SEBRAE/ES PROMOVE EVENTO PARA LANÇAMENTO DE DOIS IMPORTANTES PROJETOS: ASSOCIATIVISMO 4.0 E CREDENCIE-SE

No último dia 19, no auditório do SEBRAE/ES aconteceu o lançamento dos projetos ASSOCIATIVISMO 4.0, que objetiva a fortalecer as associações de empreendedores e o CREDENCIE-SE que, na mesma linha de tornar as associações mais fortes, reforça as receitas das associações através do agenciamento dos cursos promovidos pelo SEBRAE. Um grande público compareceu ao evento. O diretor da EA Escola de Associativismo foi saudado pelo Superintendente Pedro Rigo e fez uma breve fala elogiando as iniciativas do SEBRAE e dando informações sobre o trabalho da ESCOLA DE ASSOCIATIVISMO para que as associações sejam cada vez mais ativas, protagonistas da geração de desenvolvimento e bem-estar para toda a sociedade.

No dia 11 deste mês de março, no Centro de Treinamento do IEL/ES acontecerá o 4º CPFA com a abordagem também do importante tema do nosso curso MD04 “AUMENTANDO O NÚMERO DE ASSOCIADOS”. Serão disponibilizadas 30 vagas para os alunos num formato novo de curso com 2 hs de duração, num horário noturno, de 19 às 21 hs.

Aconteceu também em Vitória/ES a palestra “Jovens no Associativismo” tema do próximo curso que a escola irá lançar em outubro próximo. O público foi formado por jovens de 9 diferentes estados brasileiros, presentes na reunião da REDE INDÚSTRIA JOVEM. São os jovens o alvo prioritário da ação da ESCOLA DE ASSOCIATIVISMO.

Sob a forte liderança da Presidente Suelene Feltrin foi um sucesso o congresso que teve a duração de três dias. O diretor da EA fez uma palestra sobre o tema “associativismo e a Escola de Associativismo” para um público de cerca de 100 corretores de imóveis reunidos no auditório da Superintendência Norte da CEF Caixa Econômica Federal, em Vitória/ES.

Sistema FAES – Federação de Agricultura e Pecuária do ES assina convênio com a EA Escola de Associativismo – com o objetivo de levar os conteúdos produzidos e colecionados pela escola para os dirigentes dos sindicatos rurais patronais filiados à FAES, foi assinado um convênio para que a EA promova 12 (doze) diferentes cursos. Estiveram presentes o Presidente da FAES, Dr Julio Silva Rocha Jr,  e a Superintendente do SENAR/ES – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Leticia Toniato Simões. Eles manifestaram uma expectativa muito positiva nesta ação para o fortalecimento das associações sindicais filiadas. Após a assinatura do convênio o diretor da escola fêz uma palestra sobre o tema “Levando o conteúdo da EA para o interior do ES”.

EA Escola de Associativismo na FIESP Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e na FIRJAN Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – a escola aceitou convite das duas federações de indústrias para participar do júri da edição 2019 do Prêmio de Melhores Práticas Sindicais da FIESP e da FIRJAN. Os sindicatos ganhadores serão conhecidos no dia 07 de novembro próximo, numa solenidade de premiação na sede da FIESP, em São Paulo Capital.

A escola aceitou convite para participar de evento na FIRJAN com as associações sindicais filiadas àquela federação no próximo mês de outubro. O Conselheiro Fábio Dias fará uma palestra sobre a Escola e seus cursos para todos os participantes.

11 alunos de diferentes associações se inscreveram para este curso de formação de associativistas, realizado no Centro de Treinamento do IEL/ES, nos dias 14 e 15 de maio p.p.. Novos temas foram abordados: Os benefícios de uma sede – MD01; A importância da renovação – MD02; Inovação no associativismo – MD03 e Desenvolvendo mercados por meio das associações
– MD05. O destaque deste curso foi a presença do aluno-professor Luiz Soresine, ex-Diretor da Aracruz Celulose e ex-Diretor da Vale, um formador de opinião, um associativista nato, valorizando as iniciativas da Escola de Associativismo. Uma inspiração para continuarmos produzindo conteúdo para o fortalecimento das associações.

O que é associativismo? Como ele pode colaborar para a sociedade? Como fortalecer o associativismo? Esses foram alguns dos questionamentos trabalhados no primeiro Curso de Formação de Multiplicadores da Escola de Associativismo, que aconteceu na última semana. O evento foi promovido com intuito de capacitar novos professores da Escola de Associativismo, que, agora, também serão responsáveis por disseminar a cultura do associativismo em todo o país.

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Foram 12 estados e três municípios capixabas presentes, 14 alunos certificados. A partir deste curso ganhamos escala na nossa atuação no Brasil. Temos multiplicadores do conteúdo da Escola de Associativismo no ES, RS, SC, SP, MG, RJ, DF, MT, BA, AL, PA e AC, nas 5 diferentes regiões do do Brasil. O instrutor Fabio Dias, do SENAI/ES, dedicou-se com afinco para que os alunos tivessem a melhor formação. Nosso voluntário do Comitê Executivo e também aluno, Ismar Calcagno ajudou a EA na recepção e acolhimento dos(as) alunos(as). Zilka Teixeira e Rafaela Marques garantiram a qualidade didática e o suporte ao curso.

Acontecerá no próximo dia 7 de maio, às 16 hs, no Salão da Indústria do Edifício FINDES. Um evento anual em homenagem a quem ajudou e ajuda a EA Escola de Associativismo. Inteligente e descontraído é a marca desta evento que é esperado por todos. Os temas e os palestrantes escolhidos pela escola foram:

Propósito, com Gilber Machado,

Mudança, protagonizado por Ronald Carvalho

Felicidade, uma grande expectativa, com Flávia da Veiga.

Eficiência nas Associações com abordagem dos temas Aumentando o número de associados/ Governança: não é só o Presidente que precisa trabalhar/Sustentabilidade financeira é vital e Comunicar é preciso.

Aconteceu no plenário da FINDES Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo, nos últimos dias 20 e 21 de novembro de 2018. O moderador foi Darcy Lannes, muito elogiado pelos participantes. Os associativistas Egídio Malanquini, Aristóteles Passos Costa Neto, Idalberto Moro e Eustáquio Palhares, colaboradores de conteúdo da escola nos temas do curso, deram um brilho especial ao mesmo com depoimentos e respostas a perguntas. O suporte do IEL/ES – Instituto Euvaldo Lodi foi fundamental para o bom resultado do curso.

Você já parou para pensar no significado da palavra ASSOCIATIVISMO?

Ficará surpreso com a força do conceito, sua diversidade de fins, sua importância para democracia e o expressivo número de pessoas envolvidas Brasil a fora com essa prática.

Como acontece com a grande maioria das pessoas neste início de século, vamos começar nossa reflexão consultando Dr. Google. Opa!!! Quantas definições e textos abordando aspectos diversos. Vamos começar pela definição. Selecionamos as seguintes:

1) Associativismo: tendência ou movimento dos trabalhadores de se congregarem em associações representativas (órgãos de classe, sindicatos etc.), para a defesa de seus interesses. p.ext. a prática desta tendência.

Legal essa definição, mas tem um problema grande: está restrita aos trabalhadores. Se trocarmos a palavra trabalhadores por Pessoas físicas e Jurídicas, parece que fica bem mais perto da realidade. Vejamos outra:

2) Associativismo é o meio de organizar grupos de interesse econômico auto-sustentável, é a base que liga a consciência individual e o direito individual, a necessidade de agregação e conjugação de esforços, base de organização da sociedade.

Associativismo é a união de um grupo de pessoas, de empresas, de comerciantes, etc.

Ah!! essa definição parece bem melhor, mas, também tem um problema: foi bem colocada a ideia de grupos de interesses, porém, não são apenas interesses econômicos. Poderíamos excluir a palavra econômico. O que explica uma Associação é o interesse em comum de um grupo de pessoas físicas ou jurídicas: Pode ser a defesa de uma bandeira que tem a ver com o emprego, com o negócio dessas pessoas, com o salário, com a melhoria da qualidade de vida no bairro em que moram, pode ser beneficente, religioso, ou a defesa de uma pauta para a nossa organização política.

Poderíamos juntar outras definições, mas com as ideias acima já temos muito o que mapear sobre a riqueza do termo, bem como sobre a diversidade das associações, consequentemente com a amplitude de objetivos.

Associativismo é uma tendência de pessoas (físicas ou representantes de pessoas jurídicas) se organizarem em um grupo, tendo como propósito a agregação e conjugação de esforços na defesa ou realização de um interesse comum. Numa democracia esses atores sociais, assim formados, são vistos por muitos como pilares da organização da sociedade.

Olhando para a realidade brasileira, quais os modelos mais presentes?

1) Modelos formais e regulamentados:

Sindicatos dos trabalhadores e suas federações e centrais

Sindicatos dos empresários e suas federações e confederações

Conselhos de Profissionais Liberais

2) Modelos Formais (organizados na forma do artigo 54 do código civil)

Associações de representação de interesses de um segmento empresarial

Associações de representação de interesses de um segmento de profissionais

Associações de representação de interesses de uma comunidade

Associações Mantenedoras de interesses beneficentes (Área de Saúde; Assistência

Social; Recuperação/Preservação Ambiental)

3) Modelos informais

Clusters produtivos – concentração, geralmente de pequenas empresas, organizadas via mercado e que alcançam alto nível de competitividade em razão de uma divisão de trabalhos entre elas.

Grupos ou Fóruns – Presencial, ou apenas via rede social, de defesa de uma causa ou projeto temporário ( Exemplo: Defesa do Rio Doce; Pó Preto na Grande Vitória)

4) Modelo para Exploração de um Negócio

Cooperativas de Produção

Cooperativas de Crédito

Cooperativas de Trabalho

Um campo que é bem organizado e bastante avançado no Brasil com milhares de unidades, contando com Banco próprio (Bancoob) e sistemas como OCB que se tornaram estruturas de mobilização e treinamento de seus membros e funcionários. Portanto, não precisam ser vistos como prioridade da Escola de Associativismo, embora sejam benvindos também no que considerarem interessante para o caso deles.

É possível imaginar quantas “Associações” existem Brasil afora? Quantos voluntários operam nessa rede de “Associativismo? “No Geral, qual é o conhecimento/cultura que cada participante deve buscar? E na especificidade de cada modelo, qual é o conhecimento que cada participante deve deter?

A Escola de Associativismo tem por meta oferecer essas respostas. E para pensar programas de trabalho para a Escola, bem como seu projeto pedagógico podemos fazer uma classificação diferente da anterior, buscando enfatizar os objetivos delas:

1) Organizações de defesa de interesses econômicos

Sindicatos dos trabalhadores e suas federações e centrais

Sindicatos dos empresários e suas federações e confederações

Conselhos de Profissionais Liberais

Associações de representação de interesses de um segmento empresarial

Associações de representação de interesses de um segmento de profissionais

Aqui são muito importantes os conhecimentos sobre o relacionamento com o setor público: legisladores, executivos de governo.

Como levantar as especificidades operacionais, legais, ambientais, etc do segmento representado? Como construir consensos internos sobre os problemas? Ou, como identificar o que pode ser consolidado como interesse comum, base de sustentação do grupo? E como levar esse conhecimento para autoridades públicas? E para o público em geral que vota e escolhe os nossos dirigentes? Ou que forma imagem dos negócios e respectivos produtos?

2) Organizações de Apoio a Projetos Sociais

Associações Mantenedoras de interesses beneficentes (Área de Saúde; Assistência Social; Apaes; etc.)

Aqui deve ser mais importante questões de ordem gerencial e de captação de recursos, bem como da eleição das entidades a beneficiar.

3) Organizações de Defesa de Direitos Coletivos

Associações de representação de interesses de uma comunidade

Associações e Fóruns de Defesa de Direitos ou Ativos Ambientais

Grupos ou Fóruns – Presencial, ou apenas via rede social, de defesa de uma causa ou projeto temporário ( Exemplo: Defesa do Rio Doce; Pó Preto na Grande Vitória)

Aqui deve ser mais importante questões de ordem gerencial, de captação de recursos e parceiros, bem como de comunicação com o público.

4) Organizações de Produção

Central de Compras (e semelhantes)

Clusters produtivos – concentração, geralmente de pequenas empresas, organizadas via mercado e que alcançam alto nível de competitividade em razão de uma divisão de trabalhos entre elas.

Aqui o mais importante é a compreensão da cultura empreendedora e conceitos de negócios que subsistem como alicerces ou amalgama dessas organizações.

O primeiro território de atuação será o Espírito Santo. Primeiro porque é um Estado com tradição em associativismo, dada sua formação histórica de pequenos negócios, imigrantes italianos, alemães e outros com proximidade à cultura do Associativismo.

Segunda por ser local de residência e trabalho de seu idealizador e apoiadores.

Assim, o programa de trabalho envolverá as seguintes linhas de atuação em paralelo:

1) Preparação de material em temas já conhecidos para comunicação via rede de computadores;

2) Levantamento das Associações existentes no ES, classificadas conforme categorias aqui mencionadas, atendendo a um cronograma de prioridades para a Escola;

3) Identificação em cada caso das necessidades de formação e treinamento dos voluntários;

4) Mobilização; produção de material; realização das ações de capacitação.

Guilherme Henrique Pereira, Janeiro de 2017

Professor universitário,economista, foi Presidente do Banco de Desenvolvimento do ES, Secretário de Estado de Planejamento; Secretario de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do ES

O Estado passou por 2 ciclos de desenvolvimento, o primeiro foi no século XIX até a década de 60 do século XX, ancorada exclusivamente no café. O setor gerava quase 54% do PIB estadual. Depois passou pelo segundo ciclo que começou na década de 60 até a década de 90 do século XX, foi quando o ES teve sua inserção internacional através das exportações das grandes indústrias. Vivemos e viveremos outros ciclos, mas podemos afirmar que no momento atual estamos dando a importância para o associativismo e para interiorização.

Associativismo para uma Indústria forte é o nome do livro que a FINDES lançou em comemoração aos seus 55 anos, e os principais atores dessa história são os 31 sindicatos e as 3.347 indústrias associadas.

Um dos projetos que merece destaque foi o Dia de Associar-se que levou uma grande mobilização para o interior, principalmente para os municípios onde estão localizadas as regionais da FINDES que são: Colatina, Cachoeiro de Itapemirim, Aracruz, Anchieta, Linhares, Venda Nova do Imigrante, São Mateus e para fechar o ciclo no interior Nova Venécia que contou com a presença de vários prefeitos e do Governador Casagrande, que no evento assinou junto com o Presidente da FINDES Marcos Guerra convênios para instalação de um uma Escola Pedreira em Vila Pavão e uma Agência de Treinamento em Nova Venécia, futuro centro integrado SESI/SENAIS/IEL.

Além de toda a mobilização o projeto identificou setores que estavam desassistidos pela federação, com isso foram criados 3 novos sindicatos: Laticínios, vidros e pesca.

Nos 8 eventos realizados foram visitadas cerca de 2.500 indústrias, 1.800 participantes e 592 indústrias associadas aos sindicatos.

O projeto deu tão certo que a CNI – Confederação Nacional da Indústria replicou para outras federações totalizando 39 eventos realizados/agendados em todo o Brasil.

O associativismo é o clico da vez, só assim podemos fortalecer as indústrias que são a base dos sindicatos e da federação, dando sustentabilidade a economia deste pequeno grande estado.

Egídio Malanquini
Diretor para o Fortalecimento Sindical
Centro de Apoio aos Sindicatos – CAS/FINDES

Como grande inspiração temos o Prêmio de Excelência em Associação de 2016, criado pela Global Conference Network, e é uma oportunidade única para as associações transversais de indústrias se reunirem sob o mesmo teto e celebrarem as conquistas e sucessos dos vencedores.

Houve um aumento de 25% no número de inscrições para a segunda edição do programa de premiação que identifica as melhores práticas no trabalho realizado por todo o comércio e associações profissionais.

“Associações Comerciais desempenham um papel importante como um canal entre as empresas e os decisores políticos e meios de comunicação que moldam o ambiente em que trabalham. Ao reconhecer suas realizações, os Prêmios de Excelência da Associação são uma ótima maneira de comemorar o sucesso e compartilhar o aprendizado.” David Smith, CEO, Energia Networks Association.

“Agora, mais do que nunca, os profissionais precisam ser engajados com o seu corpo profissional, e organismos profissionais devem fornecer um excelente suporte, oportunidades de desenvolvimento e assegurar que os esforços para influenciar a política, representar os pontos de vista e prioridades dos seus membros. Concordei em ser juiz desta premiaçao, porque eu estou interessado em ganhar uma compreensão mais profunda do que Excellence parece, e para ajudar a comemorar o sucesso daqueles que o merecem dentro deste setor muitas vezes esquecido. ” Julia Scott, CEO, O Colégio de Terapeutas Ocupacionais.

Fonte: http://associationexcellenceawards.co.uk/

Projetos relacionados ao incremento da atividade turística requerem apoio técnico, parcerias, educação, comprometimento e envolvimento da comunidade. Em Administração, utiliza-se a técnica do Benchmarking, que consiste no processo de busca das melhores práticas que conduzem ao desempenho superior. De forma simples, podemos dizer que o Benchmarking consiste em observar, examinar e aprender como outra organização realiza uma atividade para, com base nesta experiência bem-sucedida, melhorar a nossa atividade. Esta é a matriz de trabalho empregada pelo Projeto Rotas do Itajaí.

O modelo proposto para a futura Associação Visite Guabiruba – AVIGUA –  e que também pode ser utilizado por outros municípios com grande potencial turístico como Botuverá, Brusque e Nova Trento, dentre outros -, foi inspirado no modelo bem-sucedido da Associação Visite Pomerode – AVIP. Constituída em 2009 por representantes de empresas que acreditaram no associativismo para o sucesso do negócio e que o concorrente é um parceiro e não um inimigo, (grifo nosso) já em 2013 a entidade foi agraciada com o Prêmio Top Turismoda Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing de Santa Catarina (ADVB –SC), com o case “Passaporte Turístico”. Em 2015, a associação foi novamente agraciada com o prêmio Top Turismo com o case “Osterfest”. Tecnicamente, pode-se dizer que a experiência e o modelo da AVIP – calcado no associativismo -, são uma boa referência para o turismo na região de Brusque, o que justifica sua escolha.

O associativismo corre em nossas veias. Utilizado desde os tempos de Roma, em nosso passado recente foi um modelo muito utilizado nas regiões colonizadas por imigrantes alemães e italianos, que se juntavam para construir e manter as escolas, por exemplo, visto que o poder público não dotava as comunidades de escola e tampouco pagava os professores. Tanto a construção quanto a manutenção eram integralmente pagas pelas famílias. Este associativismo, que tinha como objetivo satisfazer as necessidades coletivas e alcançar o bem comum, passava pelo investimento em educação para a evolução e o crescimento das pessoas e da comunidade.

A prática associativa consiste na organização voluntária de pessoas. É pilar fundamental na construção de vida em comunidade, eixo de qualquer política de desenvolvimento que favorece a democracia e a cidadania. Ela nos empodera, aumenta nossas forças, pois juntos somos mais fortes. Infelizmente, ao longo dos últimos 80 anos, paulatinamente, a prática do associativismo tem sido sufocada no Brasil. Talvez nem todo o território brasileiro tenha conhecido e praticado o associativismo, mas aqui fazíamos isso com maestria, e estamos esquecendo, pois praticamos pouco. E esta é uma área em que teoria sem prática não leva a lugar nenhum.

Agora, mesmo aqui muitos não sabem o que é associativismo. Não sabem como funciona, não imaginam a força que tem e, por ignorar, não promovem, não participam, não se envolvem. Enquanto isso, permitimos que os outros conduzam nossa vida, nosso destino, a bel prazer. Mas podemos mudar isso. Chamar para nós a responsabilidade, assumir e fazer acontecer. Somente assim mudaremos o país, e não ficando à margem do processo, sem se envolver, sem se responsabilizar, sem fazer nada – só criticando e reclamando. Enquanto isso, outros fazem – mas fazem o que eles querem, e não o que nós queremos. Para fazer o que nós queremos, nós mesmos precisamos fazer. Isso é associativismo!

Fonte: Jornal Municipio de Brusque/SC – Rosemari Glatz

Na terra onde nasci, logo depois da guerra não havia nada, só homens e mulheres que tinham perdido tudo e queriam reaver a própria vida.

Começaram as cooperativas e associações, JUNTOS começaram a ter as próprias tarefas e a desenvolver as ideias para alcançar objetivos.

Quer na administração, quer na logística ou no próprio trabalho manual, todos tinham a dignidade própria porque eram uma peça duma engrenagem que ajudava a TODOS, ninguém era mais do outro porque o responsável da logística não podia fazer nada se os operários não entregassem o produto, e assim por diante.

Em Portugal não é assim, e digo isto por experiência pessoal (várias). No concelho de Mação, por impulso do então presidente da Câmara, foi constituída uma associação de artistas, de que eu era o afortunado presidente, e nas primeiras reuniões todos eram interessados a ajudar..mas o tempo passa… e aos poucos o “afortunado” presidente devia fazer contactos, realizar exposições, entregar documentos ao técnico de conta, reunir na câmara, fazer limpeza…….isto durou 3 anos, visto que ninguém mais se apresentou para avançar, e eu fiquei cansado por trabalhar sozinho.

Estou agora em duas Associações do Medio Tejo. Belas reuniões… no começo, com tantas ideias, projetos, propostas. Alguns que se agitavam para impor as próprias ideias…fazemos ISTO! Fazemos AQUILO! Mas depois as reuniões minguaram, cada um queria JÀ fazer as coisas, queriam JÀ ser elogiados, e aqui inicia o meu raciocínio.

Meus caros colegas, para se ter algo é preciso trabalho, empenho, sofrimento, e persistência.

Não se pode querer constituir uma associação e logo depois ir exigir subsídios e ajudas..precisa antes MOSTRAR  o que se pretende, o que se sonha , o porquê da existência desta associação, e então sim, podemos ter ajuda.

Associar-se quer dizer” juntar o próprio trabalho ao trabalho de outros para conseguir um objetivo”, não estar a espera, sentadinhos, que tudo caia do céu. Do céu cai água, só!

Por aqueles que criticam, lamuriam, andam tristes a abanar as mãos e chorar nos cantinhos das ruas, porque “aqui não há nada”, “ninguém me ajuda”, “este país não presta”, digo-lhes isto: seja humilde, dedicado e trabalhador, e aceite o seu lugar, não só para fazer propostas, mas demonstrar também em como realizá-las.

DEDICA-TE A ISTO COM PAIXÃO!

Massimo Esposito
Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios em Abrantes, Santarém, Entroncamento e Constância.