Sebrae comemora criação da Associação Brasileira de Indicações Geográficas

 

Iniciativa nasce para apoiar e unir as entidades representativas das IGs reconhecidas pelos produtos e serviços com qualidade baseada na origem 

Nesta sexta-feira (30), o Sebrae participa da apresentação oficial da Associação Brasileira de Indicações Geográficas (ABRIG). O evento, que acontece de forma virtual, representa um marco para o fortalecimento das IGs, que ainda são desconhecidas por grande parte dos brasileiros, mas são a cara do Brasil, com produtos e serviços com tradição e qualidade baseada na origem.

De acordo com a analista de inovação do Sebrae, Hulda Giesbrecht, a criação da ABRIG é reflexo do crescimento e desenvolvimento das Indicações Geográficas no país. “Cada vez mais os pequenos produtores dessas regiões protegidas passam a a estampar o selo da IG nos seus produtos. Todo esse movimento está convergindo para a criação de uma associação nacional que possa representar os interesses das IGs junto ao mercado e ao poder público”, destacou.

O representante dos produtores de vinhos e espumantes da IG do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, reconhecida como a primeira Indicação de Procedência do Brasil, será o diretor-presidente da ABRIG. Segundo ele, a  associação nasce para apoiar e unir as entidades representativas das Indicações Geográficas, principalmente para buscar apoio oficial com o objetivo de promover e divulgar o valor das IGs, que envolve a preservação de aspectos da cultura e tradição locais.

Ele conta que uma das primeiras ações da associação será atuar para impedir o uso indevido dos nomes geográficos protegidos. “Alguns dos produtos vinculados às IGs são muito assediados por usurpadores e precisamos atuar de imediato para fazer frente a esse problema. Produtos como o queijo, o café e o vinho, por exemplo, têm sido alvos desse tipo de usurpação até mesmo por empresas de maior porte”, comentou.

Atualmente o Brasil possui 86 Indicações Geográficas registradas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), sendo que 67 delas são da espécie Indicação de Procedência e 19 são da espécie Denominação de Origem. Entre elas, as panelas de barro de Goiabeiras, no Espírito Santo; o café da Região do Cerrado Mineiro; o queijo da Canastra, em Minas Gerais; a renda de Divina Pastora em Sergipe, os calçados de Franca, em São Paulo.

Desde 2003, o Sebrae atua no apoio à estruturação de Indicações Geográficas. Somente no ano passado, o Sebrae fez o diagnóstico de 120 territórios com potencial de reconhecimento e identificou que 80 deles têm potencial para obter o registro concedido pelo INPI nos próximos anos. Neste mês, Mamirauá, no Amazonas, região produtora do pirarucu manejado, conquistou, com o apoio do Sebrae, o título de Indicação Geográfica da espécie Denominação de Origem. A região produtora inclui comunidades ribeirinhas de nove municípios da região.

Na opinião do diretor-presidente da ABRIG, o Sebrae tem sido um importante parceiro na promoção e defesa das Indicações Geográficas. “É indiscutível o papel desempenhado pelo Sebrae para o reconhecimento das IGs. Queremos complementar esse trabalho maravilhoso dando o estímulo e apoio necessários para que os próprios produtores deem continuidade ao desenvolvimento das suas IGs”, declarou.

IG Cafés Matas de Rondônia

A Caferon (Cafeicultores Associados da Região Matas de Rondônia), com apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Rondônia (Sebrae), conseguiu um grande feito recentemente: o registro do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), conferindo o Selo de Indicação Geográfica com base na denominação de origem (D.O). A conquista faz parte da estratégia de conquista de mercado idealizado pelo projeto do Sebrae em Rondônia, em parceria com diversas entidades.

 


Fonte: Rondônia Dinâmica 

Hilary Marsh, presidente e estrategista-chefe da consultoria americana Content Company

Fonte: Boardroom The best resource for associations

 

Transcrição parcial do artigo

 

…O conteúdo é como nosso trabalho se manifesta no mundo…

… As associações podem decidir criá-lo em vários formatos: texto (artigos, postagens de blog ou páginas da web), infográficos, vídeos, documentos projetados (PDFs), gráficos etc. Mas, independentemente do formato, tudo é conteúdo…

… os associados nem sempre sabem sobre todo o bom trabalho que sua associação cria para eles – e eles podem questionar os benefícios que estão obtendo por serem membros da sua organização.

Mas não tem que ser assim. Se você tratar seu conteúdo estrategicamente, é mais provável que os associados:

Usem os programas que você cria para eles

Apoiem seus esforços para moldar uma legislação positiva do setor

Inscrevam-se nos cursos

Façam download de pesquisas publicadas

Participem de conferências, eventos promovidos

E os associados que participam do que você oferece terão opiniões mais favoráveis ​​da sua organização e provavelmente renovarão sua filiação à associação e recomendarão sua associação aos colegas do setor.

 

…O que é estratégia de conteúdo?

Estratégia de conteúdo é a prática do planejamento para a criação, publicação, entrega e controle de conteúdo útil, utilizável e eficaz. Útil significa que o conteúdo é apresentado e sua relevância é alta e clara. Utilizável significa que o conteúdo é fácil de encontrar e agir. Efetivo significa que o conteúdo tem um público-alvo claramente articulado e metas mensuráveis ​​explícitas, que você faz a medição para determinar se o conteúdo alcançou seus objetivos e que toma decisões sobre como publicar conteúdo semelhante com base nesses resultados

O objetivo da estratégia de conteúdo é obter o conteúdo certo para a pessoa certa no momento certo para a ação certa. Isso requer uma parceria entre PMEs e pessoas com experiência em criação, publicação e promoção de conteúdo.

 

Por que estratégia de conteúdo?

As organizações inteligentes alinham seu conteúdo com seus objetivos estratégicos. Isso significa várias coisas, conforme listado em Estratégias de conteúdo da associação para um mundo em mudança, um relatório publicado pela Fundação ASAE em 2019:

 

Cada parte do conteúdo que produz tem um objetivo explícito e mensurável, vinculado a um resultado específico do programa que trata o conteúdo e um público claramente articulado.

O conteúdo é criado de uma maneira – terminologia, nível de legibilidade, formato, duração, tempo, etc. – que ressoa com o público.

 

A estratégia de conteúdo é uma das principais maneiras pelas quais as associações podem garantir que o conteúdo de seu trabalho seja publicado de uma maneira que ressoe com o público e, portanto, tenha maior chance de sucesso.