[NOVO] Centrais sindicais, associações e empresas se unem para preservar 1,5 milhão de empregos

17 setores organizam ato em SP e mobilização no Twitter para que o presidente do Senado paute a desoneração da folha salarial no Congresso

Associações e empresas de 17 setores se organizam com centrais sindicais para preservar mais de 1,5 milhão de empregos ameaçados com o fim da desoneração da folha salarial. A mobilização principal será na segunda-feira, dia 28, em duas frentes: um grande ato da União Geral dos Trabalhadores (UGT), às 10h, em frente ao Sindicato dos Comerciários de São Paulo; e um tuitaço, às 9h, puxado pela hashtag #PautaDavi. O objetivo é pressionar que o veto à continuidade da desoneração seja colocado na pauta do Congresso para votação.

O fim da desoneração vai afetar 17 categorias profissionais, que reúnem 6,5 milhões de trabalhadores. Call center, construção civil, tecnologia, alimentos, comunicação, transportes e indústrias têxtil, de calçados e máquinas, entre outros, podem demitir mais de 1,5 milhão de funcionários até o final do ano caso o benefício fiscal seja suspenso.

A mobilização é para reforçar a necessidade da manutenção da desoneração da folha, aprovada pelo Congresso, e garantir a manutenção do emprego de milhares de trabalhadores em meio à pandemia. Além da UGT, CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Fenattel, Sintratel e Sintetel também apoiam o movimento, participando do tuitaço #PautaDavi.

A decisão acontece num momento em que o país conta com mais de 13 milhões de trabalhadores desempregados e as empresas já estão impactadas financeiramente pela pandemia da COVID-19. Em um cenário de recessão econômica, os setores foram responsáveis pela manutenção do volume de empregos de carteira assinada no Brasil. Durante o período da desoneração da folha salarial as empresas investiram em todas as regiões, inclusive em cidades pequenas, gerando empregos, renda e impostos.

O setor de contact center é um dos maiores empregadores do país e será um dos afetados pela medida. Presidente da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), John Anthony von Christian, estimou o aumento nos custos com o fim da desoneração e o impacto no setor. “Somos intensivos em mão de obra, tanto que a folha de pagamento representa cerca de 70% dos custos. As empresas vão sofrer um aumento da carga tributárias de até 366%, ou o equivalente a 11% da receita bruta, levando em conta o cenário de uma empresa com receita bruta mensal de R﹩ 1 milhão. A estimativa é de que cerca de 300 mil trabalhadores podem perder seus empregos até o fim do ano, com a menor demanda e robotização dos atendimentos”, pontua John.

 

Fonte: https://www.segs.com.br/mais/economia/254272-centrais-sindicais-associacoes-e-empresas-se-unem-para-preservar-1-5-milhao-de-empregos