Parceria entre a Escola de Associativismo e o SESI leva a cultura da cooperação a quase 7 mil estudantes do Espírito Santo
O associativismo já faz parte da rotina de 6.924 estudantes do 1º ao 8º ano do Ensino Fundamental das 11 unidades da Rede SESI de Educação do Espírito Santo. O conteúdo é desenvolvido dentro das aulas de Empreendedorismo, que acontecem semanalmente desde o início do ano letivo, consolidando uma iniciativa pioneira que busca formar, desde cedo, cidadãos mais colaborativos, participativos e preparados para os desafios da sociedade.
O projeto é resultado da parceria entre a Escola de Associativismo e o Sistema Findes – SESI e integra o planejamento pedagógico da disciplina de Empreendedorismo. Ao longo do primeiro semestre, os estudantes trabalham conceitos relacionados ao associativismo por meio de dinâmicas, jogos e atividades práticas.
Neste mês de agosto, esses conhecimentos serão aplicados em projetos que serão apresentados na FENEFE – Feira de Negócios da Família Empreendedora, prevista para novembro em todas as unidades da rede.
“Esta parceria com o SESI representa um passo importante para ampliar a cultura associativista e levar os princípios da cooperação a milhares de estudantes. É uma iniciativa que fortalece o legado da Escola de Associativismo e amplia nossa missão de formar, desde cedo, cidadãos preparados para construir soluções coletivas.”, comentou o diretor da Escola de Associativismo, José Carlos Zanandrea.
Para a coordenadora de Empreendedorismo do SESI, Bethsean Guerra, ensinar associativismo na escola vai muito além de apresentar o funcionamento de uma associação.
“Levar o associativismo para as salas de aula é importante porque a escola é um espaço privilegiado para desenvolver valores, atitudes e competências que formarão cidadãos capazes de atuar de forma colaborativa e responsável na sociedade. Ao vivenciar experiências de cooperação desde cedo, os estudantes aprendem que os desafios coletivos podem ser enfrentados por meio do diálogo, da organização e da participação ativa.”
Ela destaca que a proposta fortalece a formação cidadã, desenvolve competências socioemocionais como empatia, cooperação, liderança e comunicação, estimula o protagonismo estudantil e prepara os alunos para o mundo do trabalho, aproximando o aprendizado da realidade das comunidades e das organizações sociais.
De acordo com Bethsean, os resultados já começam a aparecer em sala de aula. “Os alunos estão entendendo melhor como trabalhar o associativismo e sua importância para a sociedade, desenvolvendo comportamentos empreendedores com responsabilidade social.”
Legado
Para Agostinho Rocha, diretor da Escola de Associativismo durante a implantação do projeto, ensinar associativismo às novas gerações é investir na construção de uma sociedade mais preparada para enfrentar desafios coletivos.

“Ensinar associativismo na Educação Básica significa ir além da transmissão de conceitos. Trata-se de proporcionar experiências que permitam aos estudantes compreender que muitos desafios individuais e coletivos podem ser resolvidos por meio da união de esforços, do diálogo e da participação ativa. Dessa forma, a escola contribui para a formação de indivíduos mais autônomos, solidários e preparados para exercer uma cidadania consciente e transformar positivamente a sociedade.”
Agostinho Rocha ressalta que a iniciativa materializa o sonho do fundador da Escola de Associativismo, Sérgio Rogério de Castro, de disseminar a cultura da cooperação para além das entidades representativas.
“Ao aproximar o associativismo das salas de aula, ampliamos ainda mais esse legado. Formamos não apenas futuros profissionais, mas cidadãos capazes de compreender que os maiores avanços sociais, econômicos e comunitários acontecem quando diferentes pessoas compartilham ideias, talentos e propósitos.”
Além de desenvolver competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como comunicação, empatia, cooperação, responsabilidade, cidadania e protagonismo, o projeto aproxima os estudantes do universo das associações, cooperativas e organizações comunitárias, demonstrando, desde a educação básica, que o desenvolvimento coletivo nasce da participação, do diálogo e da cooperação.
Hoje, o conteúdo de associativismo está presente nas 11 unidades da Rede SESI de Educação no Espírito Santo, alcançando 6.924 estudantes do Ensino Fundamental. A iniciativa faz do Espírito Santo um dos primeiros estados brasileiros a incorporar o tema de forma estruturada no ambiente escolar, fortalecendo a cultura da cooperação desde a infância.
