No associativismo, a força para superar a crise

Empresas e a comunidade em geral encontram apoio para vencer as dificuldades

No associativismo, a força para superar a crise

Muitos são os significados atribuídos ao conceito de associação, mas nenhum é tão forte quanto ver que o associativismo teve um resultado concreto. Prova disso, são os avanços conseguidos nos últimos anos pelo movimento na região, celebrado nacionalmente nesta quinta-feira, dia 30.

Em 75 anos de história, a Associação Empresarial de Criciúma (Acic) levantou bandeiras, brigou para ver atendidas as demandas da região e acumulou conquistas. “Em tantas crises que a nossa região passou, a Acic teve um papel muito grande para amenizar os efeitos negativos. Teve atuação em problemas pontuais e defendeu reivindicações importantes junto ao governo estadual e ao federal, promoveu ações para fortalecer a região politicamente”, avalia o diretor da entidade, Edmilson Zanatta.

“É uma associação muito respeitada, não só em Criciúma, mas em todo Sul de Santa Catarina, exerce liderança e isso fortalece a nossa região. As demandas do Sul do Estado sempre passam pela Acic, porque a associação adquiriu a credibilidade para liderar esse movimento de reivindicações e apontar soluções para a região”, considera o diretor Edio José Del Castanhel.

O associativismo é um legado passado de pai para filho na família Castanhel. Edio Castanhel Filho integra a Associação de Jovens Empreendedores de Criciúma (AJE). “Vi na AJE a oportunidade de exercitar o voluntariado. Na verdade, nós ganhamos mais do que doamos, com essa troca de experiência sem almejar algo em troca”, entende.

O movimento associativista também chegou à segunda geração na família Zanatta. Incentivados pelo pai, Jayme, os filhos seguem o mesmo caminho. “O meu pai montou as primeiras empresas através do associativismo, tendo outras pessoas a contribuir para um crescimento maior. É uma filosofia de vida”, define Edmilson Zanatta.

“Consideramos o associativismo uma ferramenta importante para as soluções e desenvolvimento dos negócios, facilidade na resolução de temas de interesse coletivo, crescimento das empresas e da comunidade de forma integrada”, coloca o empresário Valcir Zanette, vice-presidente da Acic.

Movimento ficou mais evidente com a pandemia

O protagonismo do movimento associativista ficou ainda mais evidente com a pandemia no novo coronavírus. “O papel do associativismo ao confirmar conquistas de infraestrutura para a região foi primordial. As entidades empresariais passaram a trabalhar junto com a classe política, não só cobrando, mas também oferecendo soluções. Com a crise gerada pela Covid-19, a necessidade desse trabalho em conjunto tornou-se vital, no sentido de juntar forças e oferecer apoio para a superação das dificuldades comuns”, diz o presidente do Conselho Superior da Acic, César Smielevski.

Junto a outras entidades de Criciúma e região, a Associação Empresarial lidera o Movimento “Juntos de Coração”. Os esforços estão sendo direcionados para levar alimentos às famílias mais vulneráveis, produzir e estimular o uso de máscaras faciais, adquirir equipamentos de proteção individual (EPIs) aos profissionais de saúde e kits de análise para identificação do novo coronavírus e estimular ações de apoio aos  empresários de Criciúma e região.

“Este é o espírito do associativismo: trabalhar em conjunto, para promover o bem comum e o desenvolvimento socioeconômico. Por isso, é tão importante para a Acic estar engajada a campanhas e ações reconhecidas como de interesse da comunidade”, considera o presidente da Acic, Moacir Dagostin.

Fonte: http://www.engeplus.com.br/noticia/geral/2020/no-associativismo-a-forca-para-superar-a-crise

Projetos relacionados ao incremento da atividade turística requerem apoio técnico, parcerias, educação, comprometimento e envolvimento da comunidade. Em Administração, utiliza-se a técnica do Benchmarking, que consiste no processo de busca das melhores práticas que conduzem ao desempenho superior. De forma simples, podemos dizer que o Benchmarking consiste em observar, examinar e aprender como outra organização realiza uma atividade para, com base nesta experiência bem-sucedida, melhorar a nossa atividade. Esta é a matriz de trabalho empregada pelo Projeto Rotas do Itajaí.

O modelo proposto para a futura Associação Visite Guabiruba – AVIGUA –  e que também pode ser utilizado por outros municípios com grande potencial turístico como Botuverá, Brusque e Nova Trento, dentre outros -, foi inspirado no modelo bem-sucedido da Associação Visite Pomerode – AVIP. Constituída em 2009 por representantes de empresas que acreditaram no associativismo para o sucesso do negócio e que o concorrente é um parceiro e não um inimigo, (grifo nosso) já em 2013 a entidade foi agraciada com o Prêmio Top Turismoda Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing de Santa Catarina (ADVB –SC), com o case “Passaporte Turístico”. Em 2015, a associação foi novamente agraciada com o prêmio Top Turismo com o case “Osterfest”. Tecnicamente, pode-se dizer que a experiência e o modelo da AVIP – calcado no associativismo -, são uma boa referência para o turismo na região de Brusque, o que justifica sua escolha.

O associativismo corre em nossas veias. Utilizado desde os tempos de Roma, em nosso passado recente foi um modelo muito utilizado nas regiões colonizadas por imigrantes alemães e italianos, que se juntavam para construir e manter as escolas, por exemplo, visto que o poder público não dotava as comunidades de escola e tampouco pagava os professores. Tanto a construção quanto a manutenção eram integralmente pagas pelas famílias. Este associativismo, que tinha como objetivo satisfazer as necessidades coletivas e alcançar o bem comum, passava pelo investimento em educação para a evolução e o crescimento das pessoas e da comunidade.

A prática associativa consiste na organização voluntária de pessoas. É pilar fundamental na construção de vida em comunidade, eixo de qualquer política de desenvolvimento que favorece a democracia e a cidadania. Ela nos empodera, aumenta nossas forças, pois juntos somos mais fortes. Infelizmente, ao longo dos últimos 80 anos, paulatinamente, a prática do associativismo tem sido sufocada no Brasil. Talvez nem todo o território brasileiro tenha conhecido e praticado o associativismo, mas aqui fazíamos isso com maestria, e estamos esquecendo, pois praticamos pouco. E esta é uma área em que teoria sem prática não leva a lugar nenhum.

Agora, mesmo aqui muitos não sabem o que é associativismo. Não sabem como funciona, não imaginam a força que tem e, por ignorar, não promovem, não participam, não se envolvem. Enquanto isso, permitimos que os outros conduzam nossa vida, nosso destino, a bel prazer. Mas podemos mudar isso. Chamar para nós a responsabilidade, assumir e fazer acontecer. Somente assim mudaremos o país, e não ficando à margem do processo, sem se envolver, sem se responsabilizar, sem fazer nada – só criticando e reclamando. Enquanto isso, outros fazem – mas fazem o que eles querem, e não o que nós queremos. Para fazer o que nós queremos, nós mesmos precisamos fazer. Isso é associativismo!

Fonte: Jornal Municipio de Brusque/SC – Rosemari Glatz