UNIÃO DE ASSOCIAÇÕES INTERNACIONAIS

A União de Associações Internacionais ( UIA) é um instituto de pesquisa e documentação, com sede em Bruxelas . Foi fundada há mais de cem anos atrás, em 1907, por Henri La Fontaine ( Prêmio Nobel da Paz de 1913) , e Paul Otlet , um dos fundadores do que hoje é chamado de ciência da informação.

Sem fins lucrativos , apolítica , independente e não-governamental por natureza , a UIA tem sido um pioneiro na pesquisa, monitoramento e prestação de informações sobre organizações internacionais , associações internacionais e seus desafios globais desde 1907 .

A UIA tem status consultivo com o estatuto ECOSOC e associado com a UNESCO .

O Estado passou por 2 ciclos de desenvolvimento, o primeiro foi no século XIX até a década de 60 do século XX, ancorada exclusivamente no café. O setor gerava quase 54% do PIB estadual. Depois passou pelo segundo ciclo que começou na década de 60 até a década de 90 do século XX, foi quando o ES teve sua inserção internacional através das exportações das grandes indústrias. Vivemos e viveremos outros ciclos, mas podemos afirmar que no momento atual estamos dando a importância para o associativismo e para interiorização.

Associativismo para uma Indústria forte é o nome do livro que a FINDES lançou em comemoração aos seus 55 anos, e os principais atores dessa história são os 31 sindicatos e as 3.347 indústrias associadas.

Um dos projetos que merece destaque foi o Dia de Associar-se que levou uma grande mobilização para o interior, principalmente para os municípios onde estão localizadas as regionais da FINDES que são: Colatina, Cachoeiro de Itapemirim, Aracruz, Anchieta, Linhares, Venda Nova do Imigrante, São Mateus e para fechar o ciclo no interior Nova Venécia que contou com a presença de vários prefeitos e do Governador Casagrande, que no evento assinou junto com o Presidente da FINDES Marcos Guerra convênios para instalação de um uma Escola Pedreira em Vila Pavão e uma Agência de Treinamento em Nova Venécia, futuro centro integrado SESI/SENAIS/IEL.

Além de toda a mobilização o projeto identificou setores que estavam desassistidos pela federação, com isso foram criados 3 novos sindicatos: Laticínios, vidros e pesca.

Nos 8 eventos realizados foram visitadas cerca de 2.500 indústrias, 1.800 participantes e 592 indústrias associadas aos sindicatos.

O projeto deu tão certo que a CNI – Confederação Nacional da Indústria replicou para outras federações totalizando 39 eventos realizados/agendados em todo o Brasil.

O associativismo é o clico da vez, só assim podemos fortalecer as indústrias que são a base dos sindicatos e da federação, dando sustentabilidade a economia deste pequeno grande estado.

Egídio Malanquini
Diretor para o Fortalecimento Sindical
Centro de Apoio aos Sindicatos – CAS/FINDES

Projetos relacionados ao incremento da atividade turística requerem apoio técnico, parcerias, educação, comprometimento e envolvimento da comunidade. Em Administração, utiliza-se a técnica do Benchmarking, que consiste no processo de busca das melhores práticas que conduzem ao desempenho superior. De forma simples, podemos dizer que o Benchmarking consiste em observar, examinar e aprender como outra organização realiza uma atividade para, com base nesta experiência bem-sucedida, melhorar a nossa atividade. Esta é a matriz de trabalho empregada pelo Projeto Rotas do Itajaí.

O modelo proposto para a futura Associação Visite Guabiruba – AVIGUA –  e que também pode ser utilizado por outros municípios com grande potencial turístico como Botuverá, Brusque e Nova Trento, dentre outros -, foi inspirado no modelo bem-sucedido da Associação Visite Pomerode – AVIP. Constituída em 2009 por representantes de empresas que acreditaram no associativismo para o sucesso do negócio e que o concorrente é um parceiro e não um inimigo, (grifo nosso) já em 2013 a entidade foi agraciada com o Prêmio Top Turismoda Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing de Santa Catarina (ADVB –SC), com o case “Passaporte Turístico”. Em 2015, a associação foi novamente agraciada com o prêmio Top Turismo com o case “Osterfest”. Tecnicamente, pode-se dizer que a experiência e o modelo da AVIP – calcado no associativismo -, são uma boa referência para o turismo na região de Brusque, o que justifica sua escolha.

O associativismo corre em nossas veias. Utilizado desde os tempos de Roma, em nosso passado recente foi um modelo muito utilizado nas regiões colonizadas por imigrantes alemães e italianos, que se juntavam para construir e manter as escolas, por exemplo, visto que o poder público não dotava as comunidades de escola e tampouco pagava os professores. Tanto a construção quanto a manutenção eram integralmente pagas pelas famílias. Este associativismo, que tinha como objetivo satisfazer as necessidades coletivas e alcançar o bem comum, passava pelo investimento em educação para a evolução e o crescimento das pessoas e da comunidade.

A prática associativa consiste na organização voluntária de pessoas. É pilar fundamental na construção de vida em comunidade, eixo de qualquer política de desenvolvimento que favorece a democracia e a cidadania. Ela nos empodera, aumenta nossas forças, pois juntos somos mais fortes. Infelizmente, ao longo dos últimos 80 anos, paulatinamente, a prática do associativismo tem sido sufocada no Brasil. Talvez nem todo o território brasileiro tenha conhecido e praticado o associativismo, mas aqui fazíamos isso com maestria, e estamos esquecendo, pois praticamos pouco. E esta é uma área em que teoria sem prática não leva a lugar nenhum.

Agora, mesmo aqui muitos não sabem o que é associativismo. Não sabem como funciona, não imaginam a força que tem e, por ignorar, não promovem, não participam, não se envolvem. Enquanto isso, permitimos que os outros conduzam nossa vida, nosso destino, a bel prazer. Mas podemos mudar isso. Chamar para nós a responsabilidade, assumir e fazer acontecer. Somente assim mudaremos o país, e não ficando à margem do processo, sem se envolver, sem se responsabilizar, sem fazer nada – só criticando e reclamando. Enquanto isso, outros fazem – mas fazem o que eles querem, e não o que nós queremos. Para fazer o que nós queremos, nós mesmos precisamos fazer. Isso é associativismo!

Fonte: Jornal Municipio de Brusque/SC – Rosemari Glatz