécie com um ataque semelhante (mesmo que isso seja…mais […]


PASSOS para associações de próximo nível

  Como organizações orientadas para o propósito e focadas na missão, as associações fornecem aos seus principais interessados ​​pelo menos quatro benefícios principais: (1) aprendizagem (programas de treinamento, certificação e credenciais), (2) conhecimento (publicações especializadas, estudos e padrões), (3) ) comunidade (plataforma para criar redes, co-criar e colaborar em serviços) e (4) defesa de direitos […]