Os Oito Princípios do Associativismo

Autor: Gilmar Barboza

Talvez a primeira guerra de amplitude verdadeiramente global seja travada agora, por ocasião da pandemia do coronavírus, por atingir indistintamente quase todos os países do mundo e por não estabelecer diferenças entre classes sociais, etnias e territórios.

Os oito princípios do associativismo livre adesão; gestão democrática; participação econômica dos sócios; autonomia; aperfeiçoamento contínuo e investimento em educação; integração entre associados; compromisso com a comunidade; e disseminação do associativismo representam uma alternativa para reorganização da sociedade em um mundo a ser erguido sob a égide do ‘novo normal’.

 

Livre Adesão

Um dos aspectos diferenciais do movimento associativo refere-se ao fato de as pessoas se unirem de forma espontânea em torno de uma agremiação e de interesses comuns. Essa participação voluntária confere a entidades empresariais e comunitárias legitimidade, pois o processo de filiação não se dá de forma compulsória.

O princípio da livre adesão, entre outros fatores de diferenciação, permite aos associados que se unam por afinidades, de modo a tornar mais coesas suas ações em prol do segmento ou causa que representam.

De forma tão frequente quanto possível, os gestores destas organizações devem analisar criticamente se a atuação e estrutura vigentes proporcionam satisfação e percepção de valor por parte significativa do quadro social. Além disso, cabe avaliar quais iniciativas podem ser promovidas para melhorar os níveis de desempenho registrados, perante todos os atores-chave envolvidos em seu processo de desenvolvimento institucional, bem como zelar pela condição de atratividade e acolhimento permanente de novos associados.

 

Gestão democrática

A expressão máxima de igualdade e da prática democrática, em uma entidade associativa, refere-se à paridade existente em relação ao voto do associado, ou seja, cada filiado à organização detém o mesmo poder de influência em suas decisões de caráter majoritário, sem distinção de posição econômica, ramo de atividade, prestígio ou tempo de filiação de quaisquer associados, que integram o quadro social da entidade.

Em geral, o estatuto de entidades associativas assegura que todo filiado possa ser elegível para ocupação de cargos diretivos em seu processo sucessório e inibe restrições que denunciem preconceito ou tendenciosidade em sua estrutura decisória.

Outro aspecto de interesse em uma gestão democrática é o caráter de transitoriedade das lideranças. Ainda que certo grupo de pessoas ou lideranças sejam imprescindíveis para a ascensão da entidade, devem-se estabelecer adequadas condições de formação e ou inserção de novas lideranças que contribuam para o permanente processo de oxigenação da organização associativa.

É essencial que a entidade associativa preste contas a variados públicos de interesse acerca de suas fontes de receitas, despesas e em relação aos aspectos principais de seu funcionamento cotidiano, pois a transparência não é somente um dos pilares do associativismo, mas também da Responsabilidade Social Empresarial (RSE) e dos princípios que regem sociedades livres e modernas.

 

Participação econômica dos sócios

O modelo de livre adesão, numa organização associativa, pressupõe estabelecer mecanismos de custeio e financiamento da entidade por meio de contribuições voluntárias, embora possa haver a prática de mensalidades distintas para diferentes categorias de associados, bem como mecanismos alternativos para geração de receitas.

Associações de vanguarda tendem a trocar a cobrança de mensalidades pela prestação de serviços e pela competência específica de elaborar, gerir projetos e constituir alianças estratégicas. Assim, o tradicional questionamento sobre o porquê de filiar-se à entidade se rende à percepção de valor gerada pelo evidente resultado econômico, financeiro ou social produzido para seus beneficiários.

 

Autonomia

Para que a organização associativa alcance uma posição de independência política e financeira é essencial que algumas posturas sejam adotadas em seu dia a dia, a iniciar-se pela atitude de seus dirigentes que deve ser apartidária, embora não apolítica. Isto significa desfraldar bandeiras e defender causas de interesse de seu quadro social perante agentes públicos e privados, mas com o evidente objeto de promover o bem comum da comunidade ou sociedade em que se insere.

Também há que haver preocupação quanto à criação de mecanismos de financiamento e custeio de suas atividades. Ter receitas próprias significa ser “dono do próprio nariz” e, por conseguinte, ter maior propensão à independência em todas as dimensões de atuação de uma organização social.

O tema representatividade é outro que se vincula à autonomia da entidade associativa.  Mas afinal de contas, o que é conceber uma entidade representativa? Intuitivamente pode-se responder que é possuir um grande número de associados. E isso, por si só, é o suficiente para que seja ostentado o status de representatividade? Esta condição deve ser ampliada à capacidade de o ente associativo ser legítimo porta-voz e articulador dos interesses dos representados.

É desejável, portanto, que reúna em seu quadro social e em sua diretoria, representantes dos mais variados segmentos do recorte territorial em que se situa. Essa atitude tende a ampliar os horizontes de atuação da entidade, bem como seu reconhecimento social, capacidade de mobilização e articulação institucional.

No exercício do apoio à criação do ambiente apropriado ao desenvolvimento  local – e toda entidade de referência deve contribuir para este status – é natural que a entidade assuma um papel de articulação institucional e de controle social dos poderes constituídos por meio, por exemplo, da participação em audiências públicas, da invocação da Lei da Transparência e do acompanhamento de pautas do Executivo e do Legislativo.

 

Aperfeiçoamento contínuo e valorização da educação

De uma forma geral, a importância do associativismo é reconhecida por toda sociedade, mas, infelizmente, a educação para o associativismo não faz parte das grades curriculares de escolas ou universidades e nem das estratégias habituais de capacitação adotadas por entidades associativas. Não por acaso, o Brasil conta com um grande número de organizações associativas, mas com um pequeno contingente de pessoas devidamente preparadas para atuação cotidiana nestas entidades.  Por isto, lideranças associativas precisam assumir relevante papel na preparação de quadros para o associativismo e para a edificação de uma cultura da cooperação a ser disseminada por toda sociedade.

Igual preocupação deve-se ter quanto à profissionalização da gestão da entidade. Apesar da inegável relevância do papel, usualmente, voluntário de dirigentes associativos, é essencial contar com a adequada tecnologia de gestão para o alcance de pleno êxito pela entidade.

A formação e animação de redes constituídas por lideranças empresariais e comunitárias configura-se como outro desafio. Embora se diga que líderes nascem prontos, todo e qualquer indivíduo prescinde de continuado processo de formação e aperfeiçoamento pessoal. Quando esta análise se estende ao funcionamento de redes de cooperação, ações permanentes de educação funcionam como a argamassa que dá coesão a grandes edificações.

 

Interação entre associados

O êxito de uma entidade associativa, no cumprimento de sua missão institucional, pressupõe reunir e organizar os diferentes segmentos que representa, tanto em torno de ações técnicas e de mobilização quanto em relação a ações festivas, de congraçamento, premiação e aprendizagem.

No caso específico de entidades associativas empresariais, tem sido debatida a relevância do tema ‘cooperação para a competitividade’. Isto significa que, quando concorrentes se irmanam para comprar e vender em conjunto; buscar acesso a novas tecnologias, a crédito e à inovação; ratear custos de capacitação e qualificação profissional; compartilhar estruturas logísticas, bem como atuar na formulação e articulação de políticas de interesse setorial, tornam-se mais fortes e, a pressuposta competição predatória, se verte em vantagem competitiva. Raciocínio similar se estende a entidades de cunho comunitário que se organizam para mediar perante agentes públicos e privados o suprimento às suas necessidades.

 

Compromisso com a comunidade

Embora uma entidade associativa atenda prevalentemente aos interesses de seus filiados, uma importante componente de sua práxis diária, em relação ao público externo, é a atuação em prol da comunidade. Este princípio pode ser traduzido pela  implantação de projetos e serviços de interesse público e social.

Algumas entidades associativas apoiam e gerem iniciativas que se vinculam a programas especiais ou mesmo a serviços prestados pela entidade, entre os quais podem ser enumerados: encaminhamento a empregos; controle de estacionamento; gestão de guardas municipais; revitalização de centros comerciais; ações de capacitação e qualificação profissional, além de extenso rol de possibilidades de composição de projetos.

Ações de voluntariado, que, além de atitudes de cunho assistencial, devem se estender ao assessoramento e aconselhamento a empresas e cidadãos, contribuem para a valorização das competências do quadro de constituintes da organização associativa e para a construção de relevantes laços comunitários.

Na esfera das ações promocionais, podem ser realizadas palestras e eventos esporádicos relativos a temas de variada natureza como saúde preventiva, economia doméstica, comércio justo, empreendedorismo, nova economia, sustentabilidade e meio ambiente entre outros temas de interesse comunitário e empresarial. Os profissionais e cidadãos que integram o quadro social da entidade, em ação coordenada com outras instituições e personalidades locais, podem se mobilizar para a organização dessas iniciativas.

Também é habitual a realização de ações beneficentes relativas à arrecadação de alimentos, brinquedos, materiais escolares e agasalhos para pessoas carentes e a promoção de campanhas de donativos, por ocasião da incidência de catástrofes naturais como enchentes, secas prolongadas e epidemias.

 

Disseminação da cultura da cooperação

Uma das estratégias a serem adotadas pela entidade na promoção do associativismo, é a realização de eventos específicos atinentes ao fortalecimento da cultura da cooperação dirigidos a seu quadro social e à comunidade.

A inserção de conteúdos programáticos curriculares nas redes de ensino púbica e privada representa uma dos elementos de reconhecimento deste tema para a construção de relações sociais saudáveis e de territórios prósperos. Concursos, gincanas, prêmios e eventos tendem a reiterar o interesse e o quórum qualificado nestas iniciativas, com a ressalva de que, preferencialmente, venham a ser incorporadas a estratégias permanentes de enraizamento do associativismo na localidade de intervenção da entidade associativa.

O investimento em novas gerações de empreendedores e empresários pode ganhar consistência mediante implementação de ações que envolvam, por exemplo, grupos familiares de associados e de colaboradores da entidade, com faixa etária compreendida entre 12 e 18 anos e, eventualmente, de jovens empreendedores da comunidade para a troca de experiências, promoção de missões associativas, realização de estudos de caso e para o aprofundamento de discussões e interesses relativos à atividade empreendedora (associativismo jovem).  Um outro aspecto relevante dessa iniciativa, é a formação de novas lideranças empresariais e de empreendedores sociais, de modo a assegurar a ampliação e continuidade da cultura associativa da entidade.

Proporcionar a crianças, adolescentes e jovens exercícios de experimentação sobre o tema associativismo representa semear em solo fértil e contar de antemão com farta colheita.

Uma contradição à disseminação da cultura associativa é a quase que inexistência de eventos ou ações integrados entre várias entidades, de cunho associativo, para promoção dos temas cultura da cooperação e do associativismo. No melhor estilo ‘estica e puxa’ parece haver pouco capital social e percepção da importância de se fazerem ações consorciadas que enalteçam a relevância da cooperação para o desenvolvimento sustentável. Uma boa provocação para as mais de 70 mil organizações associativas em atividade no país.

O atual momento torna evidente a necessidade de estas instituições liderarem o processo de reorganização social e econômica em suas comunidades. A melhor forma de enfrentamento a qualquer tormenta, seja ela qual for, é dispor de cidadãos e instituições autônomos, profissionalizados e imbuídos de um sentimento de coletividade e visão de futuro.

3 de março de 2020     ASAE/ASSOCIATION NOW
Por: Arundati Dandapani

 

As associações precisam de uma estratégia de associação para recrutamento, retenção e engajamento. Esteja você atualizando sua estratégia ou criando uma nova a partir do zero, sete perguntas podem ajudar você a se concentrar no crescimento da associação.

 

É difícil sobreviver como uma associação em qualquer cenário econômico – bom ou ruim. Mesmo em uma economia robusta, as associações enfrentam muitos desafios, e é por isso que é importante ter uma estratégia de associação que guie o crescimento.

 

Globalmente, as associações operam em um ambiente de constante mudança social, instabilidade e fragmentação. Portanto, quando chegar a hora de reexaminar sua estratégia de associação, você precisará analisar as forças perturbadoras que podem estar afetando seus membros. Aqui estão sete perguntas críticas a serem feitas durante o desenvolvimento de uma estratégia de associação de longo prazo para garantir que você possa continuar atendendo às necessidades dos membros.

 

“Qual é a sua “história de valor?” – Os associados geralmente são unidos por um interesse, profissão ou setor, e ainda assim as associações têm muitos tipos diferentes de membros que se identificam com grupos de profissionais, demográficos, geográficos ou geracionais. As associações inteligentes não apenas se concentram no valor que a associação oferece – a “proposta de valor” – mas também conversam com os segmentos dos membros de maneiras únicas e pessoais.

 

“Como você está juntando os associados constituintes em suas jornadas aspiracionais e encontrando-os onde eles estão na vida?” – As associações estão preparadas para o sucesso se comunicarem “histórias de valor” que falam da solução individualizada de problemas e inovação em escala.

 

“Você está ajudando a próxima geração de associados ?” – Você está dando aos jovens membros um caminho para empregos, networking, prêmios e reconhecimento e oportunidades de liderança? As associações precisam estabelecer o relacionamento correto com instituições acadêmicas e parceiros da comunidade para apoiar o progresso de novos e diversos profissionais. Os líderes da associação devem incluir e capacitar a próxima geração de membros.

 

As associações estão preparadas para o sucesso se comunicarem “histórias de valor” que falem em solução de problemas e inovação.

A tecnologia é intuitiva e fácil de usar? Muitas associações possuem sistemas de tecnologia volumosos que prejudicam a experiência dos membros. Reflita sobre questões como: Estamos usando a tecnologia de maneira eficaz para resolver os problemas dos membros? O que estamos fazendo para acompanhar as tendências tecnológicas? E que parcerias estamos construindo para alavancar a inovação tecnológica? Conteúdo interativo, aprimoramentos virtuais, plugins ou discussões e registros de eventos em plataformas sociais e de pagamento amigáveis ​​e seguras são algumas maneiras de garantir a confiança dos membros.

 

“Estamos fazendo o suficiente para promover a colaboração?” – As associações que estão firmemente construindo coalizões e parcerias também sabem como compartilhar e reunir recursos de maneira eficaz, economizando tempo e dinheiro para os membros. Em 2020, considere se outras organizações e a mídia podem ajudar seus membros a ter sucesso. Nesse caso, explore maneiras de formar alianças em vez de trabalhar no vácuo ou contra a concorrência.

 

“Você está criando relacionamentos reais e duradouros?” – O idioma que falamos molda a narrativa da associação e pode determinar se um membro fica ou não. Libere suas comunicações de arremessos de vendas, entenda o que importa para os membros que participam de eventos presenciais e encontre novos caminhos para envolver os membros no diálogo face a face. Essas etapas adicionarão variedade aos compromissos dos membros e permitirão que você aja de maneiras mais humanas, ajudando a consolidar a lealdade, a confiança e os relacionamentos duradouros.

 

“Você é centrado nos membros?” – Os líderes visionários da associação continuam focados na criação de novo valor para os membros – benefícios e serviços alinhados às necessidades dos membros. Uma associação disciplinada centrada em membros pode achar que precisa abandonar produtos, programas ou serviços que não funcionam há anos e seus líderes envolverão os membros em conversas para criar melhores resultados.

 

“Estamos presos a estruturas não compatíveis? – Os líderes da associação devem ser ágeis e preparados para o futuro. Isso inclui estar disposto a assumir uma quantidade saudável de riscos, a fim de desenvolver soluções inovadoras para problemas comuns dos membros. Por exemplo, a tentação de ser uma marca “sincera” versus uma “empolgante” pode estar em desacordo com as motivações de uma associação que está sedenta de mudanças. Sempre se envolva nos métodos de pesquisa apropriados para entender o que está motivando as necessidades dos membros e o que permitirá que as associações criem sistemas de apoio que ajudem seus membros a prosperar.

Association Now
22 de outubro de 2019
Por: Amy Hufford

Algumas novas técnicas de marketing podem ajudar a aumentar a taxa de captação de novos membros. Aqui estão três abordagens para testar com perspectivas. Os gerentes e diretores de aumento do número do quadro social têm um trabalho difícil. Eles geralmente são responsáveis ​​por aumentar o número de membros, mas, ao mesmo tempo, precisam depender de outros líderes da associação para executar algumas de suas ideias para atrair novos membros. Geralmente, tudo o que você precisa é de um plano para iniciar uma estratégia de crescimento para captação de novos membros. Na minha experiência, existem três maneiras simples de injetar nova energia nos esforços de marketing e comunicação que impulsionam o crescimento da associação.

Use o BOGO Marketing

Escolha uma página do manual de marketing de varejo e ofereça um acordo de BOGO (buy one e, get one) “compre um, leve outro de graça” COLO em português.

Ao organizar um evento de baixo custo, seja um seminário on-line ou uma reunião presencial, considere permitir que os membros se registrem com um convidado gratuitamente ou a um preço muito baixo. Essa é uma ótima tática de recrutamento,
porque incentiva os membros a trazer um colega ou amigo para que um ingresso gratuito não seja desperdiçado.

Os membros atuais são seus melhores embaixadores e instruirão seus possíveis convidados sobre sua associação quando eles estenderem o convite. Mesmo que o cliente em potencial não possa comparecer, sua organização se beneficia com publicidade boca a boca gratuita.

Frequentemente, as primeiras pessoas que os membros pensam em convidar são ex-associados; portanto, essa tática também é uma ótima oportunidade para trazer de volta os membros que saíram da associação.

Quando você oferece uma oferta do BOGO/LOGO, colete os endereços de e-mail dos convidados, além dos endereços dos membros no seu formulário de registro on-line. Os convidados podem ser adicionados ao seu banco de dados de possíveis clientes e você pode enviá-los por e-mail posteriormente com informações de acompanhamento, como: um link para a apresentação; um código de desconto para associação uma lista dos próximos eventos que eles também podem querer participar oportunidades voluntárias uma lista dos principais benefícios exclusivos para membros.

Realizar e compartilhar pesquisas no setor

Um dos eventos mais populares realizados pela Freelance Austin, uma associação de freelancers em Austin, Texas, é um painel de discussão onde são revelados os resultados de sua pesquisa salarial.

Ao iniciar a pesquisa, a organização solicita que seus membros e aqueles em sua lista de possíveis clientes ajudem a aumentar a precisão da pesquisa, encaminhando o link da pesquisa para o maior número possível de freelancers locais. Isso torna viral o email e as postagens sociais sobre a pesquisa, porque todos se beneficiam de um conjunto mais amplo de dados. A pesquisa menciona o evento em que os resultados serão revelados. Tanto a pesquisa quanto o evento oferecem novas oportunidades para alcançar aqueles que talvez nunca tenham ouvido falar sobre a organização antes.

Algumas organizações são generosas com o acesso de não-membros, mas há uma linha tênue entre dar aos membros em potencial uma amostra da associação e oferecer muitos dos benefícios e serviços valiosos da associação. Considere se sua organização está em posição de coletar informações que os membros e possíveis clientes considerariam extremamente valiosas. Se você realizar uma pesquisa, todas as partes do processo serão uma oportunidade de comercializar a associação. Veja como:
O convite da pesquisa enviado por e-mail pode promover a associação e o evento em que os resultados serão revelados. A página e o email da pesquisa de agradecimento podem incluir uma mensagem de marketing de associação e outra menção ao próximo evento. Um breve discurso de adesão pode ser incluído no início do evento. O email pós-evento pode incluir um link para os resultados da pesquisa e o conteúdo semelhante ao email de acompanhamento do evento BOGO (oferecendo associação
com desconto e menção de benefícios somente para membros).

Manter muitos recursos exclusivos para membros

Algumas organizações são generosas com o acesso de não-membros, mas há uma linha tênue entre dar aos membros em potencial uma amostra da associação e oferecer muitos dos benefícios e serviços valiosos da associação. Certifique-se de que alguns dos seus melhores recursos estejam disponíveis apenas para membros ou estejam acessíveis aos membros com desconto.

Aqui estão alguns exemplos de onde usar essa abordagem:
Cada ingresso para o evento deve ter preços com desconto para membros versus não membros. Mesmo que a diferença de preço não seja grande, ela reforça o valor da associação.

Não custa nada permitir que os membros se inscrevam primeiro em eventos altamente assistidos ou lhes dê a primeira oportunidade de levantar a mão para papéis voluntários cobiçados. Alguns eventos, como pequenas sessões de almoço e aprendizado com especialistas do setor, podem ser limitados apenas aos membros. Convide os membros a servir em grupos de interesse especial (SIGs) relevantes. Restrinja o acesso a um diretório online ou portal da comunidade. Forneça programas exclusivos para membros, como orientação de colegas ou uma série de podcasts especializados. Você também pode gerar um boletim por email – mas também existem outras alternativas mais fáceis. Não se esqueça de informar aos não membros o que estão faltando. Tente estas táticas: Em todos os eventos em que não-membros estiverem presentes, faça um esforço de associação que mencione os benefícios exclusivos para membros.

ASSOCIATION NOW – por SOPHIA CONFORTI 9 DE OUTUBRO DE 2019

Os recursos da sua associação não são a única maneira de fornecer valor
aos membros. Além disso: desenvolva uma "mentalidade de força" para
aumentar o moral da equipe.

Por que os membros ingressam em uma associação e o que os faz renovar?
Tudo se resume a valor.

Obviamente, a principal maneira pela qual sua associação agrega valor é
através dos benefícios dos membros. Mas também existem maneiras menos
concretas de fazer isso, que não estão descritas no manual do membro. Por
exemplo, conectar membros que têm interesses semelhantes, diz Callie
Walker no blog MemberClicks.

“Você deve continuar a oferecer as muitas oportunidades de networking
que oferece, mas dê um passo adiante apresentando seus membros a outras
pessoas quando isso fizer sentido”, diz ela. "Por exemplo, digamos que você
esteja no meio de sua conferência anual e conversando com alguém que
está estudando para um exame de certificação. Se você conhece alguém que
passou recentemente no exame, conecte esses dois. ”

Outra idéia: aproveite as oportunidades educacionais relacionadas a soft
skills para complementar os programas de aprendizado específicos do
setor.

"Enquanto a maioria das pessoas provavelmente está envolvida na sua
organização para aprimorar suas habilidades, nunca é demais ajudá-las a
aprimorar essas habilidades", diz Walker.

Mantenha seu queixo erguido
Sua escolha de mentalidade está ajudando ou prejudicando você?
…Em todas as situações, você tem a opção de escolher uma mentalidade
que o faça sentir-se poderoso ou fraco

Tendo um dia ruim? Sua mentalidade pode ser a culpada.
"Geralmente, há uma ampla variedade de perspectivas e observações
verdadeiras que você pode fazer sobre as coisas que acontecem com você",
diz Rebecca Tiffany no Association Chat. "Uma versão da história que você
conta a si mesmo sobre uma situação pode esmagá-lo com a depressão e
imobilizá-lo da produtividade … Mas também há uma maneira leve e fácil
de perceber o mesmo evento exato".
Quando os líderes cultivam essa "mentalidade de força", como Tiffany
chama, eles aumentam o moral não apenas para si mesmos, mas também
para sua equipe.
“Quando toda a sua equipe olha para os problemas que você enfrenta com
fé de que eles podem lidar com tudo e que confiam um no outro para
realizar um trabalho brilhante e impactante, a mágica real começa a
acontecer”, diz Tiffany.

POR TIM EBNER – 30/04/2019 – ASSOCIATION NOW

Seus membros criam uma cultura que os líderes e a equipe devem entender e agir. Um executivo da associação, falando por experiência, explica como as nuances da cultura de afiliação impulsionam o envolvimento dos membros e o envolvimento voluntário. Beth Brooks, CAE, passou muito tempo conhecendo seus membros. Por quase 30 anos, ela liderou muitas associações diferentes – desde a Associação de Executivos da Sociedade do Texas até a Associação Nacional de Mulheres em Construção até sua posição atual como diretora executiva do Texas College of Emergency Physicians (TCEP). Em cada organização, os membros se engajaram de maneira diferente. “Eu trabalhei em uma associação com membros independentes e em outra organização com membros muito envolvidos ansiosos para assumir novos papéis”, diz Brooks.

O envolvimento dos membros nasce da cultura de associação de uma organização, argumenta ela. “O que me vem à mente quando penso em [cultura de membros] é tradição”, diz Brooks. “O que é essa associação como tradicionalmente? Eles fazem coisas como sempre fizeram? Eles têm um grande número de membros experientes em quem se apoiam? Ou eles estão dispostos a tentar algo novo? Brooks tem apenas seis meses de seu cargo atual na TCEP, mas já reconhece várias nuances de uma cultura de associação moldada pela profissão que a associação serve. “O que é tão interessante para mim é que meus médicos gostam de aprender, e eles valorizam conhecer as respostas”, diz ela. “Esse impulso para aprender e se sobressair é uma faceta importante de sua experiência e, portanto, precisamos apresentar a eles oportunidades para fazer exatamente isso.”Muitos membros do TCEP querem se voluntariar em papéis de lobby face a face durante a sessão legislativa do Texas. “Sempre colocamos o médico na frente”, diz Brooks. “Eles são os especialistas. Eles são o porta-voz ”. Em uma associação comercial, os membros podem se submeter ao diretor executivo como a“ face da organização ”, acrescenta ela. Outro elemento importante da cultura de membros da TCEP é o tempo – especificamente, a quantidade limitada de que os membros têm para se voluntariar ou se envolver de outras maneiras com a organização. “Nossos membros trabalham no momento e, assim, quando lhes damos prazos, precisamos entender suas outras prioridades”, diz Brooks. “Aprendi a não me estressar, porque sei que eles farão o trabalho e farão bem.” Ela observa que os médicos de pronto-socorro tendem a ter uma mentalidade de triagem que também se aplicam ao voluntariado, priorizando o trabalho e as obrigações voluntárias para cumprir prazos críticos. “Não importa se eles têm três meses para escrever um artigo”, diz Brooks. “Eles farão isso, garantido – não há necessidade de lembrá-los – e eles farão isso melhor do que ninguém, mas ele será enviado para você normalmente no dia em que for devido.” Conhecer a cultura de afiliação de sua associação e como os seus membros estão mais propensos a se envolver pode ajudá-lo a refinar seus pontos de contato de comunicação, acrescenta Brooks. Ela se comunica com os membros da TCEP da forma mais direta possível, percebendo que os médicos estão, em muitos aspectos, ocupados com “membros de cinco minutos ”.

“Quando eu enviar e-mail, seja uma pergunta genérica ou uma pergunta específica, vou colocar na linha de assunto: ‘ação necessária’, juntamente com um prazo e data”, diz ela. “Talvez seja um voto de membro ou um pedido de comitê. Estou à vontade falando de maneira direta com os membros ”. Esse tom pode não funcionar tão bem em outra associação com membros cuja profissão não envolve o mesmo senso de urgência, e é por isso que entender sua cultura de afiliação é tão importante. E esse entendimento só pode vir dos próprios membros. “Sempre que estiver com um membro, reserve um tempo para ouvir. E pergunte a eles o que tem em mente. Quais são as suas preocupações? E como podemos, como a associação, ajudar? ”, Diz Brooks. “Obter esse feedback vai falar com o que eles mais valorizam como uma comunidade”.

O novo curso continua em produção. As gravações terminaram e agora estão sendo feitas as edições para o vídeo e a redação da cartilha. A previsão do lançamento está mantida para o próximo mês de abril.

O primeiro de uma nova serie (Serie 2), o curso de numero 11, terá sua produção iniciada neste mês de fevereiro de 2019. A previsão é de seja lançado no próximo abril. A medição do engajamento numa associação tem sido considerada o mais importante indicador para a gestão de associações nos Estados Unidos, onde o associativismo é o mais evoluído no mundo. Faz todo sentido reunir associativistas de grande experiência para transmitir as suas vivencias, indicar caminhos para se obter mais envolvimento dos diretores dos sócios.