Escola pratica associativismo para fortalecimento de ações solidárias

O empresário, Sérgio Rogério de Castro, presidente da Escola de Associativismo, destaca a prática do Associativismo como instrumento de fortalecimento das entidades. Para ele, um sonho realizado de um trabalho orientado para o fortalecimento das associações. Trata-se de um ambiente de produção, seleção e colecionamento de conteúdo para fortalecimento do associativismo. De acordo com o conceito, é a união organizada de pessoas físicas ou de pessoas jurídicas com um objetivo, um propósito determinado. É a possibilidade de solução, por meio da ação coletiva, onde a ação solitária é mais lenta, mais difícil ou não é possível. O associativismo propõe uma ferramenta para a consolidação da democracia.

 

  1. Como o associativismo influencia positivamente na rotina das industrias?

Posso afirmar, por experiência própria, que pode influenciar muito positivamente na ampliação do relacionamento social e profissional do industrial, no aumento muito grande de informações que podem influir nas suas decisões de negócios, no aperfeiçoamento da sua formação profissional e na dos seus colaboradores. Por meio do associativismo as indústrias podem oferecer muitos benefícios às suas equipes, resolvem muitos problemas que sozinha o industrial responsável pela empresa não consegue resolver, por exemplo: transporte coletivo, comunicações, plano de saúde a menor custo, negociação trabalhista, aumento abusivo de taxas e impostos. A lista pode se estender bastante.

 

  1. Como ocorre na rotina das associações?

O bom associativismo pode influenciar positivamente nas associações que reconheçam que têm pontos a melhorar, que acreditam em melhoria contínua, que tenham humildade em aprender o que não sabem, em aperfeiçoar o que já conhecem. O infinito é o limite quando se pratica um associativismo avançado, responsável, comprometido com a satisfação cada vez maior dos seus associados. O associativismo ensina que engajamento, envolvimento e alegria entre associados e dirigentes de associações é indispensável ao sucesso, ao propósito que se tem.

 

  1. Quais ações concretas foram realizadas através das ações do associativismo industrial?

São incontáveis, quer se pense nacional ou globalmente. Vou citar alguns muito importantes pois a lista é grande. Nacionalmente, associações industriais trabalham fortemente na aprovação e aperfeiçoamento da legislação nos três níveis de poder: municipal, estadual e federal. Através de associações industriais brasileiras, milhares de industriais e industriários recebem capacitação e formação profissional, serviços de saúde, em especial de segurança do trabalho e inúmeras oportunidades de prática de esportes, de deleite, prazer e lazer com atividades culturais de diferentes tipos. Globalmente cito a participação das associações nas negociações de acordos comerciais entre países ou bloco de países, na promoção do comercio internacional pela organização de milhares missões comerciais.

 

  1. Qual o papel das associações e da Escola de Associativismo durante a pandemia? O que é possível fazer para amenizar a crise?

A Escola de Associativismo tem se empenhado no estímulo às associações para que se reúnam e promovam ações próprias ou em parceria para mitigar os efeitos da pandemia, efeitos estes que são de vários tipos: sanitária/saúde pública, sociais, econômicos. Alguma coisa importante qualquer associação pode realizar, sozinha ou em conjunto com outras associações e é isto que temos feito. Os exemplos de associações atuantes inspiram as demais.

 

  1. Quais os benefícios para a sociedade como um todo?

Os benefícios do associativismo para a sociedade podem ser resumidos na seguinte crença que direciona a ação da Escola de Associativismo: com associações fortes, a sociedade civil se fortalece e, atuando em conjunto, de forma independente, com os representantes políticos eleitos, vamos ter cidades, estados e países muito melhores. Para alcançar este propósito vale a pena qualquer esforço, qualquer empenho.

 

Fonte: https://jornalcorreiometropolitano.com/escola-pratica-associativismo-para-fortalecimento-de-acoes-solidarias/

O Estado passou por 2 ciclos de desenvolvimento, o primeiro foi no século XIX até a década de 60 do século XX, ancorada exclusivamente no café. O setor gerava quase 54% do PIB estadual. Depois passou pelo segundo ciclo que começou na década de 60 até a década de 90 do século XX, foi quando o ES teve sua inserção internacional através das exportações das grandes indústrias. Vivemos e viveremos outros ciclos, mas podemos afirmar que no momento atual estamos dando a importância para o associativismo e para interiorização.

Associativismo para uma Indústria forte é o nome do livro que a FINDES lançou em comemoração aos seus 55 anos, e os principais atores dessa história são os 31 sindicatos e as 3.347 indústrias associadas.

Um dos projetos que merece destaque foi o Dia de Associar-se que levou uma grande mobilização para o interior, principalmente para os municípios onde estão localizadas as regionais da FINDES que são: Colatina, Cachoeiro de Itapemirim, Aracruz, Anchieta, Linhares, Venda Nova do Imigrante, São Mateus e para fechar o ciclo no interior Nova Venécia que contou com a presença de vários prefeitos e do Governador Casagrande, que no evento assinou junto com o Presidente da FINDES Marcos Guerra convênios para instalação de um uma Escola Pedreira em Vila Pavão e uma Agência de Treinamento em Nova Venécia, futuro centro integrado SESI/SENAIS/IEL.

Além de toda a mobilização o projeto identificou setores que estavam desassistidos pela federação, com isso foram criados 3 novos sindicatos: Laticínios, vidros e pesca.

Nos 8 eventos realizados foram visitadas cerca de 2.500 indústrias, 1.800 participantes e 592 indústrias associadas aos sindicatos.

O projeto deu tão certo que a CNI – Confederação Nacional da Indústria replicou para outras federações totalizando 39 eventos realizados/agendados em todo o Brasil.

O associativismo é o clico da vez, só assim podemos fortalecer as indústrias que são a base dos sindicatos e da federação, dando sustentabilidade a economia deste pequeno grande estado.

Egídio Malanquini
Diretor para o Fortalecimento Sindical
Centro de Apoio aos Sindicatos – CAS/FINDES